terça-feira, 20 de maio de 2014

Educar é Ensinar

  “Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a TRADIÇÃO que faz de nós aquilo que somos.”
  [Albert Einstein]


  


  Se reduzirmos a palavra educar ao mínimo compreensível eu “sugiro” a palavra ensinar.

  Ensinar o quê?
  Se ensino minha filha de 13 anos a dirigir carro estou a “educando” em um ato ilegal.
  Entendam que podemos ensinar qualquer coisa que podem ser boas, más ou que “acreditamos” que são boas ou más.
  Toda tradição (ensinamento) tem sua “justificativa”.
  Posso justificar ensinar minha filha de 13 anos a dirigir como sendo para uma situação de emergência.

Exemplos:

a) A criança que nasce na Arábia Saudita é ensinada/educada que (na pratica) a mulher é um ser de segunda categoria.
  Na Arábia há muitas universitárias, elas raramente contestam a “educação” recebida.
  Embora toda sociedade precise de mulheres para a óbvia continuação da espécie, na Arábia Saudita é natural que as famílias prefiram homens, essa é a cultura/educação que são passados de geração a geração.

b) Na China há um grande número de ateus porque houve uma grande perseguição a religiosidade, as pessoas foram ensinadas/educadas que “Religião é o ópio do povo”.

c) No Brasil as crianças são bombardeadas desde cedo para ter ódio de política e políticos.
   Crescem tendo ojeriza por uma atividade importantíssima para o sucesso de qualquer nação.
  Uma nação eficiente se faz quando pessoas realmente interessadas no bem comum se candidatam e são eleitas.
  Se o cidadão é educado para odiar a politica ... não sei como uma organização social eficiente pode sair desse sentimento...


  O importante é você perceber que todo ensinamento/educação/tradição começa na FAMÍLIA.

  “O grande” propagador da CULTURA é o ambiente familiar.

  “Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano NÃO somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.”


  Como mudar a Cultura?


👩 “Ficam aí discutindo, discutindo e não fazem nada.” 
[Comentarista no G+]    
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  Não sei porque as pessoas acreditam que debater assuntos é um “não fazer nada”.
  São os debates, os “autoquestionamentos” que mudam a Cultura de um povo.
  Por isso a importância da liberdade de expressão [Democracia], para que muitos debates aconteçam.

  O que tem de gente que diz que não é marxistas, mas defende “tradicionalmente” todos os conceito de Marx chega a ser espantoso.
  Elas receberam essa tradição de sua família, escola e raramente questionam essa “educação” transmitida.
  A grande maioria dos pais [e obviamente professores] nasceram entre 1954 e 1984 uma época de idolatria aos movimentos socialistas.
  Se não questionarmos, debatermos insistentemente essa tradição ela se perpetuará por várias gerações.
  O problema é que esses questionamentos ficam por conta de pouquíssimos Livre Pensadores, que eu espero que se organizem potencializados por essa maravilhosa ferramenta que é a Internet.

  Aqui em casa eu incentivo minha filhas a estudar, trabalhar sem esperar tudo de algum Governo.

  Em outras famílias é transmitida as crianças uma certa idolatria a movimentos “socialistas/comunistas” onde o Estado tem que ser o senhor de tudo.
  Em nossas escolas será reforçado esse “coletivismo” onde a responsabilidade individual é deixada em segundo ou terceiro plano.
  Qualquer mazela social a culpa em primeiro plano é do Presidente da República, depois Govenador, Prefeito, Deputados...políticos em geral.

  Precisamos melhorar nossa CULTURA, a melhora da “escolarização” vem a reboque.

  Não é a escola do Governo que vai mudar as famílias, são as famílias, os indivíduos que podem mudar a escola através de suas escolhas.

  Se você admira Che Guevara temos um tipo de sociedade, se admira Benjamin Franklin temos outro.



 Veja esse outro comentário:

👩 “Se a violência masculina é a maior ameaça às mulheres, como criar um filho gentil?
   A Educação Integral poderia resolver muitos problemas gravíssimos que assolam nosso país e outros por aí...como o feminicídio por exemplo.”
[Comentarista no G+]    
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  Na infância vivemos “integralmente” com nossas famílias, passamos a maior parte do tempo com nossa mãe que obviamente é mulher.
  Atualmente muitas crianças vão cedo para creches, um ambiente dominado por “tias” mulheres.

  Se uma mulher não ensina seu filho a respeitar outra mulher...tudo fica muito confuso em minha mente.

  A comentarista sugere que a educação em período integral [obviamente administrada por um professor(a) do Estado] pode fazer maravilhas como até “tornar os homens mais gentis com as mulheres.”

  Esse professor(a) do Estado não é um alienígena ele comunga da mesma CULTURA vigente na nação.

   Se a “mãe mulher” não ensina seu filho a respeitar mulheres não é a “professora mulher” que vai mudar essa cultura/ensinamento.
  Mudem para pai e professor ...  a equação filosófica permanece a mesma.
  Logo, não importa se a criança irá ficar 4 horas ou 8 na escola, a cultura transmitida será a mesma.

   Nesse início de século precisamos debater sobre a CULTURA DOS POVOS.
  Os povos mantem a tradição de não analisarem suas culturas, pelo contrário querem preserva-las por mais ilógicas que sejam.

  Percebam que questionar a eficiência de nossas tradições é muito importante, porque senão continuamos EDUCANDO nossas crianças com ideais ineficientes.

  Tenho duas meninas.
  Elas veem que eu e minha esposa nos respeitamos em igualdade de deveres e direitos, minhas filhas são conscientizadas de seus deveres e direitos, em nenhum momento são tratadas como seres de segunda categoria.
  Se forem menosprezadas na escola por serem mulheres NÃO ACEITARÃO.
  Vejam que tudo gira em torno de aceitar sem pensar uma tradição, ou RACIOCINAR sobre ela.
  Isso vem da FAMILIA, não tem como vir da ESCOLA.

  Uma muçulmana não irá aprender a se valorizar enquanto mulher em uma excelente escola islâmica.

  Ela terá que buscar conhecimento por si própria se não recebeu de sua família.

   Se a moça islâmica for uma Livre Pensadora observará que na Inglaterra as mulheres não são submissas aos homens e na Inglaterra no geral vivesse muito bem.

  Nós brasileiros enquanto família devemos assumir nossas responsabilidade individuais, mas tradicionalmente​​ ficamos à espera de um Governo/Escola mágicos que eduquem nossos filhos. 😩

  Acho tragicômico quando mães/pais de marginais dizem que a sociedade falhou em ressocializar seu filho, para isso acontecer a familia teria que tê-lo “socializado” primeiro...

  Você filho não precisa aceitar cegamente as escolhas de seus pais e professores...eu não aceitei dos meus.
 [É igualmente prejudicial rejeitar cegamente, ser do contra só pelo prazer de ser contra, eis aí a enorme importância dos DEBATES.]


   Pais, que Cultura tem transmitido a seus filhos?
  Filhos, que Cultura tem aceito sem pensar de seus pais?

  “Decifra-me ou te Devoro!”







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