segunda-feira, 28 de março de 2016

Hospital Grátis!?

“Estudo testa em gêmeos peso de exercícios sobre saúde.”
  [BBC]

   “Um estudo na Finlândia acompanhou dez pares de gêmeos por três anos para averiguar se a propensão genética teria um peso maior do que o modo de vida sobre a saúde.
  Na pesquisa, 10 irmãos realizaram exercícios e seus pares gêmeos não.
  O resultado causou pouco surpresa; ele descreve a diferença positiva que o ato de se exercitar tem sobre o corpo, principalmente sobre o cérebro.
   Comparados com seus irmãos sedentários, gêmeos que se exercitaram nos três anos analisados pela pesquisa demonstraram índices mais baixos de gordura corporal, melhor equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue e maior volume da massa cinzenta cerebral, responsável pelo controle da coordenação motora.” [BBC]
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  Todos sabemos da importância dos exercícios físicos.
  Isso é cantado em verso e prosa desde que somos crianças.
  A maioria não está nem aí, segue sua vida no maior sedentarismo.

  Um cidadão se disse indignado com o pouco caso que era tratado no SUS, aquela reclamação comum da demora no atendimento.
  Eu tenho certeza que o atendimento poderia ser muito mais rápido se nós brasileiros nos preocupássemos mais com a eficiência dos processos, como isso ainda não faz parte da nossa cultura ... todos sofremos.

  Veja essa situação e sugestão:

  “O município constrói um hospital, mas não tem dinheiro para manutenção daí o prefeito fica implorando verbas para o Governador que na pratica não tem obrigação de manter um hospital que o Município construiu.
  Entendam que construir um hospital não é tão caro diante da manutenção mensal.
  A construção em 1 ano ou 2 termina a manutenção é para sempre.
  Entendam também que hospital público não dá lucro só gasto.
  Eu já sugeri aqui grandes construções destinadas exclusivamente a Pronto Socorro, concentrando as operações teríamos ganho de escala reduzindo os custos.
  Como esse tipo de local naturalmente atrai muita gente, poderia fazer parte do projeto um Shopping no térreo com lojas e praça de alimentação, o dinheiro do aluguel dos espaços seria revertido a administração do hospital, diminuindo os custos.”

  Mas criticar o SUS todos criticam, vou sair do lugar comum e criticar você usuário do SUS.

   Um cidadão se disse indignado com o pouco caso que era tratado no SUS, aquela reclamação comum da demora no atendimento.
   Ele aparentava ter uns 40 anos, estava bem acima do peso, tinha saído para fumar e voltou ofegante.
   Para “descontrair” eu disse:

  -Você está ruim hein! Faz algum exercício?

  “Preciso fazer, mas não faço nada, não tenho tempo...”

  Eu pensei:
  O cidadão sempre tratou o próprio corpo com pouco caso se o SUS fosse uma pessoa também ficaria indignado com ele.

  Em verdade vos digo que minha conversa com o homem não foi essencialmente para descontrair.
  Depois de ler a matéria da BBC esse texto provocava minha mente, eu estava fazendo uma pesquisa informal para ter mais subsídios para escrevê-lo.

  Sempre falo em meus textos a pouca preocupação que tantos brasileiros têm com a “saúde financeira.”
  Gastam mais do que ganham e ficam à espera de um milagre, mas o que chega são altas taxas de juros.

  Muitos humanos (essa é uma situação mundial, não é exclusiva de brasileiros) não se preocupam com a saúde física, sabem da importância da boa alimentação e de um programa mínimo de exercícios, mas não estão nem aí.

  Estranhamente os únicos seres desprezíveis que não tem conserto são os políticos ... não me peçam para explicar nunca consegui entender.
  Tudo se resume a corrupção ou falta de vontade política.
  Todos os problemas da Saúde é culpa dos Governantes, o indivíduo não tem nada a ver com isso, mesmo ele tendo eleito os governantes...

  Veja uma situação que eu vivencio e entenda que boa parte do nosso povo são pessoas inconsequentes não devemos desperdiçar muito “amor e diálogo” com elas.

  A Unicamp tem uma unidade especializada para tratar moléstias infecciosas.



Hospital Dia

  O Hospital Dia (HD) do HC da Unicamp foi inaugurado em dezembro de 2007.
   A modalidade de assistência "Hospital Dia" tem por objetivo a desospitalização dos pacientes atendidos no complexo hospitalar da Unicamp, que necessitam da continuidade do tratamento medicamentoso e outros cuidados (curativos, orientação sobre cuidados com sondas no domicílio, entre outros) em uma unidade que tenha suporte das condições hospitalares e que garanta a investigação diagnóstica necessária mantendo o vínculo desse paciente com a família e com a sociedade.
   A implementação dessa modalidade de assistência em um hospital de referência, de ensino e de alta complexidade, como é o HC, busca ampliar a visão de atenção à saúde mantendo o compromisso do Hospital de trabalhar dentro dos princípios do SUS de integralidade, equidade e universalidade com atendimento humanizado e de qualidade.
   Atualmente o Hospital Dia também atende uma diversidade de pacientes ambulatoriais da especialidade de Infectologia, atingindo 1700 consultas da equipe multiprofissional/mês e 1500 procedimentos, que visam essencialmente, promover desospitalização dos mesmos.

  O que eu vejo nessa unidade é espantoso em dois sentidos.

  No bom sentido é a eficiência da equipe e do tratamento.
  Já vi indivíduo tão debilitado que visualmente você não dá 1 mês de vida para ele e quando segue o tratamento direitinho o cidadão fica incrivelmente saudável é impossível você dizer só de olhar que o cidadão é portador do HIV e estava à beira da morte.
  É espantoso o carinho da equipe, a preocupação com o doente ... eu me sinto até meio deslocado, sinceramente não sou capaz de tanta preocupação e dedicação ao próximo.

  Escuto a assistente social praticamente implorando ao telefone para o paciente voltar ao tratamento.
  É, alguns pacientes parece que fazem um grande favor em comparecer!
  Se fosse eu não ligaria para ninguém que faltasse, nem agendaria por telefone.
  O cidadão que viesse até mim pessoalmente e com uma boa justificativa para o não comparecimento.
  Minha prioridade total seria com os pacientes que colaboram com o tratamento.
  E se o paciente problema morrer?
  Para eu é um custo/problema a menos ... eu nunca disse que sou uma pessoa maravilhosa.

  E aqui já vamos para o espantoso no mal sentido.
  O tratamento da AIDS entre outras moléstias é caro, manter uma equipe especializada é caro e tudo isso quem paga é você contribuinte.
  Qual o custo de um paciente da AIDS?
  É difícil dizer porque depende do estágio da doença.
  Aqui no Brasil o Governo fica gritando para o mundo que o tratamento é “gratuito”.

  “Em 2012, o Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT) de São Paulo atingiu a marca de 564 pacientes estrangeiros com HIV atendidos gratuitamente desde 2008, o que representa mais de 11% das pessoas portadoras do vírus em tratamento no local.
  De acordo com a infectologista Denise Lotufo, gerente da área de assistência integral à saúde, dois motivos justificam a vinda desses pacientes ao Brasil: a gratuidade do tratamento, garantido pelo governo federal por meio do Sistema Único de Saúde (SUS)” [Terra]

  É tudo muito lindo, uma ótima propaganda para nosso Governo, mas não tenha a ilusão que é gratuito.
  Para combater a ilusão da “gratuidade” seria muito simples, a matemática básica nos basta, mas quem quer que os serviços públicos no Brasil sejam transparentes?
  Acho que só eu.

  Medite comigo que mesmo toscamente é possível estimar custos.

  Os médicos, enfermeiros, auxiliares que atuam no Hospital Dia são registrados, seus salários podem ser facilmente somados.
  Nenhum medicamento cai do céu, todos são comprados, é evidente que consta em algum lugar seus valores e quantidade consumida.
  Limpeza, segurança, manutenção tudo isso tem um custo que pode ser rateado na parcela que cabe ao Hospital Dia.

  No final do mês você soma todos os custos divide pelo número de consultas e chegará ao valor aproximado do preço de cada uma delas.
  O paciente que teve mais necessidade de consultas ou utilizou mais remédios possivelmente custou mais caro.

  Você não vê a divulgação pelo governo [Federal, Estadual e Municipal] do custo de uma unidade hospitalar, eles apenas generalizam, colocam aquela cifra bilionária que salta aos olhos, mas você não sabe exatamente para onde vai o dinheiro.

  O fato é que o cidadão tem a ilusão que tudo é de graça.
  O paciente do Hospital Dia [E outras unidades] não acha que está dando algum gasto, afinal tudo é gratuito...

 

  Uma das consequências disso é que muitos não levam o tratamento a sério, simplesmente faltam as consultas agendadas.

  Só aparecem quando o desconforto causado pela doença aumenta bastante e os gastos com remédios por parte do SUS também aumentam uma vez que o quadro do paciente é mais grave, por vezes exigindo internação.

   Muitos indivíduos que contraem AIDS tem uma vida “promiscua.”

  Promiscuo Aquele que tem relação sexual com muitos parceiros

  Drogas injetáveis, orgias sexuais, bebedeira que faz com que eles esqueçam até com quem transou.
  Não sei nem porque esse tipo de indivíduo fica chocado quando é diagnosticado com HIV.
  É “engraçado” que homens contam seus “feitos” com muito orgulho, já as mulheres são quase todas “virginais”, sempre contraem HIV de seu único e grande amor...
  Os mais perigosos para Sociedade são os indivíduos que devido terem se colocado em uma situação de risco desconfiam ter contraído HIV.
  Fazem o teste e dá positivo, eles simplesmente se recusam a acreditar, ficam “chocados”.
  Eles passam por esse processo de negação e não há nada legalmente que nossa sociedade possa fazer.
  Continuam suas vidas como se nada tivesse acontecido.
  A princípio eles ficam com raiva de quem passou para eles e querem descontar essa raiva no mundo, transam mais inconsequentemente ainda, se foram contaminados querem que todo mundo se contamine.
  Como geralmente tiveram vários parceiros nunca tem certeza de quem foi.
  Até porque a AIDS demora para se manifestar, pode ter sido uma relação de 3 anos atrás ou mais.
  É evidente que a pessoa não vai procurar os ex-parceiros e informar que está com AIDS, fica sempre aquela duvida:
“Quem passou para quem?”
 
  Toda essa irresponsabilidade tem um custo e quem paga é você que se esforça para fazer “sexo seguro”, tem preocupação com a própria saúde.

  Esse é um daqueles texto que é difícil parar de escrever, então vou forçar um desligamento.
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  De alguma forma o SUS deveria divulgar os custos individuais de seus serviços.

  Não para cobrar do indivíduo, mas para dar-lhe ciência.

  Vamos supor que cada consulta no Hospital Dia tenha um custo de 50 reais.
  O indivíduo deve ter ciência que ao faltar a consulta ele jogou fora 50 reais da sociedade em impostos, mais ainda, impediu que alguém talvez até mais necessitado de cuidados médicos fosse atendido.

  O cidadão vai ao postinho e volta cheio de remédios, deveria ser informado o preço de cada remédio.

  A mulher foi fazer um parto.
  Deveria ser informado o custo desse procedimento.
  Na rede particular um parto sai em torno de 3 mil reais, é impossível que “no geral” um parto saia por menos de 1500 reais no SUS.

  Um tratamento de radioterapia na rede particular gira de 4 a 12 mil reais (varia de acordo como o tempo e procedimento).
  É impossível que o SUS consiga ter um custo menor que 2 mil reais.

  Enfim, brasileiro precisa perder essa ilusão que procedimentos como endoscopia, ultrassom, raio X, quimioterapia ... podem realmente não custar nada.

  Enquanto boa parte do nosso povo tiver essa ilusão Comunista/Socialista que todos podem ter tudo do bom e do melhor e de graça ... fica difícil caminharmos para o primeiro mundo.

  Alguns ficarão eternamente deitados em “berço esplêndido”.
  Berço de segunda ou terceira mão para maioria.
  E por falta de recursos boa parte ficará sem berço.
  Pacientes não atendidos ou atendidos em péssimas condições.



  José Serra quebrou a patente do remédio que trata AIDS e brindamos isso como um grande feito.

  “Brasil quebra patente de remédio contra Aids
  O ministro da Saúde, José Serra, determinou na tarde desta quarta-feira a primeira quebra de patente de medicamento do país.

   O medicamento Nelfinavir, fabricado pelo laboratório Roche, teve quebrada a patente devido ao preço elevado para o consumidor.
   Cada comprimido do medicamento custa a equivalente US$ 1,36. 
   O remédio é usado por 25% dos pacientes com Aids no país.” [Folha]

  O primeiro grande avanço na luta contra a AIDS foi a descoberta do vírus HIV feita por Luc Montgneir do Instituto Pasteur, França.
  O segundo grande avanço (na minha opinião) foi o uso do AZT desenvolvido pelo americano Dr. Jerome Horwitz.
  A companhia farmacêutica americana Burrougs Wellcome pediu para testar o uso do AZT em portadores do HIV e teve sucesso.

  É evidente que o grande feito foi a existência dos medicamentos e tratamentos proporcionado pelos países desenvolvidos.

  Nós dos países subdesenvolvidos apenas “roubamos” as fórmulas e invenções dos países desenvolvidos porque simplesmente não achamos justo pagar pelas descobertas deles.

  Um soro positivo pode ser muito grato a José Serra e aos governos que se seguiram por bancar um tratamento tão caro [mesmo com a quebra de patente continua caro], mas deve ter consciência que a gratidão maior racionalmente deveria ser a quem desenvolveu o produto e ainda viu seu lucro grandemente diminuído pelas quebras de patente.

  Quebrar patente, copiar fórmulas, desrespeitar propriedade intelectual qualquer governo/povo pode fazer.

  Criar um ambiente de inovação tem sido infelizmente capacidade de poucos povos.

  Outro grande responsável pelo aumento da expectativa de vida é sem dúvida o saneamento básico, sabe por onde ele começou?
  Pela Inglaterra e outros povos foram copiando o sistema:
    [Filosofia Matemática]

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