segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Controle Emocional

   Estereótipo é a imagem pré-concebida de determinada pessoa, grupo ou situação.
  É usado principalmente para apontar defeitos, qualidades ou hábitos de pessoas ou grupo de pessoas na sociedade.
  Pode criar uma falsa expectativa ou discriminação.
  É importante priorizarmos o bom senso.

Falsa expectativa – Temos um pré conceito que japonês é sempre inteligente, o Japão é um país muito desenvolvido, é comum aqui no Brasil japoneses (descendentes) serem bons alunos e estarem nos primeiros lugares em aprovação de concursos.
  Em um recrutamento para sua empresa com vários candidatos, devido ao estereótipo criado, o “asiático” começa com grande vantagem.
  É evidente que você não pode conceber que todo japonês seja gênio, a sua expectativa com a eficiência do contratado pode não corresponder a realidade.

Discriminação – Já faz bastante tempo que temos notícias de islâmicos se explodindo, desde que me reconheço por gente vejo esse tipo de ocorrência em revistas jornais e TV.
  Isso criou um poderoso estereotipo que mesmo que islâmicos parem de explodir e se explodir ficará por séculos em nosso “inconsciente coletivo”.
  Um avião explodiu a primeira coisa que pensamos é que foi um atentado, a segunda é procurar algum nome árabe ou alguém que tenha uma possível ligação ou parentesco com islâmicos.
  A discriminação nada mais é que uma “expectativa negativa.”

Bom senso – Não temos como evitar os estereótipos em nossa mente, o estereótipo é um atalho que o cérebro faz para ser mais eficiente, é aquela analise automática à primeira vista.
  Mas como todos sabem ou deveriam saber:

  “Não devemos julgar um livro pela capa.”

  A primeira impressão ou expectativa é inevitável, o importante é não nos limitarmos a superficialidade.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Mulheres negras sofrem mais violência doméstica.

  É o que as estatísticas dizem, mas para “tentarmos” entender porque temos que meditar.
  Há um consenso geral que é puro preconceito contra a mulher negra ...pode ser.
  Vamos audaciosamente onde nenhuma mente jamais esteve.

  Nossa viagem começou em estereótipos.
  Eles podem surgir de uma piada/chiste que pegou.
  O chiste que torcedor do São Paulo é gay pegou, mas não tem nenhuma pesquisa comprovando que há mais homossexuais entre os são paulinos que em outras torcidas.
  O mesmo podemos dizer em relação a corintianos serem assaltantes.

  Há décadas atrás o filho do Prefeito Orozimbo Maia se assumiu homossexual, em cima desse acontecimento generalizou-se que Campinas tem mais homossexuais.

  Estereótipos surgem também de observações, casos concretos os quais a cultura popular generaliza.

  “Alemão é comedor de salsicha”, realmente salsicha é um alimento importante na culinária alemã assim como macarrão é uma marca registrada dos italianos.
  Russos são bêbados?
  O consumo de vodca nessa nação é altíssimo, é uma bebida com alto teor alcoólico.

  Me basta você entender que:

Estereótipos não surgem do nada.

  Negros são mais violentos que outras raças (tons de pele)?
  A observação nos diz que sim, claro que como nos outros casos não podemos generalizar.
  É martelado em nossa mente que tudo é fruto da discriminação, mas se você pesquisar verá que os crimes realmente são cometidos.
  O réu negro realmente roubou o bar, comercializou droga ou agrediu alguém.
  O cidadão por não ter uma defesa eficiente pode pegar uma pena maior do que alguém que tem uma boa defesa pegaria, mas isso está mais ligado a situação econômica que a cor da pele.
  Um branco pobre também não tem dinheiro para pagar bons advogados e fica sujeito às mesmas consequências.

  Se a discriminação/racismo fosse a causa da prisão ou o cometimento dos crimes seria fácil provar.
  Na África a maioria da população é negra então naquele ambiente podemos tirar a discriminação/racismo da equação, a violência deveria ser drasticamente diminuída e qualquer um que lê notícias sobre a África sabe que não é o que ocorre.
  Países de maioria branca como a Holanda presídios são fechados por falta de quem prender.
  Em certos países africanos o índice de presos também é baixo porque faltam vagas e a polícia e o judiciário não funcionam com eficiência.
  Aqui no Brasil acontece isso, poucos homicídios são solucionados e há uma enormidade de pessoas que não são presas por falta de vagas.

  Fica parecendo que aqui no Brasil invocar a discriminação e só uma tentativa de atenuar a prática do delito.

Ele matou porque é preto e pobre.

  O fato de matar é minimizado, o preto e pobre destacado.
  O cidadão não está preso porque é ruivo, loiro, pardo, negro... está preso porque cometeu um delito.
  Se há dúvidas no processo e investigação essas entidades que lutam contra o preconceito e discriminação deveriam agir no sentido de contratar investigadores independentes e bons advogados.
  Não acredito que nenhum cidadão de bem queira algum inocente preso... de qualquer cor ou nacionalidade.
  Se o Zé Dirceu ou o Zé da Silva está preso por perseguição política ou discriminação que se puna os responsáveis pela investigação e processo.
  Agora, simplesmente dizer que estão presos só porque chamam José ... assim não pode, assim não dá.
  Se chamassem William Robson não estariam presos porque é um nome “chic” no urtimo...

  Se proporcionalmente há mais negros presos é porque mais negros cometem delitos, essa seria a primeira leitura lógica desse tipo de estatística e é a mais ignorada, deixada de lado.
  É um pré conceito estatístico as avessas.

  Porque há mais homens presos do que mulheres?
  Porque homens são mais violentos, cometem mais crimes, não vejo ninguém olhando essa estatística e dizendo que homens são discriminados pela sociedade

  Porque estou escrevendo isso?
  As estatísticas mostram que a maior vítima da violência doméstica é a mulher negra.
  Tudo obviamente foi creditado ao machismo, discriminação, racismo.
  A tese do machismo como vimos no texto anterior não se sustenta.
  Homens matam muito mais outros homens que mulheres.
  Homens são mais violentos e ponto.
 
  A tese do racismo também não se sustenta.
  O cidadão casou ou namora com alguém que detesta!?
  Estamos falando de violência doméstica lembram!
  Não dá para argumentar que uma loira que casa com um homem negro tem preconceito.
  Não dá para argumentar que um homem branco que casa com uma negra tem preconceito.
  Pense comigo.
  No Brasil há muitos casais multirraciais, entretanto a maioria dos negros e pardos casam com negros e pardos.
  A maioria dos brancos casam com brancos.

    “Brasileiros se casam mais com 'iguais' em raça e escolaridade.” [UOL]

  Isso não me parece algo que foge a lógica.
  Se você mora na favela faz amigos na favela e a possibilidade de encontrar seu amor na favela é muito grande.
  Se você nasce em “berço de ouro” frequenta ambientes refinados, colégios caros, faz amigos nesse meio e namoradas nesse ambiente.

  Se a mulher negra sofre mais violência doméstica é porque o marido negro é mais violento.
  Quem está batendo nela é alguém do seu próprio tom de pele.
  Essa lógica entra em sua mente?

  Uma mulher mais violenta, confrontando um homem mais violento ... a probabilidade do pior acontecer aumenta bastante.

    Calma, respire fundo, sei que muitos estão indignados, mas se concentrem nos argumentos.

    Já notou que não encontramos certos tipos de pesquisas?
    Pelo menos eu não achei, quem achar coloque um link, fico grato.
    Homens negros não estão presos por nada, alguma coisa fizeram.
    Logo, fica fácil pesquisar sobre suas vítimas usando o critério da cor da pele.
    Quantos brancos foram vítimas de crimes praticados por negros?
    Quantos negros foram mortos por negros?
    Você não fica curioso para saber esses números?
    Estupradores negros evitam mulheres brancas?
   Assaltantes negros não assaltam negros?

   Porque fica fácil publicar uma manchete:

  “Em 2010 foram assassinadas 4.477 mulheres, um odioso feminicídio na sociedade patriarcal, machista.”

  No mesmo ano de 2010 foram assassinados 48.493 homens, essa informação fica sem destaque no meio do texto ou nem é colocada.
  Se há mais mulheres que homens no Brasil e bem menos mulheres são assassinadas quem consegue defender que há um feminicídio?
  Eu não consigo.
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  Dizem que a polícia é racista, não sei a realidade de outros Estados, mas aqui em SP o que não falta é policial negro/pardo.

  Para a polícia ser racista deveria ter em seu estatuto aceitar só brancos.
  O policial negro vê seus companheiros de farda prenderem um cidadão só por ser negro e os ajuda!!

  Até agora a melhor resposta que encontrei para toda essa situação é genética.

  Negros não são mais violentos e ansiosos porque querem, mas porque há uma pré disposição genética.
  Diante dessa constatação o que podemos fazer?
  Primeiro devemos deixar de fazer...

  Devemos parar de acreditar que essa violência é fruto 100% da discriminação.
  O preconceito/estereótipo surge da observação, surge dos números.

  Tente não ser hipócrita, aqui na leitura desse texto você está sozinho com sua consciência, esqueça a máscara social.

  Você tarde da noite tem que passar por uma de duas ruas:

  Em uma tem dois cidadão negros com aquelas roupas de hip hop e na outra tem dois cidadãos negros vestidos como evangélicos.
  A maioria preferirá ir pela rua dos evangélicos.

  Em uma rua tem dois homens na outra duas mulheres.
  Pelo estereótipo preferimos seguir pela rua das mulheres.

  Em uma rua tem dois garotos negros e na outra tem dois garotos brancos, a maioria preferirá arriscar com os garotos brancos.

  Você quer chegar a algum lugar e o GPS indica um caminho em meio a favela e outro por um bairro urbanizado...

  Notem que todas as escolhas são baseadas no que observamos em nosso dia ou por notícias que tomamos conhecimento.
  Preconceitos e estereótipos não surgem do nada.
  Se eu encontro um gato solto na rua minha ação é nenhuma, é raríssimo um gato atacar um humano.
  Se é um cão Pitbull ou dobermann eu fico atento, meu cérebro pega naturalmente esse atalho.

  O cidadão já nasce mais pré disposto a violência e o que fazemos?
  Martelamos desde cedo que ele é explorado, discriminado, que toda sociedade tem uma dívida histórica com ele.
  É como jogar ácido no olho da pessoa e esperar que ela fique calma.
  É como apagar incêndio com gasolina.

  Agora vamos ao que podemos fazer.
  Em primeiro lugar é essa conscientização.
  Se você nasce canhoto precisa se adaptar a essa característica.
  Se você geneticamente tem estatura baixa tem que se adaptar a essa característica.
  Se você nasceu diabético tem que se adaptar a essa característica
  Da mesma forma você pode nascer com qualidades e fazer bom proveito delas.
  QI elevado, resistência física, boa memória, músico, desenhista, matemático... escritor.

  Se você nasce mais ansioso e/ou violento tem que se adaptar a essa característica evitando que ela traga transtornos para sua vida ou dos outros.

  A princípio aquela criança “de qualquer cor” que apresentar um comportamento mais indisciplinado pode ser direcionada a praticar alguma terapia ou exercício.
  Artes marciais como Caratê e Kung Fu tem uma disciplina muito eficiente aliado a uma extravasão de energia.
  No caso da criança negra ao invés de seus pais dizerem que a sociedade branca as odeia e que há uma dívida histórica a ser resgatada...
  Poderiam contar o histórico de violência e eternas brigas tribais no continente africano e principalmente dizer que podemos fazer diferente.

  Os japonese tem esse estereótipo de uma cultura que busca o equilíbrio.
  Se toda energia da cultura/genética negra for direcionada para fins mais nobres/civilizados podemos prever um belo futuro, mais harmonioso e com menos negros na prisão.

  Em casos mais graves podemos apelar para ansiolíticos.
  Não limite esse texto a análise do comportamento de negros, amplie para pessoas ansiosas e violentas de qualquer tom de pele.
  Se você observa que seu filho(a) é muito irritadiço impaciente e não consegue se controlar, de alguma forma temos que tentar ajudar.
  Geralmente o comportamento difícil começa a se revelar na creche e escola.
  Antes de se revoltar contra o professor, diretor ou colegas do seu filho de qualquer escola é melhor prestar muita atenção no que eles dizem sobre seu filho.
  Estereótipos não surgem do nada.
  Se dizem que seu filho é um pestinha, não tenha tanta certeza que ele não é.
  Você pode sair pelo caminho fácil de dizer que ele está sendo discriminado, mas será mais eficiente se ater aos fatos.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Amarrando ao texto anterior...
  Quando você tem pavio curto é impaciente, ansioso, podendo chegar muito mais rápido a violência.

 Mais que isso, não tem paciência ou disciplina para esperar por resultados.
  Você sente vontade de xingar alguém, xinga.
  Sente vontade de bater em alguém, bate.
  Algo está muito difícil/complicado, você desiste: “Não quero mais essa por#a! Tô fora!”

  A falta de progresso que acomete muitos indivíduos violentos/ansiosos (de qualquer cor) não é preguiça, falta de inteligência ou uma sociedade do contra.

É falta de controle EMOCIONAL.

  Vejamos um exemplo.
  Meu pai era forte, saudável, inteligente, trabalhador.
  Desde a adolescência trabalhava entregando jornais.
  Não sei se foi por conta do “milagre econômico” ocorrido na década de 70, mas meu pai trabalhou nas melhores empresas de Campinas.
  Minha mãe contava que ele sempre era muito elogiado no trabalho, mas tinha muita dificuldade em receber ordens.
  Acabava sempre brigando com o encarregado.
  Convenhamos que por melhor que você seja é difícil progredir se briga com o chefe.
  Não precisa ser “puxa saco”, mas respeito a hierarquia é fundamental.
  A promoção em qualquer empresa sempre tem muito de política, se você não tem paciência para construir boas relações tudo fica muito difícil.
  Sem promoção, sem salário melhor.
  Eu só consegui uma melhora substancial na minha vida econômica quando passei a encarregado de produção.

  Quando você é muito ansioso a rotina escolar te cansa.
  Meu pai (não tenho certeza) estudou até a sexta série (segundo ano ginasial) tenho uma vaga lembrança dele começar supletivos para concluir os estudos, mas nunca levou a cabo.

  Não é o caso do meu pai, como disse ele era trabalhador.
  Mas na minha juventude tive contato com colegas que seguiram para o mundo do crime.
  O discurso basicamente era o mesmo.
  O que o indivíduo iria ganhar trabalhando um mês poderia conseguir com dois ou três assaltos.
  Lembro de um colega “branco” o qual eu conheci na escola, mas ele parou de estudar na quinta série.
  Quando eu estava no primeiro ano colegial ele foi preso pela primeira vez (que eu saiba).
  Quando foi solto eu e outros falamos para ele tomar jeito, ter juízo, arranjar um trabalho.
  Ele disse que só sairia do crime se ganhasse X por mês.
  Eu nem lembro que moeda era, mas digamos que ele queria um emprego que pagasse a ele sem experiência nenhuma uns 3 mil reais por mês...
  O cidadão não tem paciência para construir uma situação, ele quer atalhos, a venda de drogas e assaltos são os caminhos mais curtos para conseguir dinheiro. (Prostituição no caso das mulheres)

  Voltando ao meu pai, na ansiedade, casou bem cedo, não tinha 18 anos completos.
  Se encheu de filhos.
  Não parou em nenhuma empresa, não criou situações favoráveis ao seu progresso.
  Não tinha paciência com a esposa e com os filhos.
  Pôr as coisas não darem certo se sentia perseguido por tudo e por todos o que o deixava ainda mais ansioso e violento.
  O chefe a empresa o discriminava e perseguia.
  Os parentes “invejosos” (não sei dizer de quê) faziam macumba contra ele.

  Eu acredito que meu pai poderia ter uma vida muito mais satisfatória se através de alguma terapia conseguisse um melhor CONTROLE EMOCIONAL.

  Na juventude lutou Boxe, deveria ter continuado com a pratica desse esporte, quem sabe sua “testosterona” ficasse equilibrada.

  Eu descobri a minha ineficiência emocional muito cedo, por volta dos 5 anos quando joguei água fervendo na minha irmã.

  [A lógica entra espantosamente fácil em minha mente ... deve ser algum dom, claro que quando eu era criança pensava que isso fosse comum a todos]

  Só sei que pensar e medir as consequências antes de agir passou a ser uma obsessão.
  Eu tive que alongar meu pavio.
  Observar, verificar padrões passou a ser um habito.

  Eu estudei o máximo que pude, algumas circunstancias me fizeram interromper a faculdade, mas era o melhor a fazer naquele momento, se eu soubesse que a empresa que eu me dediquei tanto iria fechar de certo minha decisão seria outra.
  No entanto o salário de encarregado me permitiu comprar meu apartamento, ter meu tão sonhado imóvel próprio em um bairro muito bom.
  Minha disciplina me fez estudar muito por conta própria e conseguir um serviço público, agora ... confesso que estou exausto.
  Vou parando minha luta por aqui, vou parando essa sequência por aqui.
  Vou vivendo minha vidinha tranquila, escrevendo, filosofando, tentando ser um bom companheiro para minha esposa, um bom pai para minhas filhas, ser útil para meus companheiros de trabalho, um bom vizinho ... um pacato cidadão. 
  Não exijo muito de mim e nem de ninguém.
  Minhas emoções estão atenuadas, não há muito o que controlar.
  Não estou querendo ensinar nada a ninguém, não tenho essa capacidade.

    “Não posso ensinar nada a ninguém, eu só posso fazê-lo pensar.” [Sócrates]
  Valeu Sócrates!



   Não tenho nenhuma foto de meu pai, mas esse ator é muito semelhante a ele.

   É preciso viver e viver não é brincadeira não.

   Nelson Teodoro ... descanse em paz.

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