sábado, 13 de junho de 2026

USP Maravilhosa

 




Postagem Bluesky:  "Viva a Universidade Pública! 
 Terapia inovadora da USP reduziu o câncer
em 90% dos pacientes."

Comentarista: A universidade pública é o verdadeiro motor da ciência nacional. 
  É dentro dos seus laboratórios e salas de aula que nasce a maior parte da pesquisa científica do país, transformando conhecimento teórico em soluções reais para a sociedade.

William: Encontrei essa postagem na rede social.
  É comum encontrar esse tipo de ufanismo, mas não vejo essas grandes descobertas da USP ter repercussão mundial, tão fenomenal quanto dizem pra gente.
  Quando vou pesquisar é sempre mais do mesmo.
 
  💥
   A terapia CAR-T Cell foi desenvolvida originalmente nos Estados Unidos (pela Universidade da Pensilvânia) e aprovada pela FDA (órgão americano) em 2017.
   A USP não inventou a técnica do zero.
   A taxa de 90% é verdadeira, mas para um grupo específico. 
  Os testes iniciais no Brasil (com pouco mais de uma dezena de pacientes) focaram em casos de linfoma e leucemia linfoblástica aguda que já não respondiam a nenhum outro tratamento. 
  Para esses pacientes terminais, a remissão (desaparecimento dos sinais do câncer) chegou perto desse patamar. 
  Não se aplica a tumores sólidos como mama, pulmão ou próstata.
💥

   Vejam que o tratamento é para casos bem específicos.
   A manchete dá a entender para o "leitor superficial" que foi descoberto a cura de câncer em 90% dos casos.
   Depois surgem aquelas teorias conspiratórias que a Indústria Farmacêutica tem a cura para o câncer, mas não apresenta por só visar lucro.

  O grande mérito dos pesquisadores da USP é ter reduzido o custo do tratamento para esse câncer especifico, usando essa substância especifica, a 10% do custo alcançado nos laboratórios farmacêuticos privados.

  Acontece que o resultado foi em uma amostra pequena.
  Quantas vezes já vimos isso nas nossas Universidades?
  Quando acontecem aqueles testes mais rigorosos em larga escala o assunto morre.

  Outro ilusão é essa do "almoço grátis".
  Do jeito que falam parece que as Universidades não nos custam nada, são um presente do Papai Estado.

  A USP esta nos custando em 2026, R$ 9,41 bilhões.
  Cerca de 80% a 85% desse montante é destinado ao pagamento de folha de pessoal (professores, funcionários e aposentados). 

ATENÇÃO: Estou apenas informando o custo anual.
 NÃO estou dizendo que sou contra a existência de Universidades Públicas.

  Enfim...

  Meu ponto é que já vi tantas postagens falando de como nossas Universidades são maravilhosas, eu gostaria que fossem mesmo.
  Com o tempo fui ficando "cético".
  USP, UNICAMP, UFRJ ... já prometeram tanto efeito Ozempic na nossa economia, mas no máximo conseguimos Lacto Purga.
  (Nada contra o Lacto Purga já me foi muito útil.)

   
   Desenvolvido pela dinamarquesa Novo Nordisk, liderada pela cientista Lotte Bjerre Knudsen, o Ozempic foi desenhado e aprovado (em 2017) estritamente para tratar a Diabetes Tipo 2.

   No entanto, durante os testes estatísticos e clínicos, os pesquisadores notaram um padrão matemático impossível de ignorar, os pacientes perdiam peso em uma velocidade e volume nunca vistos antes em medicamentos metabólicos.

   Isso ocorre porque, além de atuar no pâncreas, ele sinaliza fortemente os receptores de saciedade no cérebro e retarda o esvaziamento do estômago.


   Parabéns aos dinamarqueses e tantos outros povos que realmente nos trazem grandes avanços científicos.
   Que um dia nossa cultura brasileira chegue a esse nível.
   Amém?

✧✧✧

 

 Resumo: 


1. Crítica ao "ufanismo" e ao sensacionalismo das redes sociais: Você aponta que manchetes superficiais geram uma ilusão no leitor ao dar a entender que a USP descobriu a cura definitiva do câncer em 90% dos casos, alimentando inclusive teorias da conspiração sobre a indústria farmacêutica esconder a cura.

2. Falta de ineditismo global da tecnologia: Você esclarece que a técnica utilizada (CAR-T Cell) não foi inventada do zero pela USP; ela foi desenvolvida originalmente nos Estados Unidos (pela Universidade da Pensilvânia) e aprovada pela FDA ainda em 2017.

3. Restrição estatística e médica dos resultados: O seu argumento destaca que a taxa de 90% de sucesso se aplica apenas a uma amostra muito pequena (pouco mais de uma dezena de pacientes) e para casos bem específicos e terminais de câncer no sangue (linfoma e leucemia), não se aplicando a tumores sólidos como mama, pulmão ou próstata.

4. Reconhecimento do mérito real da USP (Redução de custo): Você pondera e reconhece que o verdadeiro mérito dos pesquisadores brasileiros foi econômico e de engenharia reprodutiva: conseguir reduzir o custo desse tratamento específico para cerca de 10% do valor cobrado pelos laboratórios privados estrangeiros.

5. Ceticismo quanto à escala dos testes nacionais: Você manifesta ceticismo com base no histórico das universidades públicas brasileiras, argumentando que muitos anúncios promissores acabam "morrendo" e sendo esquecidos quando submetidos a testes mais rigorosos e em larga escala.

6. A ilusão do "almoço grátis" e o custo real do Estado: Você rebate a ideia de que a universidade pública é um "presente", expondo os números reais: a USP custa R$ 9,41 bilhões em 2026 ao pagador de impostos, sendo que de 80% a 85% desse valor é consumido pela folha de pagamento de pessoal (ativos e aposentados). Você faz questão de ressaltar que expor o custo não significa ser contra a existência da instituição.

7. Contraste entre o impacto econômico nacional e o internacional (Efeito Ozempic vs. Lacto Purga): Utilizando uma metáfora, você argumenta que, enquanto a ciência de países como a Dinamarca desenvolve inovações disruptivas de impacto global e econômico real (como o Ozempic da Novo Nordisk), as universidades brasileiras prometem muito, mas entregam resultados de impacto tímido ou paliativo na economia (o que você chama de "Lacto Purga"), defendendo que a cultura científica brasileira ainda precisa evoluir muito para atingir o nível internacional.



  

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