quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Repo Men

  “A secretaria afirma que a estimativa do custo da cirurgia é de aproximadamente R$ 800 mil. “Não vai custar menos de R$ 500 mil. Esperamos que o juiz possa arbitrar o valor dos honorários médicos, já que só há um especialista no Brasil”, [G1/Clique Aqui]
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  Já fiz vários textos sobre bons filmes que assisti.

  Jornada nas Estrelas, Star Wars, Exterminador do Futuro, Matrix, Naufrago... entre outros.
  Como bons roteiros estão cada vez mais raros vou comentar filmes que não gostei também, filmes que não passaram no teste dos 30 minutos.
  Assisto o filme por meia hora se não se mostrou interessante desisto de assistir, não vou desperdiçar meu tempo.
  Repo Men fala de uma indústria que consegue produzir órgãos artificiais, mecânicos.
  Seu coração esta pifando?
  Eles lhe vendem um coração mecânico mais eficiente que o seu biológico.
  Rim, pulmão, fígado?  Sem problemas.
  Bem, não é exatamente sem problemas, depende da sua conta bancaria.
  Digamos que um coração custe 500 mil reais.
  Quantos de nós tem essa quantia em dinheiro disponível?
  O filme gira em torno dos homens que são pagos para recuperar o produto.
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  Os filmes em geral tem uma pregação “anticapitalista”.

 “Não é justo uma pessoa morrer porque não tem 500 mil.”

   Caraca! Você iria morrer se a indústria não tivesse desenvolvido o produto e agora ela não pode cobrar por essa maravilhosa tecnologia?
  Procure um chazinho indígena se for ateu ou alguma cura espiritual se for religioso.

  Se você é anticapitalista o coerente é não usar produtos desenvolvidos nesse sistema “demoníaco”. Mas as pessoas são contra o sistema não contra os produtos que ele desenvolve!

  O problema é que faz parte do sistema a competição, meritocracia e LUCRO.
  A indústria farmacêutica e seus pesquisadores desenvolvem novas drogas na esperança de ganhar dinheiro com elas.
  Por isso elas competem entre si, buscam os cientistas com maior mérito e querem obter lucro depois de tanto TRABALHO.
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  Parei de assistir ao filme porque estava torcendo pela empresa e claro que ela seria derrotada no final.
  É como assistir um jogo que você sabe que seu time irá perder.

  As empresas geralmente são as grandes vilãs nos filmes de Holywood.


  Em Repo Men muitas pessoas financiavam o órgão mecânico e se não conseguiam pagar as parcelas o órgão era recuperado e claro que a pessoa tinha pouco ou nenhum tempo de vida.
  Então temos todos nossos vilões: os cientistas “brincando de Deus”, a Industria e seus empresários exploradores e o mercado Financeiro o “anti cristo” a marca da besta.
  Nossos mocinhos?
  Uma “elite pensante” lutando em favor dos pobres e oprimidos contra tudo isso que está aí.
  Esse filme que não gostei é mais provocativo do que você pensa.
  O que o torna ruim [na minha opinião] é a hipocrisia.

  A vida não tem preço, mas por 500 mil eu poderia estende-la...oras a vida tem preço ou não!?

  Se não tenho 500 mil para estender minha vida meu vizinho que tem deve ser proibido de usar essa tecnologia?
 Nessa hora não podemos pensar em dinheiro estamos falando de uma vida humana se o cidadão não tem o capital o Estado deve arcar com todos os custos.”
  Percebem o problema?
  Os filmes se limitam a demonizar o capitalismo e a ganância das empresas.
  Acontece que todos brigam por melhores salários e os que trabalham na área da saúde não são exceção; só a ganancia da indústria e mercado financeiro são um mal!?
  Empresas que produzem equipamentos médicos não tem direito ao lucro?
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  Sei que nessa hora o que mais pesa é que quem esta ali é alguém querido, pai, mãe, amigo, filho, mas temos que entender que todos morrem, precisamos aprender lidar melhor com a morte.
  Precisamos entender que o Estado tem um limite de endividamento e não dá para garantir do bom e do melhor a todos.
  Se você se preocupa tanto com os momentos de dificuldade:

  SE HABITUE A POUPAR.

  Podemos morrer por vários motivos e um deles pode ser a falta de dinheiro...porque não?

  Esses produtos que custavam 500 mil e poucos podiam pagar, com o tempo, competição e meritocracia iriam baixando de preço.
  Custando 100 mil ficaria acessível a muito mais pessoas, chegando a 50 mil o Estado/Sociedade poderia cobrir os custos.

   “A despeito do avanço da Medicina nessa área, os problemas de implantação do equipamento não estão na operação cirúrgica, que exige apenas anestesia geral e dois cortes para a introdução do marca-passo, mas no custo: média de R$ 75 mil a R$ 80 mil.
  Na Capital, o Sistema Único de Saúde (SUS) autoriza a implantação do equipamento somente em alguns hospitais, entre eles os da USP, o Instituto do Coração, a Escola Paulista de Medicina e Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Pelo SUS, a operação custa R$ 45 mil a
R$ 50 mil. A implantação de um marca-passo comum custa em média R$ 8 mil, pela tabela SUS.” (Clique Aqui)

 Sucesso Com Marca-passos Implantáveis
 Nos Estados Unidos, as primeiras tentativas bem-sucedidas de projetar um marca-passo totalmente implantável foram relatados pelos Drs. William Chardack e Andrew Gage no Veterans Administration Hospital em Buffalo, Nova York, e Wilson Greatbatch, um engenheiro elétrico. Esses três homens conduziram mais de dois anos de trabalho experimental e testes, e então publicaram um trabalho sobre seus estudos em 1960.
 Os fundadores da Medtronic leram o artigo com interesse, e logo contataram os pesquisadores de Nova York. Palmer Hermundslie pilotou seu próprio avião até Buffalo para se encontrar com os Drs. Chardack e Greatbatch, e assinou um contrato dando à Medtronic direitos exclusivos para produzir e comercializar o gerador de pulsos implantável Chardack-Greatbatch. Dois meses depois de ter iniciado a produção no final de 1960, a Medtronic já havia recebido pedidos para 50 das unidades implantáveis de $375. (Clique Aqui)
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  Minha mãe usa marca passo há mais de 15 anos.
  Se ela precisasse desse dispositivo em 1965 de certo teria morrido porque o custo era impagável para maioria das famílias NO MUNDO.
  Já pensou se os americanos desistissem da pesquisa por causa do preço inicial?
  Na história da Medtronic temos todos “nossos vilões” Holywdianos: os cientistas “brincando de Deus”, a Industria e seus empresários exploradores e o mercado Financeiro o “anti cristo” a marca da besta.
  Gente, gente, gente...eu continuo torcendo pelo sucesso dessa empresa e de tantas outras.
  Sei que boa parte das pessoas defendem que serviços e produtos destinados a saúde não podem almejar lucro.
  Acontece que se as pessoas não tem o incentivo do Lucro os produtos e serviços não são tão eficientemente desenvolvidos.
  Claro que os médicos ficaram sensibilizados com a situação de seus pacientes, mas sem dinheiro, sem capital como passar 3 anos apenas pesquisando algo que poderia não ter dado certo como tantas pesquisa não dão?
  Bem senhoras e senhores já foi provocação demais por hoje.
  Minha mãe ganhou mais de 15 anos de vida, o marca passo chegou a um valor que a sociedade consegue pagar. A quem eu devo agradecer por minha mãe poder conhecer as netas e continuar a fazer parte de nossas vidas com boa qualidade de vida?
  Eu sou grato aos “vilões”...


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