quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ruy Barbosa

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

  Essa sem dúvida é a citação mais famosa de Ruy Barbosa.

  Ruy tinha a ILUSÃO de um sistema político mágico capaz de resolver todos os problemas.
(Ou pelo menos a maioria deles.)

  Nasceu em 1849 conheceu o sistema de Monarquia o qual se transformou em grande crítico.
  Veio a república e essa citação famosa dele aconteceu no período REPUBLICANO!
  Desiludido com a Monarquia e depois com o Presidencialismo “eu” suponho que Ruy começou a sonhar com um regime semelhante ao da Inglaterra que era a maior potência naquela época.
  Uma monarquia parlamentarista.

  Ruy não entendia algo que eu também demorei a entender.
  Todos somos povo, ricos, pobres, operários, negros, brancos, políticos, religiosos, ateus, mulheres, crianças...

  A qualidade do sistema político está diretamente ligada a qualidade da cultura de um povo.        

  É sempre a CULTURA que deve ser moldada.
  Por incrível que pareça eu cheguei a essa conclusão lendo Gramsci.
  Eu não entendia como o Comunismo/Socialismo apresentando resultados tão ineficientes diante do Capitalismo/Liberalismo permanecia tão cultuado.
  É que foi desenvolvia uma cultura em que o Capitalismo é tudo de mau e o Socialismo tudo de bom.

  “Gramsci, em Turim, tornou-se jornalista.
   Seus escritos eram basicamente publicados em jornais de esquerda como Avanti (órgão oficial do Partido Socialista).
   Sua prosa e a erística de suas observações lhe proporcionaram fama.”

  Como sou Capitalista podemos dizer que Gramsci é um “inimigo” ideológico meu.
  Certa vez me deparei com o seguinte enigma:

  Se o Liberalismo/Capitalismo/Democracia são mais eficientes.
  Porque ideologicamente estamos perdendo para o Socialismo/Comunismo/Totalitarismo?

  Meu companheiro SunTzu foi útil para decifrar essa provocação:

  “Conheces teu inimigo e conhece-te a ti mesmo; se tiveres cem combates a travar, cem vezes serás vitorioso.
   Se ignoras teu inimigo e conheces a ti mesmo, tuas chances de perder e de ganhar serão idênticas.
   Se ignoras ao mesmo tempo teu inimigo e a ti mesmo, só contarás teus combates por tuas derrotas.”
[Sun Tzu]

  Eu precisava conhecer profundamente Marx e Gramsci.

  Ler seus escritos era enfadonho, mas extremamente necessário.
  Entender porque a influência do grupo de Gramsci estava crescendo e dos pensadores liberais diminuindo foi fundamental para mudar meus textos.
  Moldando a CULTURA tudo mais é reflexo, inclusive a educação.

  Posso ter sucesso onde Rui Barbosa fracassou?
  Acredito que sim, se eu contaminar outros pensadores liberais com essa necessidade de moldarmos a cultura.   
  Mostremos a nossas crianças e jovens as qualidades do Liberalismo, sempre lembrando que nada é perfeito.
  Eu sou um João Ninguém, mas quem sabe algum texto chegue a pensadores influentes.
  A Internet torna isso bem possível.

  Calma, antes de me taxar de arrogante e prepotente entenda que não me acho melhor que Rui Barbosa, apenas estou no futuro dele.

  Temos acesso a informação como nunca antes foi possível a humanidade.

  Eu demorei a entender a importância de moldar a cultura, vejam um texto escrito no GD do Terra antes de eu ter essa nova percepção das coisas, não consegui deleta-lo:

  

 “Não quis comentar no dia, mas postaram aqui um poema de Ruy Barbosa que sempre evito ler, no passado já chorei muito lendo esse poema e não gosto de ficar chorando.
  Foi uma daquelas leituras ocorridas na Biblioteca Municipal de Campinas em que o mundo parecia desabar sobre minha cabeça.
  Não sei muito bem definir o que sinto quando leio aquele poema, vou tentar:
  É como se uma mulher linda, conhecida desde a mais tenra infância, de extrema beleza, estivesse ali diante de mim, mas morta!
  Tento ressuscita-la, com massagens, respiração, a chamando, mas ela continua lá, “inexplicavelmente” morta.
  Tudo poderia morrer, menos aquela mulher!
  Tudo poderia morrer, menos a Esperança na justiça e no amor!
  Eu ali, naquela Biblioteca, com 13, 14, 15 anos, não sei, não aceitando a morte da esperança [naquele tempo ainda era fé].
  De lá para cá ainda insisto em manter a linda dama viva, as vezes consigo que respire por si só, mas na maior parte do tempo a massageio desesperadamente.
  Talvez ela nunca mais acorde, quando eu já estiver bem cansado, simplesmente a abraçarei, cessará a massagem, cessará a respiração, cessará o desespero, simplesmente dormiremos inconscientes para sempre...
  Bom dia a todos!

  Ruy Barbosa naquele momento se sentia incrivelmente só.
  Nos meus pensamentos me sinto incrivelmente só, são solidões que se fazem companhia, faz brotar lágrimas de corações empedrecidos.
  A solidão sólida é uma das dores mais terríveis que já conheci.
  
  

  Descanse em paz Ruy Barbosa, sem desespero, sem dor, apenas durma!
  Se um dia acordar que a esperança esteja a lhe esperar, linda como só ela pode ser, justa e amorosa como todas as esperanças deveriam ser ...

 A esperança é o sonho do homem acordado.
[Aristóteles]

 “Ainda sou bem moço pra tanta tristeza
  Deixemos de coisa, cuidemos da vida
  Pois senão chega a morte ou coisa parecida
  E nos arrasta moço sem ter visto a vida.” 
 [Fagner]   ♫♫♫♫







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