sábado, 20 de junho de 2026

Personificar a Direita

 


 Antônio: Sinceramente, ao meu ver, tanto esquerda quanto direita estão bem fracos; só tem palhaço de circo com ego frágil querendo fazer show.

William: Sinceramente, ao meu ver, acho bem fraco quem confunde Direita e Esquerda como sendo representada por políticos específicos.

  Bolsonaro sugeriu fuzilar Fernando Henrique por algumas privatizações.
  Fernando Henrique, esquerdista histórico, fez privatizações.

  Eu foco em ideias.
  Analiso a medida que esta sendo proposta, se aumenta a burocracia (intervenção) do Estado ou se diminui.
  Se a intervenção é justificável, como  no caso da pandemia, ou se é abusiva como mudar o Marco Civil da Internet na canetada ignorando o Legislativo.

  Se é para personificar Direita e Esquerda, Adam Smith e Karl Marx cumprem bem esse papel.
  Vejo pessoas que não conhecem o básico do básico, pegam o bonde andando.
   Fiz até um quadro explicativo:



 Conhecimento básico para debater economia atual.
 "Conceitos extremos." 

Socialismo = Estado Máximo(Esquerda)

Capitalismo = Estado Mínimo (Direita)

Comunismo = Ausência de Estado (Ausência de propriedade)

Anarquia = Ausência de Estado (Propriedade privada)


Felipe: Concordo com a primeira afirmativa, mas apenas em parte. 
  Por um lado, é óbvio que não dá para reduzir todo o movimento histórico-teórico-político a alguns rostos; por outro, certas figuras representam a culminação de movimentos de forma generalizada. 
  O caráter desse último reside em um amálgama dos anseios da massa; o "rosto" é, de certo modo, tão geral quanto o exame de seus adeptos.
   Claro, a função de representação é variável para cada indivíduo e grupo. 
   Sobre o restante: para além da representação de uma visão, não me importo com ideias por si mesmas; elas não têm poder sem finalidades. 
  São estas que devemos vigiar. 
  Burocracias ou intervenções são vazias até que assumam um propósito moral; outro perigo é reduzir essa função a um maniqueísmo, como se a atuação humana fosse um termômetro que apenas sobe ou desce.

William: Meu ponto é que muitos falam em apenas 17 anos de esquerda no Brasil como se Lula e o PT fossem a personificação dessas ideias.
  Falam em 500 anos de direita.😂




  Outros acham que Jair Bolsonaro ou no máximo Olavo de Carvalho são os grandes idealizadores das ideias de liberdade econômica ou sua modernização...😂😂

   Vejam que "caras importantes" nasceram antes de 1900:


   A Escola Austríaca é uma linha de pensamento econômico que defende a liberdade individual, o livre mercado e a propriedade privada.

      Seus pilares fundamentais são:
Individualismo metodológico: Fenômenos sociais resultam das ações de indivíduos.
Subjetivismo do Preço: O valor de um bem depende da utilidade que a pessoa atribui a ele, não do custo de produção.
Rejeição à forte intervenção estatal: O governo não deve fixar preços ou emitir moeda sem lastro, o que evita inflação e ciclos de crise.

      Os principais fundadores e expoentes da Escola Austríaca são:

Carl Menger (1840–1921): O pai da escola. 
     Fundou a vertente com o livro Princípios de Economia Política (1871), onde introduziu a teoria da utilidade marginal (o valor é subjetivo e determinado na margem).

Eugen von Böhm-Bawerk (1851–1914): Desenvolveu a teoria do capital e dos juros, explicando como o tempo e a preferência temporal influenciam o valor e a produção.

Ludwig von Mises (1881–1973): Sistematizou a Praxeologia (o estudo da ação humana) e demonstrou a impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo.

Friedrich Hayek (1899–1992): Discípulo de Mises e vencedor do Prêmio Nobel de Economia (1974). Destacou-se pela teoria dos ciclos econômicos e pela análise de como os preços transmitem informações descentralizadas no mercado.




 


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 Resumo: 

1. Erro de personalizar ideologias em políticos — Reduzir Esquerda e Direita a figuras como Lula, PT, Bolsonaro ou Olavo de Carvalho demonstra desconhecimento. As ideias transcendem qualquer político específico.

2. Foco em ideias, não em pessoas — William analisa propostas concretas pelo critério objetivo de intervenção estatal: se uma medida aumenta ou diminui a burocracia do Estado, independentemente de quem a propõe.

3. Contradições políticas confirmam o argumento — O exemplo de Fernando Henrique (esquerdista histórico que fez privatizações) e Bolsonaro (que sugeriu fuzilá-lo por isso) ilustra como políticos não representam fielmente as ideologias que alegam defender.

4. Intervenção estatal tem graus e justificativas — Nem toda intervenção é igual: a da pandemia pode ser justificável; já alterar o Marco Civil da Internet por decreto, ignorando o Legislativo, é abusiva.

5. Quadro conceitual básico como pré-requisito do debate — William propõe um mapa ideológico claro: Socialismo = Estado Máximo, Capitalismo = Estado Mínimo, Comunismo e Anarquia como ausência de Estado (com diferença quanto à propriedade privada).

6. Adam Smith e Karl Marx como referências legítimas — Se for para personificar as ideologias, que sejam os pensadores fundadores, não políticos contemporâneos de lastro intelectual questionável.

7. A Escola Austríaca como base do pensamento liberal moderno — Menger, Böhm-Bawerk, Mises e Hayek estruturaram o arcabouço intelectual da liberdade econômica, nascidos antes de 1900, evidenciando que as ideias de direita liberal têm profundidade histórica e teórica sólida, ignorada por quem "pega o bonde andando."


  


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