Postagem Bluesky: "Viva a Universidade Pública!
Terapia inovadora da USP reduziu o câncer
em 90% dos pacientes."
Comentarista: A universidade pública é o verdadeiro motor da ciência nacional.
É dentro dos seus laboratórios e salas de aula que nasce a maior parte da pesquisa científica do país, transformando conhecimento teórico em soluções reais para a sociedade.
William: Encontrei essa postagem na rede social.
É comum encontrar esse tipo de ufanismo, mas não vejo essas grandes descobertas da USP ter repercussão mundial, tão fenomenal quanto dizem pra gente.
Quando vou pesquisar é sempre mais do mesmo.
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A terapia CAR-T Cell foi desenvolvida originalmente nos Estados Unidos (pela Universidade da Pensilvânia) e aprovada pela FDA (órgão americano) em 2017.
A USP não inventou a técnica do zero.
A taxa de 90% é verdadeira, mas para um grupo específico.
Os testes iniciais no Brasil (com pouco mais de uma dezena de pacientes) focaram em casos de linfoma e leucemia linfoblástica aguda que já não respondiam a nenhum outro tratamento.
Para esses pacientes terminais, a remissão (desaparecimento dos sinais do câncer) chegou perto desse patamar.
Não se aplica a tumores sólidos como mama, pulmão ou próstata.
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Vejam que o tratamento é para casos bem específicos.
A manchete dá a entender para o "leitor superficial" que foi descoberto a cura de câncer em 90% dos casos.
Depois surgem aquelas teorias conspiratórias que a Indústria Farmacêutica tem a cura para o câncer, mas não apresenta por só visar lucro.
O grande mérito dos pesquisadores da USP é ter reduzido o custo do tratamento para esse câncer especifico, usando essa substância especifica, a 10% do custo alcançado nos laboratórios farmacêuticos privados.
Acontece que o resultado foi em uma amostra pequena.
Quantas vezes já vimos isso nas nossas Universidades?
Quando acontecem aqueles testes mais rigorosos em larga escala o assunto morre.
Outro ilusão é essa do "almoço grátis".
Do jeito que falam parece que as Universidades não nos custam nada, são um presente do Papai Estado.
A USP esta nos custando em 2026, R$ 9,41 bilhões.
Cerca de 80% a 85% desse montante é destinado ao pagamento de folha de pessoal (professores, funcionários e aposentados).
ATENÇÃO: Estou apenas informando o custo anual.
NÃO estou dizendo que sou contra a existência de Universidades Públicas.
Enfim...
Meu ponto é que já vi tantas postagens falando de como nossas Universidades são maravilhosas, eu gostaria que fossem mesmo.
Com o tempo fui ficando "cético".
USP, UNICAMP, UFRJ ... já prometeram tanto efeito Ozempic na nossa economia, mas no máximo conseguimos Lacto Purga.
(Nada contra o Lacto Purga já me foi muito útil.)
Desenvolvido pela dinamarquesa Novo Nordisk, liderada pela cientista Lotte Bjerre Knudsen, o Ozempic foi desenhado e aprovado (em 2017) estritamente para tratar a Diabetes Tipo 2.
No entanto, durante os testes estatísticos e clínicos, os pesquisadores notaram um padrão matemático impossível de ignorar, os pacientes perdiam peso em uma velocidade e volume nunca vistos antes em medicamentos metabólicos.
Isso ocorre porque, além de atuar no pâncreas, ele sinaliza fortemente os receptores de saciedade no cérebro e retarda o esvaziamento do estômago.
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Resumo:
• 1. Crítica ao "ufanismo" e ao sensacionalismo das redes sociais: Você aponta que manchetes superficiais geram uma ilusão no leitor ao dar a entender que a USP descobriu a cura definitiva do câncer em 90% dos casos, alimentando inclusive teorias da conspiração sobre a indústria farmacêutica esconder a cura.
• 2. Falta de ineditismo global da tecnologia: Você esclarece que a técnica utilizada (CAR-T Cell) não foi inventada do zero pela USP; ela foi desenvolvida originalmente nos Estados Unidos (pela Universidade da Pensilvânia) e aprovada pela FDA ainda em 2017.
• 3. Restrição estatística e médica dos resultados: O seu argumento destaca que a taxa de 90% de sucesso se aplica apenas a uma amostra muito pequena (pouco mais de uma dezena de pacientes) e para casos bem específicos e terminais de câncer no sangue (linfoma e leucemia), não se aplicando a tumores sólidos como mama, pulmão ou próstata.
• 4. Reconhecimento do mérito real da USP (Redução de custo): Você pondera e reconhece que o verdadeiro mérito dos pesquisadores brasileiros foi econômico e de engenharia reprodutiva: conseguir reduzir o custo desse tratamento específico para cerca de 10% do valor cobrado pelos laboratórios privados estrangeiros.
• 5. Ceticismo quanto à escala dos testes nacionais: Você manifesta ceticismo com base no histórico das universidades públicas brasileiras, argumentando que muitos anúncios promissores acabam "morrendo" e sendo esquecidos quando submetidos a testes mais rigorosos e em larga escala.
• 6. A ilusão do "almoço grátis" e o custo real do Estado: Você rebate a ideia de que a universidade pública é um "presente", expondo os números reais: a USP custa R$ 9,41 bilhões em 2026 ao pagador de impostos, sendo que de 80% a 85% desse valor é consumido pela folha de pagamento de pessoal (ativos e aposentados). Você faz questão de ressaltar que expor o custo não significa ser contra a existência da instituição.
• 7. Contraste entre o impacto econômico nacional e o internacional (Efeito Ozempic vs. Lacto Purga): Utilizando uma metáfora, você argumenta que, enquanto a ciência de países como a Dinamarca desenvolve inovações disruptivas de impacto global e econômico real (como o Ozempic da Novo Nordisk), as universidades brasileiras prometem muito, mas entregam resultados de impacto tímido ou paliativo na economia (o que você chama de "Lacto Purga"), defendendo que a cultura científica brasileira ainda precisa evoluir muito para atingir o nível internacional.
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