terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Jeová e seus Super Poderes.

  Nossa única esperança de Deus ser bem intencionado é excluirmos de suas características seus super poderes:
  ONISCIÊNCIA, ONIPRESENÇA, ONIPOTÊNCIA E PERFEIÇÃO.
  [William Robson]

  


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Deus de Abraão Observaste tu a meu servo Jó?
  Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.

Satanás Porventura teme Jó a Deus em vão?
  Tu protege a ele, sua casa, e a tudo quanto tem?
  A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra.
  Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face.

Deus de Abraão Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão.
  E Satanás saiu da presença do Senhor. 

 [Jó 1:8-12]”
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  Trocando em miúdos essa passagem Bíblica...

  Deus conversando amigavelmente com Satanás diz que Jó é um servo fiel.
  Satanás diz que Jó não blasfema contra Deus porque esse lhe dá sempre tudo do bom e do melhor.
  Deus para provar a Satanás que Jó é fiel deixa que Satanás tire tudo dele, menos sua vida.

  Não podemos tirar essa história de seu contexto maior.

  Lembremos que Deus é onisciente então ele sabia de ante mão quanto sofrimento Jó seria capaz de suportar, o otário nisso tudo foi Satanás e a vítima inocente foi Jó.

  A história de Jó é uma aberração em vários sentidos.
  Notem que Satanás é um servo de Deus.
  Qualquer um pode entender a implicação filosófica que isso traz.

  O Deus Bíblico cria dificuldades com seu servo Satanás para vender facilidades!?

  A passagem de Jó sugere que somos meros fantoches na mão de Deus.
  Se Jó não chegou a blasfemar contra Deus é porque Deus sabia de ante mão a hora de parar.
  Sei, sei...você não concorda comigo.
  Então me explique você o que é ONISCIÊNCIA?
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  Ainda não encontrei um teólogo capaz de defender a onisciência do “Deus Bíblico” sem transforma-lo em um ser abominável.

  [Se você leitor acredita que pode aproveite esse texto para se manifestar.
  O debate não precisa acontecer aqui pode ser no site de sua preferência desde que eu não tenha que fazer algum cadastro.
  As partes mais interessantes de qualquer debate eu reproduzo aqui no Blog porque é comum quando as coisas “esquentam” eu ser bloqueado e meus comentários deletados.
  Aqui ao menos fica guardado algum registro...dito isso continuemos.]

   


  A onisciência de Jeová somado a sua onipotência automaticamente nos isenta de qualquer culpa ... ou merecimento.

  Se sou um assassino cruel foi Jeová que me fez assim, já estava escrito, sou absolutamente impotente para ir contra os desígnios do “destino”.
  No entanto Jeová de antemão sabe que se ele colocar a Mara na minha vida e ela me der filhos o sentimento de paternidade me fará abandonar a vida de crime.

  Por outro lado Jeová sabe que se colocar a Elize Araújo na minha vida ela despertará meu lado mais agressivo.

  Entenda que não tenho culpa de ser assassino se fui programado assim por Jeová.
  Também não há mérito em minha regeneração se meu programa foi alterado pelo próprio Jeová.
  Ele introduz como bem quiser na minha vida o “vírus” Elize ou o “aplicativo” Mara.

  Suponhamos que Deus de Abraão me criou fronteiriço, não sou essencialmente bom nem essencialmente mau, estou na fronteira.
  Posso ter um comportamento aceitável se eu conhecer a Mara e ser inconsequente se conhecer a Elize.
  Dependendo de quem ou o quê Jeová colocar no meu caminho minha vida toma um rumo diferente.
  Sou apenas um fantoche, o personagem de um game cujo jogador é Deus.
 
  Por outro lado, se não fomos criados fronteiriços então fomos criados todos puros e bons.
  Deveríamos viver em um paraíso.
  Por onde a “maldade” entraria no mundo!?

  Se você pensou em Satanás ... segundo a Bíblia ele também foi criado por Jeová, voltamos a situação em que o próprio Deus colocou um vírus no programa.

  Se não somos todos “um amor de pessoa” o onisciente e onipotente Deus de Abraão quis assim.

  Se tudo já está escrito e a vontade de Jeová é imutável temos um DETERMINISMO divino.
  Já escrevi sobre o determinismo biológico.
  No caso do determinismo divino é infantilidade filosófica sugerir que temos algum livre arbítrio.

  A dedução óbvia é que Lúcifer/Satanás é uma criação de Jeová para sacanear a humanidade por pura diversão.

  Igual aquelas pegadinhas do Silvio Santos em que nós nos divertimos com as reações das pessoas, “sabemos tudo que irá acontecer”, rimos, “nos alimentamos” das emoções delas... 

  Se na TV as pegadinhas tem seus limites no plano divino não tem, podem ir até as últimas consequências como sua morte.

  Jó foi poupado da morte naquele momento apenas porque Jeová determinou assim.

  Você nascer doente, perder tudo que juntou com muito sacrifício, ter muita sorte em algo, conseguir muito poder...enfim tudo faz parte de uma tragicomédia divina para produzir emoções, como se alguns seres se alimentassem disso.
  Outras formas de vidas ficam sugando todo tipo de emoção que você conseguir produzir... mas não vamos entrar nesse desolador plano de pensamento onde somos apenas “gado emocional”, são buracos negros do pensamento, poucos suportam flutuar nessa parte do abismo sem enlouquecer.
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  Lendo a história de Jó a melhor dedução é que eu e você não somos nada especiais ou importantes, estamos aqui só para “Deus” se divertir um pouco.

  No próximo texto escreverei “minha ideia de Deus”.

  Fechando esse texto ...diante de tudo que observo e nos mantendo no plano de pensamento de um Deus único.

  Nossa única esperança de Deus ser bem intencionado é excluirmos de suas características seus super poderes:

  Onisciência, Onipresença, Onipotência e Perfeição.

  Deus dentro de suas limitações pode muito, mas NÃO pode tudo.

  Ele nos dá o seu melhor e nós devemos nos esforçar para dar o nosso melhor em prol de uma Sociedade boa e justa exaltando os bons e punindo os maus.

  Vamos audaciosamente onde nenhuma mente jamais esteve, qual a melhor resposta do que ou quem é Deus?


  I’ll be back...


  



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