domingo, 12 de julho de 2020

Voucher

 





  
  As principais “oportunidades” são dadas pelos pais.
   
(William Robson)

 


   É comum lermos que o Governo não dá oportunidades para os jovens se desenvolverem.

  O indivíduo transa sem responsabilidade, nasce uma criança e daí pra frente a principal responsabilidade é do Estado/Sociedade!?
  O governo tem obrigação de garantir casa, comida, educação e mais tarde emprego!?

  NÃO CONCORDO COM ISSO, essa meditação é bastante ilustrativa de como ajo de acordo com o que penso.

  Eu e minha esposa namoramos 5 anos antes de morarmos juntos.
  Viemos de famílias pobres (a minha muito mais que a dela) já trabalhávamos, ganhávamos pouco.
  Seria algo incrivelmente “imbecil” (irresponsável) ela engravidar nessa situação.
  Não precisava pais, governo, escola, livro de autoajuda ... nos falar isso.
  É bom senso individual básico.

  Me dedicando bastante na empresa consegui promoção (salário um pouco melhor).
  Minha esposa fez curso de técnica de enfermagem.
  Não foram nossos pais nem o Estado que nos “deram” alguma coisa, usamos nossa disposição da juventude para correr atrás.

  Moramos juntos por 4 anos antes da decisão de ter filho.
  Minha esposa nem queria, achava muita responsabilidade.
  Eu, conhecedor da natureza humana que sou, sei da necessidade que a maioria de nós tem da paternidade.
  É uma fase natural na vida de 90% dos indivíduos.
  Expliquei para minha esposa que no caso das mulheres o tempo é mais curto para essa decisão.
  Depois dos 35 a dificuldade de engravidar aumenta exponencialmente, a qualidade do ovulo também decai ... mas essa meditação não é para esse tipo de detalhe...

  Dá minha parte estávamos prontos para ter filho.
  Tudo estava certo com a entrega do apartamento.
  Nossa renda era aceitável para dar boa condição de vida para um ou dois filhos.
  Porque, filhos são RESPONSABILIDADE DOS PAIS.

  Nasceu a Aléxia.
  Recebida com festa, muito amor, muito carinho por bisavó, vó, tios, amigos.
  Até hoje não faltou onde morar, o que comer, o que vestir.
  Continuamos pobres, mas podemos dizer que nossa filha tem muita fartura e algum luxo.

  Dois anos depois...

  Nasceu a Ellen.
  Recebida com festa, muito amor, muito carinho por bisavó, vó, tios, amigos ... e pela irmãzinha Aléxia.

  Para quem não queria ter filhos minha esposa se mostrou uma mãe maravilhosa.
  Ela estava entre as 90% que apesar de todo trabalho e responsabilidade nunca tinha se sentido tão “realizada”.
   De certo, não tem nada mais importante na vida da minha esposa que nossas filhas.

  Nossa primeira grande dificuldade foi com quem deixar as crianças?

  Para cuidar dos nossos bebês precisávamos continuar trabalhando.
  Apenas meu salário manteria a família em uma situação limite.
  As prestações do apartamento eram altas.

  Como tantos casais passam por essa situação defendo que o Estado/Sociedade deveria se organizar melhor para atender essa demanda por creches.

  Defendo o uso de Voucher.

 
“O cheque escolar ou cheque de educação ou cheque-ensino ou voucher escolar é um sistema educativo que consiste na entrega pelo Estado de vales para os pais escolherem uma escola privada para seus filhos.”

  
  
  É feita uma análise da renda do casal.
  Se não há vaga em berçário ou creche pública a família recebe uma ajuda de custo de acordo com a necessidade.
  Esse cheque/voucher só pode ser usado na instituição escolhida.

  Mas isso são sonhos de um Centro Direita.


  Na nossa cultura brasileira,  vouchers são monstros do “neoliberalismo”.😟


  A Idalina (irmã da minha esposa) gostava muito de crianças, o plano era ela cuidar da Aléxia (Evidente que pagávamos) até acharmos vaga em creche pública.
  Isso nunca aconteceu.
  Mais tarde colocamos a Aléxia em uma creche particular.
  Nasceu a Ellen, a saudosa Idalina passou a cuidar dela.
  Enfim, vejam que foi muita pressão financeira para cuidarmos das nossas filhas.
  Conseguimos creche pública só quando a Ellen já tinha uns 3 anos.

  Mas fica claro que é pai e mãe se responsabilizando pelas filhas que trouxeram no mundo.
  São nossas filhas, não do Presidente, Governador, Prefeito, vizinhança... 

 "Não deveriam gerar filhos 
quem não quer dar-se ao 
trabalho de criá-los 
e educá-los".
 (Autor desconhecido)

  Concordo, e apliquei na minha vida!
   

💖💖💖








  Todo esse texto foi só preparação para o próximo.

  Minha filha Ellen está terminando um estágio, não sabe se aceita a efetivação, me pediu conselhos.

  (Aproveitarei para publicar uma análise sobre as novas regras de aposentadoria que afetarão a geração que está entrando no mercado de trabalho.)




✧✧✧

 

 Resumo: 


1. Responsabilidade parental acima da estatal Seu argumento central: filhos são responsabilidade dos pais, não do Estado. A ideia de que o governo tem obrigação de suprir casa, comida, educação e emprego para filhos de terceiros é algo com que você discorda explicitamente.

2. Planejamento como bom senso básico Você e sua esposa namoraram 5 anos, moraram juntos por 4 anos e só tiveram filhos quando tinham renda e moradia adequadas. Para você, isso não exigiu orientação externa — é bom senso individual.

3. Autonomia como caminho para a ascensão Vieram de famílias pobres e construíram condições melhores por esforço próprio — promoção no trabalho, curso técnico — sem depender de pais ou Estado. O mérito pessoal é central na sua visão.

4. Defesa do voucher educacional O único ponto em que você reconhece um papel legítimo do Estado: subsidiar creches via voucher para famílias que precisam trabalhar e não encontram vagas públicas. Uma posição de centro-direita que você assume conscientemente.

5. Crítica à narrativa de "falta de oportunidades" Você questiona o discurso de que o governo não dá oportunidades aos jovens, sugerindo que as principais oportunidades vêm dos próprios pais e das escolhas individuais.

6. A paternidade como realização natural Você argumenta que a paternidade/maternidade é uma fase natural para cerca de 90% das pessoas — e o caso da sua esposa, que resistia à ideia e se tornou mãe dedicada, ilustra esse ponto.

7. Coerência entre pensamento e ação O texto é deliberadamente autobiográfico: você não apenas defende esses valores, mas demonstra tê-los vivido. A citação final — "não deveriam gerar filhos quem não quer dar-se ao trabalho de criá-los" — fecha o texto como síntese do que aplicou na prática.


  

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Um comentário:

  1. Então, o tempo passou, as conquistas chegaram, oportunidades, vitórias. Parabéns aos pais, pois são duas lindas moças, família abençoada.

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