sexta-feira, 22 de maio de 2026

Classificações Ateias

 


Fred: Coloco ateus, agnósticos e indiferentes no mesmo saco porque, do ponto de vista operativo, todos são pessoas não influenciadas por mitologias religiosas. 
  Enquanto o ateísmo e o agnosticismo exigem um trabalho filosófico que poucos querem ter, o desinteresse é a operação mental mais simples.
  Os indiferentes já são a maioria nos países avançados. 
  Embora muitos se declarem religiosos em estatísticas, eles não frequentam templos, não rezam e não temem o inferno. 
  Outros até têm ideias vagas sobre uma "Força" universal ou crenças new age, mas o resultado é o mesmo, não são afetados pelas religiões.

William: O ateísmo nem sempre exige um "trabalho filosófico".
  Na maioria dos casos que observo são pessoas "revoltadinhas" porque o mundo não é o que elas queriam que fosse, só paz e amor 😉.
  Veja o caso do Alan Turing (um ateu frequentemente citado) o grande amor da vida dele morreu e esse foi o ponto de virada para se declarar ateu.
  Turing foi um grande cientista?
  Sim.
  Foi um grande filósofo?
  Nunca li nada relevante sobre ele nesse sentido.

  Ateus (sem generalizações) criaram mentalmente uma caricatura do religioso e se apegam a essa narrativa.

  Em tempos de Copa, vamos pegar um exemplo famoso.

  Cristiano Ronaldo é religioso e se identifica como católico praticante. 
  O craque português, nascido na Ilha da Madeira, cresceu em uma família tradicionalmente católica e, ao longo de sua vitoriosa carreira, sempre manteve uma forte e declarada conexão com a sua fé em Deus.

  Ser religioso não significa ficar "inerte", só orando.
  Sabia que o método cientifico foi desenvolvido por um religioso?


Fred: "Embora muitos se declarem religiosos em estatísticas, eles não frequentam templos..."

William: Percebem como ateus sofismam?

  O cara torce para o flamengo, mas raramente  vai ao estádio então ateus decidiram que não é flamenguista 😂.
  Ou será que a narrativa só serve para os religiosos!?

  As pessoas estão cada vez mais "caseiras", os lares se tornaram bem confortáveis e com a diminuição do tamanho das famílias, um espaço de satisfatória liberdade.
  Não dividimos mais a casa com muita gente.
  Tem quem gosta de cultos e missas, porém a maioria acha entediante.
   O cidadão raramente vai a igreja, mas faz o sinal da cruz, pede alguma coisa a Maria ou ao Padinho Ciço, a moça pede algo a Santo Antônio ou tem uma cruz como bijuteria ... porque não pode se dizer católica?
  Porque ateus decidiram que Católico é quem frequenta Igreja no mínimo como Cristiano Ronaldo...

   Ateus criam suas classificações particulares e o mundo que se encaixe nelas ...😂

  MISERICÓRDIA!

✧✧✧

 

 Resumo: 

1. O ateísmo frequentemente não é fruto de reflexão filosófica: Na maioria dos casos, o ateísmo surge de uma "revolta" emocional com a realidade, não de um processo filosófico rigoroso , ilustrado pelo exemplo de Alan Turing, grande cientista mas sem obra filosófica relevante.

2. Ateus constroem uma caricatura do religioso: Você aponta que ateus, de modo geral, criam uma imagem distorcida do crente como alguém inerte e acrítico, apegando-se a essa narrativa em vez de observar a realidade.

3. Ser religioso não impede excelência ou ação no mundo: O exemplo de Cristiano Ronaldo demonstra que fé e alta performance coexistem, derrubando o estereótipo de que o religioso é passivo ou pouco racional.

4. A frequência a templos não define a crença: Você expõe o sofisma de medir religiosidade pela presença física em igrejas, usando a analogia do torcedor que raramente vai ao estádio mas continua sendo flamenguista.

5. O comportamento religioso cotidiano é legítimo mesmo sem ritualismo formal: Fazer o sinal da cruz, pedir a Santo Antônio ou usar uma cruz como bijuteria são expressões válidas de fé católica , e nenhum ateu tem autoridade para invalidá-las.

6. Ateus criam classificações arbitrárias para reduzir o número de religiosos: Seu argumento central: ateus definem os critérios de quem "conta" como religioso de forma conveniente, forçando a realidade a se encaixar na narrativa deles.

7. O isolamento social moderno explica o afastamento dos templos, não a irreligiosidade:O conforto doméstico e a redução do tamanho das famílias explicam o comportamento mais "caseiro" das pessoas , o que não se confunde com abandono da fé.


  


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