sexta-feira, 12 de julho de 2013

Abertura dos Portos

   “Perder uma ilusão torna-nos mais sábios do que encontrar uma verdade.” [Ludwig Borne]
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  Porque é mais fácil identificar uma ilusão que uma verdade, vejam um caso fascinante:

  “acho que tunão conhece nada ,eu vivi era FHC FOI DAS PIORES DA HISTORIA OJE E A MESMA COISA DE NOS ESTAR NO CEU”  [G+]
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  Muitas vezes as pessoas misturam problemas pessoais com problemas de Governo.
  Economicamente o Governo FHC trouxe muita prosperidade, os números, a MATEMÁTICA nos mostra isso.
  É claro se você trabalhava em um dos inúmeros bancos que foram fechados como o Nacional ou Bamerindus sua vida piorou.
  Em 2005 começou uma fase terrível em minha vida, a empresa que eu trabalhava há anos passou por uma “fusão” e eu fui fritado.
  Mas não posso creditar minhas dificuldades ao Governo Lula...
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  Era por volta de 1998 estava indo para a Empresa junto com um colega que falava bem do governo Sarney e Collor e muito mal do Governo FHC.
  Até do confisco da poupança feita por Collor ele falou bem uma vez que conseguiu resgatar e segundo ele o "dinheiro veio em boa hora". [Caraca! Mas o dinheiro já era dele.]
  Nesse ponto eu o interrompi dizendo que o confisco do dinheiro foi no Governo Collor, mas a devolução não.
  O confisco gerou uma batalha judicial reivindicando os reajustes devidos, o rombo criado ficou para o Itamar e FHC, quando Lula chegou ao poder essa questão já estava resolvida embora exista processos até hoje.

  Ele gostava de Collor pelo confisco e não gostava de Itamar e FHC pela devolução!! Coisa de doido!!
 [ou de quem não parou para PENSAR]

  Na época do Sarney houve uma cobrança de compulsórios nos combustíveis que nunca foi devolvida, sei de ouvir falar, eu não estava nem perto de ter um carro.
  Vamos ao Google:

  “No dia 23 de julho de 1986, através decreto nº 2288, o então Presidente José Sarney, criou um “empréstimo compulsório” para absorção temporária de excesso do poder aquisitivo, como medida complementar ao Programa de Estabilização Econômica. Empréstimo este exigido dos consumidores de gasolina ou álcool para veículos automotores, bem como dos adquirentes de automóveis de passeio e utilitários.
  Desta forma, qualquer consumidor que se dirigisse aos postos para abastecer, era obrigado a pagar o encargo de 28% a mais, sobre o preço destes combustíveis, recebia um comprovante e o valor pago a maior era recolhido aos cofres públicos, pelos donos dos postos.” [niltonjunqueira]
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  Esse meu colega havia entrado na Empresa lá por 1993, era uma empresa pequena que não pagava bons salários.
  Antes ele trabalhava em uma grande fabrica de óculos, como tinha muitos anos na empresa e um cargo importante seu salário era bom.
  Acontece que foi demitido. 
  Ele nunca entrou em detalhes sobre sua demissão, mas foram desentendimentos com o dono da empresa, a relação depois de anos ficou desgastada, até porque sua grande amizade era com o fundador da Empresa e quem estava no poder agora era o filho.
  Somado a isso tem aquela situação que acontece tanto, seu salário ficou mais alto que a Empresa estava disposta a pagar.

  Essa situação é repetitiva, você trabalha anos em uma Empresa, se dedica, faz por merecer um salário diferenciado aí vem um diretor sugerindo corte de custos e tudo que você já fez vira nada.

  De qualquer forma eu disse ao  meu colega que a demissão dele da antiga Empresa não tinha absolutamente nada a ver com alguma coisa que a administração Itamar/FHC fez.
  A Empresa que ele trabalhava continuava firme e forte...simplesmente o havia demitido.
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  A redução de salário e benefícios foi brutal.
  Nossa esperança naquela Empresa pequena é que ela crescesse e nossa conta bancaria crescesse junto.
  Ou seja a vida do meu colega piorou, ficou mais difícil, porque seus rendimentos diminuíram muito, mas para ele a piora foi culpa do Governo!

  Sei lá! Vamos ver a dificuldade que podemos atribuir ao Governo.

  Eu acho que o principal motivo da Empresa que eu trabalhava não ter deslanchado foi o excesso de pirataria.
  Até o Governo Collor, importar era bem difícil [caro e complicado].
  O Governo militar e depois o de Sarney eram muito protecionistas da industria nacional.
  Collor fez bem em facilitar as importações, "reabrir nossos portos", mas falhou no combate ao CONTRABANDO. 
  Itamar, FHC e Lula também não foram eficientes nesse combate.
  Quero dizer que possivelmente se os últimos Governos fossem mais eficientes no combate a pirataria, minha vida financeira "poderia" estar melhor...tudo é muito subjetivo.
  Temos fronteiras enormes e tantos outros problemas que combater a pirataria foi relegada a segundo ou terceiro plano para os governos.
  Por parte da Empresa houve uma falha administrativa, por um tempo aproveitamos a facilidade de importação para comprar insumos no exterior, isso barateava a produção e nos mantinha competitivos, mas algum “gênio” decidiu fabricar componentes na própria empresa ou comprar de fabricantes nacionais, isso mesmo, a diretoria se convenceu que poderíamos competir com coreanos e chineses em pé de igualdade.
  Eu avisei da loucura, mas já estávamos em processo de fusão e bater de frente custaria meu emprego...mas essa historia já foi contada.
  No geral fica difícil creditar diretamente a algum Governo minha falta de sorte.
  Eu e meu colega estávamos em uma época boa, mas no ramo errado...


  “O contrabando de CDs é conhecido. O de componentes de informática também já fez fama no mercado. Os piratas, agora, estão se aventurando em outros mares: o comércio de óculos. Segundo cálculos da Associação Brasileira de Produtos e Equipamentos Ópticos (Abiótica), um terço do faturamento do setor no ano passado foi abocanhado pelo comércio ilegal. Neste ano a situação ficou ainda pior. Entre janeiro e maio, segundo levantamento da entidade, 67% das armações de grau e de sol vendidas no Brasil eram de origem duvidosa, em torno de R$ 100 milhões. Nesse mesmo período, a Receita Federal deixou de arrecadar R$ 200 milhões e 2.700 trabalhadores foram mandados embora por causa do encolhimento do setor. [Paulo Pacheco]


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