domingo, 1 de novembro de 2026

Desemprego Família

 



 
Leonardo >>  Só recebe a tal Bolsa Família quem está desempregado certo?
  Os que estão empregados ficam prejudicados de alguma forma com a existência da bolsa família?


William >> Isso NÃO é tão fácil responder, temos algumas variáveis, vou apontar uma.

  Cerca de 50% dos "empregos" são informais.

  Veja o caso de uma prostituta, ela pode ganhar bem e oficialmente estar "desempregada".
  Se ela tem um ou dois filhos e oficialmente não tem renda, recebe o auxilio.
  Quem, ela esta prejudicando?
  Todos que pagam impostos.
  Principalmente o trabalhador formal que tem uma carga tributária maior.
  Qualquer trabalhador informal tem acesso aos mesmos serviços públicos (saúde, educação, segurança, infraestrutura) que o trabalhador formal, porém se a renda do informal fica fora do radar oficial ele deixa de pagar certos impostos e ainda recebe algum auxilio tipo Bolsa Família.

Roberto >> Sendo assim, a prostituta é uma prestadora de serviços! 
  Como qualquer outro prestador de serviço que não emite notas, não é registrado, etc.
  Ela pode estar sendo beneficiada pelo bolsa família como mecânicos, pedreiros, ou qualquer outro profissional que não esteja regulamentado!

William >> Fico satisfeito que tenha entendido meu ponto.
  Já trabalhei bastante como segurança, quando tive esse emprego na Rodoviária de Campinas fiquei impressionado com o volume de dinheiro que muitos “pedintes” movimentavam diariamente.
  Tanto que não falta dinheiro para eles pagarem os traficantes ou o boteco da esquina quando o vício é álcool.
  O boteco da esquina geralmente é legalizado, recolhe impostos.
  O traficante é informal, além de ganhar muito  mais dinheiro, por estar fora do radar oficial pode se candidatar ao Bolsa Família, nem pelo dinheiro, mas para manter a fachada de cidadão "vitima do sistema".

Roberto >> O livre mercado permite à cada um fazer o que quiser com o próprio dinheiro!

William >> Libertários e Anarquistas pregam ausência de Governo, apostam tudo na "Mão Invisível do Mercado".


   Sou Centro Direita.
  "Eu" defendo um Estado forte o suficiente para impor a lei e a ordem "acordada socialmente" via parlamento eleito democraticamente.
  Entretanto o Estado não pode ser forte demais a ponto de ser autoritário.



  O poder deve emanar do povo, não de um grupo seleto que decide o que lhe der na telha e não pode ser contestado... tipo Politburo - Link



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Resumo:

 1. A informalidade distorce o benefício: Com cerca de 50% dos empregos sendo informais, pessoas com renda real elevada (como o exemplo da prostituta) podem figurar oficialmente como "desempregadas" e acumular o auxílio estatal.

2. Prejuízo ao pagador de impostos: Quem arca com essa distorção é toda a sociedade, especialmente o trabalhador formal, que suporta uma carga tributária muito mais pesada.

3. Acesso desigual aos serviços públicos: Trabalhadores informais usufruem dos mesmos serviços públicos (saúde, educação, segurança) bancados por impostos, mas muitos ficam com a renda fora do radar oficial e ainda recebem benefícios sociais.

4. A realidade das ruas e do dinheiro invisível: Experiências práticas (como o tempo de segurança na Rodoviária de Campinas) mostram que muitos "pedintes" movimentam volumes expressivos de dinheiro diariamente, consumindo em comércios locais ou bancando vícios.

5. O risco da fachada de legalidade: Até mesmo criminosos (como traficantes informais) podem, em tese, buscar artifícios como o Bolsa Família não pela quantia em si, mas para manter uma fachada de cidadãos "vítimas do sistema".

6. Posicionamento político (Centro-Direita): Você se posiciona de forma clara contra o anarquismo ou o extremo livre-mercado sem regras, defendendo um Estado forte o suficiente para garantir lei e ordem através de um parlamento democrático.

7. Equilíbrio contra o autoritarismo: O Estado deve ter limites firmes: precisa ser forte para impor a lei, mas nunca autoritário a ponto de concentrar poder em um grupo seleto inatingível (fazendo analogia a um Politburo).


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