quarta-feira, 27 de maio de 2026

Desejo e Traição

 






Comentarista:  Como psicólogo e terapeuta, busco compreender a mente humana para além da teoria.   
  Ao atender mulheres que traíam, percebi que, diferentemente da previsibilidade masculina voltada ao desejo físico, a motivação feminina frequentemente reside na busca por conexão. 
  Relato o caso real de uma paciente que traía o marido, homem atraente, rico e bom de cama, simplesmente porque o amante a escutava e a enxergava.

William: Humm ... caso bem especifico.
  Homem atraente, rico, bom de cama ... quantos homens são assim?😂

  E se a mulher gostar do marido e ele não for "bom de cama".
  O desejo não pode leva-la a um sexo que a satisfaça mais?

  Se o cara for pobre (mesmo dentro da média) e o amante a leva-la para lugares e situações luxuosas.
  Tipo a mulher que transa com algum endinheirado mesmo sabendo que ele não vai assumir compromisso sério e vai dispensar quando enjoar.

  Tive um patrão, de uma grande empresa, que quando entrava uma moça muito bonita ele dava uma de super interessado, tipo aquele filme proposta indecente.
  A moça acreditava (ou queria acreditar) que tinha ganho na loteria acumulada, um homem poderoso daquele se apaixonando por ela.
  Era comum a mulher se envolver mesmo que fosse compromissada.
  O roteiro era bem conhecido pelos mais atentos.
  Passeios, presentes luxuosos e até alguma promoção "não meritória" dentro da empresa.
   Passado a novidade ... o patrão se distanciava e a mulher voltava a ser uma funcionaria comum.
   Se criasse problemas era demitida.

   Meu ponto é que geralmente a mulher não trai pelo desejo próprio, mas por ser desejada.

  Vou tentar explicar.
  Peguemos o caso citado pelo psicólogo.
  De certo o homem maravilhoso da paciente a desejou com muita intensidade e viu algo além do sexo nela, senão não teria casado.

   Com o passar do tempo é normal que o sexo esfrie nos casais, passou a novidade sexual.

   Não escolhemos o que sentir. 
  Decidimos como agir diante do que sentimos.


   O homem quer permanecer casado porque gosta da esposa, mas aparece outra mulher que ele deseja muito por ser novidade.

  A mulher quer permanecer casada porque gosta do marido, mas aparece um homem que a deseja de uma forma que o marido não a procura mais com tanta intensidade.
   Para o amante ela é novidade...


 
Nota: Por favor, não fique sofrendo por especulações.
  Uma coisa que pode acontecer (traição) não quer dizer que necessariamente vai acontecer.
  Todos devemos evitar ao máximo traições de qualquer tipo.
  Uma sociedade com valores éticos se organiza melhor.
  Entendendo nossa atração por "novidades", fica menos difícil manter sob controle esse "vazio existencial" que faz parte do nosso ser.



✧✧✧

 

 Resumo: 

1. Crítica à especificidade e à raridade do caso clínico: Você inicia questionando a generalização feita pelo terapeuta com base em um cenário idealizado e estatisticamente raro (um marido atraente, rico e bom de cama). Ao apontar que poucos homens reúnem todas essas qualidades, você demonstra que as causas da traição não podem ser analisadas tomando como base apenas situações de exceção.

2. O desejo físico feminino como variável autônoma: Contrariando a premissa de que a traição feminina ocorre quase exclusivamente por razões afetivas ou falta de escuta, você introduz uma hipótese pragmática: se a mulher gosta do marido, mas ele não é satisfatório na cama, o desejo puramente físico e a busca por satisfação sexual podem ser, sim, o motor principal para uma relação extraconjugal.

3. A influência do status, luxo e da assimetria econômica: Você argumenta que fatores financeiros e o acesso a experiências sofisticadas exercem forte atração. A mulher pode se envolver com um parceiro de maior poder aquisitivo pelo que a situação proporciona (lugares e experiências luxuosas), mesmo tendo plena consciência de que se trata de algo passageiro e sem promessa de compromisso sério.

4. O roteiro previsível do jogo de poder e sedução corporativa: Utilizando a ilustração prática do comportamento de um antigo patrão, você expõe um "roteiro bem conhecido": homens poderosos que inflam o ego de mulheres subordinadas simulando um interesse especial. O deslumbramento com passeios luxuosos e promoções temporárias anula a barreira do compromisso (fazendo com que mesmo mulheres casadas se envolvam), evidenciando como o contexto de poder manipula a tomada de decisão.

5. A tese central: O desejo de ser desejada: Este é o núcleo do seu argumento: a mulher não trai necessariamente pelo próprio desejo, mas pelo impacto psicológico de se sentir desejada. Mais do que uma busca abstrata por "conexão", o fator determinante é o refrigério de ver alguém demonstrar uma intensidade e um interesse nela que já não existem na sua relação habitual.

6. A lei da escassez e o inevitável efeito da rotina: Você aplica uma lógica realista sobre a evolução dos casamentos: com o tempo, o sexo esfria porque a "novidade sexual" acaba. Tanto para o homem quanto para a mulher, o afeto pelo cônjuge pode continuar intacto, mas o surgimento de uma terceira pessoa introduz o fator novidade, operando sob uma dinâmica onde o amante vê e procura o outro com uma intensidade que a rotina desgastou.

7. Agência humana, livre-arbítrio e o papel da ética: Você finaliza separando o determinismo biológico/emocional da responsabilidade moral: *não escolhemos o que sentir, mas decidimos como agir diante do que sentimos*. Embora o "vazio existencial" e a atração pelo novo façam parte da natureza humana, o controle desses impulsos através de valores éticos é defendido como uma escolha lógica necessária para o bom funcionamento e a organização da sociedade.

Resumo da sua perspectiva no texto:

 Enquanto o terapeuta foca em uma justificativa subjetiva e emocional (a busca por "escuta"), você joga luz sobre fatores práticos e realistas: a mecânica do ego, a busca pela novidade, o impacto do status financeiro e a distinção clara entre sentimento inconsciente e ação consciente (ética).


  



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