quarta-feira, 17 de junho de 2026

Cultura de Verdade

 







Renato: A "intelectualidade" da direita brasileira se
viciou em fazer discursos e sermões sobre a
importância da cultura, e acabou se esquecendo de produzir cultura de verdade.

William: O que seria "cultura de verdade"?
  A intelectualidade mais à esquerda cria conceitos subjetivos tornando impossível análises lógicas.

Renato: Por cultura de verdade, eu quero dizer que esse pessoal fica o tempo inteiro recomendando o estudo das grandes obras e a leitura dos grandes livros, mas eles mesmos não são capazes de produzir nada minimamente análogo. 
 Se fossem escrever algo, escreveriam auto ajuda.


William: Eu gosto muito de Thomas Sowell e Walter Williams.
  Se está falando de escritores nacionais gosto do Leandro Narloch, não sei o quanto ele é de direita.
  Eu sou Centro Direita, tenho uma grande obra, sou simpático a Adam Smith.
  (Calma, sou desconhecido, mas minha produção é enorme.)
  O problema é classificar cultura de verdade só quando o autor é simpático a Marx.

Renato: Eu não quero ser maldoso contigo nem nada, mas esse foi realmente o maior caso de incapacidade de interpretar texto que eu já vi. 
  Eu não estava querendo dizer nada disso que você interpretou.

William: Entendeu o problema da subjetividade?
   Você afirmou que nenhuma intelectualidade simpática a direita é capaz de produzir cultura de verdade, produz no máximo livro de auto ajuda.
   Porque livros de auto ajuda devem ser excluídos da cultura de verdade?
   A filosofia de Sócrates ou Nietzsche não são de auto ajuda?
   Conhecer a si mesmo para tentar viver melhor não é um conselho de auto ajuda?

César: Você tomou a crítica dele (Renato) como alguém de esquerda dando piti com a direita. 
  Mas existe um monte de gente na direita que percebe e aponta que boa parte da direita só fica na superfície mais rasa da guerra política, não se dedicando de verdade ao estudo.

William: Eu apenas tracei um paralelo com a esquerda.
  Tudo mais é “ilação” sua.

César: Traçou um paralelo com a esquerda que não tinha absolutamente nenhum motivo para entrar na discussão.

William: É você que decide o que eu posso ou não trazer para o debate? 😉
  Se é o moderador ... apague meu comentário, eu não ligo, passeio pela Internet ao acaso.
  Um bloqueio a mais ou a menos não faz diferença.

  Você trouxe a palavra "piti" sem nenhum motivo para isso.
  Eu analisei a postagem feita, não fui na página do cara investigar o perfil dele, não tenho esse hábito.

  Na "minha" experiência os mais à esquerda costumam usar  conceitos subjetivos para sustentar narrativas.
  "Identidade de gênero", "Apropriação Cultural", "Racismo Ambiental" ...

  "Cultura de verdade" é um conceito subjetivo, não importa se o cidadão é lulista, bolsonarista, transformista ...

César: A filosofia de Sócrates ou Nietzsche não são de auto ajuda.

William: Conhecer a si mesmo ajuda a quem?
  Se cuidar para não virar o monstro que combate ajuda a quem?
  Teve uma fase da vida que li muitos livros classificados como de auto ajuda.
  Encontrei pontos de vistas interessantes, alias muitos deles são apanhados gerais do que encontramos na literatura classificada como "clássica".

  Vejam meu caso, estou me propondo a te encontrar e te ajudar em alguma coisa?
   NÃO.
   Eu acumulei conhecimento e compartilho, me distraio fazendo análises lógicas, exercitando o cérebro.

  Se vai me ignorar ou prestar atenção no que escrevo é com você.

   Adquira conhecimento:

  O prefixo "auto-" vem do grego autós, que significa "eu mesmo" ou "por si próprio". 
  Indica que a ação é realizada pelo próprio sujeito.
  Em auto-ajuda: ajuda que a pessoa dá a si mesma.
  Outros exemplos: autocrítica, autorretrato, automedicação.
  (Dicionário)


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 Resumo: 

1. "Cultura de verdade" é conceito subjetivo sem critério lógico definido, serve para excluir arbitrariamente obras de quem não é simpático ideologicamente.

2. Auto-ajuda é cultura legítima, Sócrates ("conhece-te a ti mesmo") e Nietzsche tocam nos mesmos temas; a classificação pejorativa é inconsistente.

3. Erro de interpretação como sintoma , o próprio mal-entendido inicial ilustra o problema do debate baseado em conceitos vagos.

4. Paralelos com a esquerda são válidos, a esquerda usa termos subjetivos ("apropriação cultural", "racismo ambiental") da mesma forma que "cultura de verdade" foi usado.

5. Produção independente de reconhecimento, William se posiciona como autor prolífico e desconhecido, refutando a tese de que a direita não produz cultura.

6. Autonomia no debate, rejeita que outros determinem quais argumentos podem ou não entrar na discussão.

7. Conhecimento se compartilha, não se impõe, sua postura é de quem acumula e oferece; cabe ao interlocutor aproveitar ou não.

  

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