quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Agradecer o Normal?

 

Comentarista: Shakespeare disse uma vez,

  “Chorei quando não tinha sapatos, mas parei de chorar quando vi um homem sem pernas.“

  A vida está cheia de vitórias, e em alguns momentos da nossa vida esquecemos de agradecer.

William: Tem pensamentos que até se apresentam bonitos, mas são tão rasos. 
  Se a pessoa se sentiu melhor ao encontrar alguém que estava pior que ela ... o que vai impedir dela se sentir pior ao encontrar alguém que esta melhor que ela!?
  Afinal, tem mais gente com bons sapatos que gente sem pernas.

  "Ah, mas a situação do sem perna é definitiva, a do sem sapatos pode mudar."

   Sei lá, cada um é cada um, "eu" fico triste, lamento  a situação do sem perna, não traz nenhum alivio a minha situação.
  Agradecer por ter gente mais desgraçada que eu ... me soa estranho.

  Outro ponto é meu recorrente exemplo.
  Você vai comprar uma TV, o vendedor fala que é uma boa TV, só não tem som e imagem...
  Caraca!
  Não é nenhuma "vitória" comprarmos TV com  som e imagem, isso é o natural que aconteça.

  Quanto é uma vitória minha ter pernas funcionais!?
  Sim, não ter é horrível.
  Mas ver "ser normal" como uma vitória ou "benção" a ser agradecida ... não faz sentido.
  Porém, claro, quem se sente bem com essa "tradição" continue.

  Eu analiso a situação  que estou e busco alguma melhora.
  Ver pessoas em situação pior que eu não me trás nenhum "conforto mental", como poderia!?
  Ver pessoas em situação melhor que eu não me provoca nenhuma inveja destrutiva, ter ódio de quem tem mais.
  Afinal um dia eu posso ter conquistas, não quero e não mereço ser odiado por isso...



  



 

 

Bernardo: Pra mim, essa frase não é sobre se conformar, mas sobre perspectiva.

   O “sapato” representa coisas que, no fundo, não são tão necessárias assim. 

   A gente não quer só um sapato — quer o melhor, o mais bonito, o mais caro. 

   A ambição cresce e o valor real do objeto se perde.

   Quando vemos alguém que nem sequer pode ter aquilo que pra nós já é comum, isso desmonta a lógica. 

   Faz a gente questionar: será que eu realmente preciso tanto do “melhor sapato”? 

   Ou será que basta ter um e reconhecer a utilidade dele?

   Talvez a reflexão não seja sobre perder o desejo, mas sobre lembrar que andar já é um privilégio antes de qualquer ambição.

 

William: “A lógica é o ponto de partida da sabedoria, não a linha de chegada.”

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  Qualquer pensamento podemos filosofar sobre as mais diferentes perspectivas.

  “Eu” gosto sempre de abordar aquela que é menos comum ser abordada.

   Existe a disseminação de ódio sobre os humanos que acumulam muito capital.

   No geral “eu” defendo.

   Exemplo, Thomas Edison ficou muito rico, acho que mereceu cada centavo.

   Se ele andava com poucos ou muitos sapatos ... o dinheiro era dele, se não foi fruto de crime, “pra mim” tudo bem.

   A humanidade foi muito beneficiada com a lâmpada elétrica.


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