segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Pasárgada

  “Vou-me embora pra Pasárgada, lá sou amigo do rei.
    Lá tenho a mulher que eu quero, na cama que escolherei.
    Em Pasárgada tem tudo, é outra civilização.”
    [Manuel Bandeira]


   Em Pasárgada todos tem belas casas por herança dos pais ou porque o governo constrói para qualquer novo casal.
   Toda família tem uma renda mínima garantida, suficiente para comer, vestir, beber com uma certa fartura. 
   Para todos a jornada é de 30 horas semanais.
   Em Pasárgada da creche a Universidade todo o ensino é gratuito e de ótima qualidade.
  O transporte é rápido e também gratuito.
  Ninguém fica mais que 10 minutos no ponto de ônibus ou metrô.
  Em Pasárgada os carros são a preço de custo, todos podem comprar.
  A saúde é 100% gratuita e os remédios são dados pelo Governo.
  Para se aposentar não tem tempo de contribuição, fez 50 anos já tem esse direito.
  No caso de professores 45 anos de idade basta para se aposentar e professoras 40 anos.
  Aposentados continuam ganhando salário integral como se estivessem na ativa.

  Pasárgada consegue fazer tudo isso porque é uma nação antiga que evoluiu.
  Antigamente ela existia nos sonhos de Manuel Bandeira e hoje está na imaginação de todos os brasileiros.
  Mas justiça seja feita Pasárgada existe na imaginação de todos os povos.

  Veja o caso da Grécia:

   A Grécia está na posição 100 dos países mais difíceis para tocar um negócio, lá a intervenção estatal é a regra:
 [Brasil está na 122] 

Durante anos, e tendo um PIB per capita muito inferior ao da Espanha, o salário mínimo grego era 50% maior que o espanhol. 

Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha em sua folha de pagamento. 
  Os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil. 
  Porém, se somarmos os contratos temporais, a cifra superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e a quase 20% da força de trabalho do país.

Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber, em média, mais de 70 mil euros por ano, enquanto os funcionários públicos alemães recebiam 55 mil euros anuais.

Adicionalmente, também havia uma pensão vitalícia de 1.000 euros mensais para as filhas solteiras de funcionários públicos falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.

A Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que está entre as melhores notas nos exames de PISA que mensuram a qualidade educativa. 
  No entanto, essa superabundância de professores serviu apenas para jogar o país entre aqueles que têm os piores níveis de ensino da Europa.
  Muitos gregos que enviavam seus filhos para escolas públicas tinham de contratar professores particulares para reforço.

Outro dado curioso é que a saúde pública grega era a que mais gastava com provisões e estoques, superando em muito a média da União Europeia. 
  Mas os gregos não eram mais doentes que o restante da Europa.
  Motivo desses gastos?
  Um dos muitos escândalos que foram descobertos durante os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregando todos os tipos de materiais higiênicos e sanitários.

  Fica claro que não devemos alimentar o complexo de vira-latas e aplaudir cegamente tudo que acontece em países desenvolvidos.
  Nesse momento da história eles estão nos conduzindo para ribanceira temos que acordar nossos "motoristas" ou de alguma forma saltar desse trem, fazer nosso dever de casa e de alguma forma nos protegermos do que está por vir.
  Sem dúvida a solução mais eficiente e menos traumática é
Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, França, Itália... acordarem do Populismo e se aterem a matemática básica ... não gastar mais do que suporta a economia.
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  É uma obrigação do Estado ser Pasárgada se não é ... só falta vontade política!?

  Se você ficou horrorizado com o que acontece na Grécia [em nome do “bem estar social”], entenda que eles mesmos não ficam, os gregos tem essa ideia de que há dinheiro para absolutamente tudo, o Estado é um Deus provedor de tudo.
  No Brasil temos a mesma mentalidade, vou contar um caso real, tirem suas conclusões.
  Escolhi algo bem singelo de propósito.
  Os jornais estão cheios de notícias de corrupção, ruim aplicação de verbas e nossos réus principais são os políticos, bancos e empresários em geral.
  Existe um “povo santo” e uma elite dominante que veio de outro planeta não são brasileiros, não são povo!

  Claro que a critica as altas esferas do poder tem que continuar e punir os culpados, mas nesse texto entenda que a cultura do populismo esta generalizada.

  Elegemos políticos populistas porque somos populistas.

  Tenho uma colega que igual a maioria dos brasileiros é muito crítica com relação “aos poderosos”.
  Ela se acha explorada, tem certeza que o Governo não faz tudo que poderia fazer por ela.
  Vou resumir ao máximo.
  Ela veio de uma família pobre, mas nunca a vi reclamando que faltou o básico na infância, até lembra com saudades aqueles tempos.
  Sua reclamação é mais com relação a pouca liberdade que uma adolescente tinha há décadas atrás.
  Para fugir da “opressão familiar” casou cedo e veio para São Paulo.
  Nunca se preocupou em continuar os estudos, apenas trabalhou e teve filhos.
  Nesses azares da vida o marido foi diagnosticado com uma doença degenerativa terrível.
  Todos sabemos de quanto o tratamento dessas doenças custam caro ao SUS, o marido parou de trabalhar e por conseguinte de produzir alguma coisa.
  Ele passou a ser pensionista e dava dois custos ao Governo/Sociedade o caro tratamento da doença mais a pensão.
  [Sei que você está me achando frio e insensível, mas entenda que o dinheiro do SUS e das pensões não caem do céu.]

  O tempo foi passando, minha colega foi incorporando gratificações no salário (a festa do funcionalismo público), ela se aposentou, os filhos estão adultos e todos empregados...
  No entanto ela tem direito a pensão vitalícia do marido!!!

  Para nós isso é normal.
  Vemos as mulheres se dizendo exploradas pela sociedade machista, querem “igualdade”, mas não abrem mão de nenhum “direito”.
  A mulher é livre, independente, sabe se sustentar ... mas tem que ter um homem do lado ou pelo menos sua pensão pela vida toda.

  Diante disso vamos rever o excesso de direitos dados as mulheres?

  Claro que NÃO, como bons populistas vamos estendê-los aos homens e as contas públicas que se explodam.

  “Os desembargadores integrantes da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), foram unânimes em reconhecer voto proferido pela desembargadora Nelma Torres Padilha, que reformou sentença de primeiro grau e reconheceu o direito de José Antônio dos Santos de receber pensão por morte de sua esposa.
  Padilha entendeu que homem e mulher são iguais perante a Constituição Federal e por isso não considerou as alegações do Estado de que o homem precisaria comprovar invalidez para ter direito à pensão.”

  Nosso judiciário deveria ter aulas de economia.

  Nossos magistrados acreditam que sempre que o Estado precisar de dinheiro é só produzir notas na casa da moeda.
  Isso (para nossos juízes) não tem nenhuma consequência.
  Viúvos e viúvas são considerados automaticamente pessoas que não conseguem mais se sustentar depois da morte do cônjuge.
  Seu cônjuge morreu o Estado paga.
  Tem dinheiro para absolutamente tudo.

  O Estado é um Deus onipresente, onipotente, onisciente que pode dar tudo do bom e do melhor a todos ... acredite quem quiser.

  O endividamento cada vez maior e serviços precários prestados a polução mostra que muitos bancam a festa de poucos e caminhamos para o caos.
  Os super poderes do Estado não resistem a REALIDADE.
  É só um ato de Fé.










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