segunda-feira, 25 de maio de 2026

Condomínios e Pobres

 

Tiago: "Coisas que me atravessam de verdade, é quando alguém fala que a dona Maria e seu João que moram na favela, não podem ter uma vida melhor"


William: Quem falou isso?
  Coloque um print ou link para analisarmos o contexto.

Roberto: William, o Tiago sempre usa esses nomes Maria e João para lembrar desse povo que pega ônibus de manhã.
  Com um olhar cansado no transporte público porque provavelmente trabalhou no sábado tbm.
   Esse povo que de alguma forma irá se sentir brasileiro nessa Copa do Mundo.
  Quando vejo alguém falar que esse povo é vagabundo por causa de 600 reais de um bolso família, me dá vários gatilho de ódio.
  Não precisa sinalizar nada, é só perceber como o povo simples nesse país é tratado.
  Bastar ser humano e compreender a desigualdade e preconceito das elites ao povo que sai da cama às 04 e pouco da manhã.

William: Humm ...   Gente, eu sei que João e Maria são no sentido figurativo.
  Quem não entende isso deve ser analfabeto funcional.😉

   Vamos além ...


   Um tipo de mensagem que me “provoca” é essa onde a pessoa faz uma afirmação impactante e não dá nome aos bois.
  Exemplo:
  Milhões de entregas são realizadas todos os dias sem maiores problemas.
  Acontece de um entregador ser maltratado em um condomínio.

   De repente não importa o tipo de condomínio.
   Basta morar em um para ser rico ou classe média alta.😉
   A realidade, pelo menos na cidade que moro, é que na maioria dos condomínios moram gente pobre.
   Alguns prédios baixos nem elevador tem.

   Daí já vem aquelas postagens com inspiração marxista.

   "Olha como a elite dominante trata o trabalhador!".

  Caraca, o IBGE não faz esse tipo de levantamento, mas aposto que muita gente que trabalha com aplicativos mora em condomínios.

  Eu moro em condomínio; 99,9% das entregas acontecem sem nenhum tipo de atrito.

  Pois bem ...

  Navego na Internet há 20 anos, nunca encontrei ninguém dizendo que quem mora na favela "não pode melhorar".

  "Eu" questiono o que o favelado faz efetivamente para que essa melhora aconteça.

   Viver irresponsavelmente e esperar que o Estado dê tudo do bom e do melhor, obviamente, não tem como dar certo.
  Senão já teria acontecido.




✧✧✧

 

 Resumo: 

1. Exigência de evidências e contextos claros: Você contesta afirmações de impacto que não identificam os responsáveis ("não dão nome aos bois"), exigindo provas concretas (links ou prints) para que o contexto real possa ser analisado, em vez de se basear em generalizações.

2. Desmistificação do perfil de quem mora em condomínio: Você argumenta que morar em condomínio não é sinônimo de ser rico ou de classe média alta. Na realidade da sua cidade, a maioria dos condomínios é habitada por pessoas pobres, inclusive em prédios simples e sem elevador.

3. Inexistência do discurso de "proibição de melhora": Com base em sua experiência de 20 anos navegando na internet, você afirma categoricamente que nunca encontrou ninguém dizendo que quem mora na favela "não pode melhorar de vida".

4. Crítica à narrativa de luta de classes (inspiração marxista): Você critica a tendência de transformar casos isolados de atrito em uma narrativa ideológica generalizada de "elite dominante contra o trabalhador", distorcendo a realidade dos fatos.

5. Estatística prática e convivência harmônica: Utilizando sua própria vivência como morador de condomínio, você aponta que 99,9% das entregas de aplicativos acontecem em perfeita harmonia e sem qualquer tipo de atrito.

6. Inclusão de trabalhadores de aplicativos nos condomínios: Você sugere que, se o IBGE fizesse esse levantamento, demonstraria que muitos dos próprios entregadores e trabalhadores de aplicativos moram nesses condomínios, quebrando a lógica de que condomínios pertencem apenas a elites apartadas da realidade trabalhadora.

7. Foco na responsabilidade individual e crítica ao assistencialismo estatal: O seu questionamento central reside no que o indivíduo faz efetivamente para prosperar. Você defende que viver de forma irresponsável esperando que o Estado forneça tudo "do bom e do melhor" é um modelo fadado ao fracasso, pois, se funcionasse, já teria dado certo.


  


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