domingo, 8 de fevereiro de 2026

Rentista de Alta Renda

 
Vídeo - Link


William: Riqueza do "rentista de alta renda" sustenta negócios, empregos e inovação, não é apenas “ganância” ou acumulação inútil.

Soraia: O trabalhador sustenta negócios, gira a economia, mantém a máquina de empregos sem ganância, sem roubo, produzindo 👍🏽

William: Não sei desse trabalhador que trabalha sem receber e dispensa aumentos de salários ou benefícios.

Soraia: Moço, trabalhador, não é escravizado 🤦🏽‍♀️ patrão contrata mão de obra, não faz caridade não!

William: Da mesma forma quando eu empresto dinheiro para o Governo aplicando no Tesouro Nacional não é por caridade ou para ajudar o país, quero receber os juros contratados.

Soraia: Acho melhor assistir o vídeo de novo 🤣🤦🏽‍♀️ (o rentista recebeu 400 mil em juros)

William: Pra quê?
  Se o cara ganhou 400 mil em juros, imagine quanto ele emprestou para o Governo.
  Mil reais é que não foi....

Soraia: O trabalhador produz o rentista não produz pourra nenhuma. Fim 👍🏽😊

William: Se sem o empréstimo a empresa (Governo) não funciona então o rentista colabora com a produção...

Donato:  Mas o vídeo explica que esse empréstimo não vai pra produção. 
  Vai para o próprio governo e é repassado de volta para os rentistas com juros, 1 trilhão só esse ano.

William:  Humm ... há a narrativa que o Estado não produz nada.
  Tem essa “perspectiva” que o Estado apenas “arrecada” o dinheiro de quem produz.
   Mas tem umas ponderações que só eu faço e até agora ninguém conseguiu me refutar, se quiser tentar, fique à vontade.

  Trabalhei no HC Unicamp, servidor público concursado.
   Centenas de pessoas são atendidas todos os dias.
   São cerca de 4 mil funcionários.
   Tem um ou outro folgado pra caramba que não cumpre com suas funções se aproveitando da estabilidade?
  Claro que tem.
  Mas a maioria trabalha e bastante.
  Horários tem que ser cumpridos e pessoas tem que ser atendidas.
  Quando seu filho sofre um acidente corre para o PS e (bem ou mal) É ATENDIDO.
  Há uma prestação de serviço.

  Quero dizer que o funcionário público PRODUZ.
  Muitos tem a “fantasia” que basta passar em um concurso e não fazer mais nada, não precisa nem ir trabalhar, é só sacar a grana mensal no caixa eletrônico.😉

   Infelizmente há muito “comissionado”, “cabide de emprego”, “vagabundo” ... mas no geral funcionário público TRABALHA, presta serviços a população.

  Se o Estado precisa de dinheiro emprestado para fechar a folha de pagamento e recorre ao “rentista” ... ainda bem que tem o rentista.
  Trabalhei pra "caramba", mas meu salário sempre recebi em dia.


 

  “Os servidores do estado do Rio de Janeiro começaram a receber os pagamentos de salários atrasados.

  Mas, pra muitos, o dinheiro não vai ser suficiente pra botar as contas em dia.

  Na noite de quarta-feira (20), o governo começou a pagar o salário de outubro e o 13° de 2016.

  Os salários de novembro, dezembro e o 13° de 2017 vão ficar para o ano que vem.”

  Globo - Dezembro 2017



 

  Imaginem que o marido (Governo) da Soraia gaste todo mês mil reais com garotas do Job (rentistas).

  Para a Soraia a raiz do problema não é o marido recorrer a mulheres que vendem sexo, o problema é mulheres venderem sexo!!

  A "lógica" da Soraia NÃO entra em minha mente...



Endividamento Previsível - Link

✧✧✧


 

 

Resumo:

 

1. A riqueza do rentista não é ganância ou acumulação inútil: Ela sustenta negócios, empregos e inovação na economia. O rentista contribui essencialmente ao fornecer capital, ao contrário da visão de que ele apenas consome sem produzir.

 

2. O rentista colabora com a produção ao emprestar dinheiro: Quando você (ou o rentista) aplica no Tesouro Nacional, não é por caridade ou para "ajudar o país", mas por juros contratados. Sem esses empréstimos, o "empresa" (Governo) não funciona, logo o rentista participa indiretamente da produção e do funcionamento social.

 

3. Escala dos empréstimos refuta a crítica de improdutividade: Se o rentista recebe 400 mil em juros, o principal emprestado foi muito maior (não "mil reais"). Isso demonstra que o aporte é substancial e essencial para o sistema rodar, não mero "repasse inútil".

 

4. **O Estado produz serviços reais, não apenas arrecada**: Contra a narrativa de que o Estado "não produz nada", você defende que funcionários públicos trabalham e prestam serviços essenciais (ex.: centenas de atendimentos diários no HC Unicamp, com 4 mil funcionários cumprindo horários e atendendo emergências como no PS). Apesar de exceções (folgados, comissionados), a maioria produz.

 

5. O rentista é essencial para o Estado pagar suas contas: Se o Governo precisa recorrer a empréstimos de rentistas para fechar a folha de pagamento, "ainda bem que tem o rentista". Sem isso, ocorre colapso, como nos atrasos salariais no Rio de Janeiro (exemplo de 2017: salários de 2016 pagos atrasados, meses seguintes adiados para 2018).

 

6. Experiência pessoal reforça a produção estatal e a necessidade de financiamento: Como ex-servidor concursado no HC Unicamp, você trabalhou intensamente ("pra caramba") e sempre recebeu salário em dia. Isso contrasta com a "fantasia" de que servidor público só saca dinheiro sem trabalhar, e mostra que o financiamento via rentistas garante a continuidade desses serviços.

 

7. A lógica das críticas é falha e incoerente: Usando a metáfora do marido (Governo) que gasta com "garotas do Job" (rentistas), você mostra que o problema não está no rentista existir ou receber juros, mas no Governo precisar recorrer a eles (devido a gastos excessivos ou má gestão). Culpar o rentista é como culpar a prostituta em vez do marido gastador — uma inversão ilógica que "não entra na sua mente".

 

  Esses pontos capturam sua defesa principal: o rentista não é parasita, mas peça chave que permite o funcionamento do Estado (que, por sua vez, produz serviços reais), e as críticas ignoram essa interdependência e a escala do capital envolvido.



  

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário