sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sua Imaginação é a Fonte!?

“A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro.” 
[Albert Einstein]

         
  Nessa questão eu discordo de Einstein.
  Reconheço a importância da imaginação, mas dizer que ela é mais importante que os fatos...não consigo defender essa argumentação.
  Acredito que Einstein se referiu a “extrapolarmos as possibilidades” escrevi recentemente sobre isso: Clique aqui.



  









  

   Minha memória não é muito boa, de tudo que já li não guardo detalhes, mas guardo o contexto.
  Tipo, não decorei a Bíblia, não lembro de tudo que está escrito nela, mas se alguém fala algo fora do contexto geralmente eu percebo.
  É a mesma coisa com toda história da humanidade.
  Se alguém fala alguma coisa que não corresponde a nenhuma FONTE que eu já li me interesso em saber onde a pessoa conseguiu a informação.
  Como eu não era nascido em 1500 dependo de coisas escritas naquela época para entender como era a sociedade.
  Não se trata de uma “idolatria” a fonte, se trata de conseguir uma referência, um ponto de partida até mesmo para especulações.
  Vejo muita gente ignorando qualquer fonte, o importante são boatos e a imaginação, observe um exemplo bem recente:

  Em um debate no Face num dado momento disse que admirava Joaquim Barbosa o individuo respondeu:

  “Eu não admiro nem um pouco o Joaquim Barbosa. Falam dele como contam a história do Münchausen, de alguém que saiu da lama puxando-se pelos próprios cabelos (o vulgo self-made-man). Só esquecem de falar que ele foi "adotado" por uma família que propiciou algumas condições necessárias e suficientes para ele chegar onde chegou.”  [Face]

  Copiei e colei uma fonte:

  “Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É O PRIMOGÊNITO DE OITO FILHOS.
  Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, ARRANJOU EMPREGO NA GRÁFICA DO CORREIO BRAZILIENSE E TERMINOU O SEGUNDO GRAU, SEMPRE ESTUDANDO EM COLÉGIO PÚBLICO.
  Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.” [Wikipédia]

  Vejam o que o cidadão respondeu:

  “O "adotado" foi em alusão à família para qual a mãe (ou o pai, não lembro agora) de Joaquim Barbosa trabalhou ao chegar aqui em BSB. Leia uma biografia completa, que conta os pormenores que aí a gente conversa. Essa da wikipédia é muito genérica. Como dizem por aí, "não dá para confiar".[Face]

  Para debater com ele eu tenho que primeiro ler uma biografia completa de JB que ele não cita qual.
  A Wikipédia não é uma fonte confiável segundo “dizem por aí”!!

  Eu gosto da Wikipédia, como tenho bom conhecimento de história raramente vejo algo fora do contexto nessa enciclopédia virtual.
  Como sei que a maioria das pessoas tem preguiça de ler, a Wiki sempre traz um resumo muito bom, destacando os principais pontos.
  De certo JB teve contato com muitas pessoas como acontece com todo mundo, mas sugerir que ele deve seu sucesso a uma família em especial...por favor me tragam a fonte.
  Minha mãe trabalhou na igreja São José e na infância recebemos muitas doações dos Vicentinos, claro que sou grato por isso, mas dizer que os Vicentinos foram responsáveis por meu “sucesso profissional”...é um pouco de exagero.
  Não ria, sei que não tenho sucesso profissional, seria justo culpar os Vicentinos por isso? Não me ajudaram o suficiente!?
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  Mas esse texto é para falar sobre fontes “confiáveis”.
  Eu parei de debater o assunto no Face a partir desse momento que o comentarista desprezou a Wikipédia como fonte.

  Já notaram que para muitos indivíduos só boatos e a imaginação deles são fontes “confiáveis”.

  Se você citar uma matéria da Folha, Estadão, Veja, Isto É, O Globo, Carta Capital, Época ou até vídeo de alguma reportagem da TV Aberta [ou fechada]... você é um manipulado pela mídia.

  NÃO! Não estou falando para você aceitar tudo passivamente só porque está escrito na Wikipédia ou Jornal de grande circulação.
  Estou questionando o fato das pessoas optarem pelo extremo oposto.
 
“Tudo que está na “grande mídia” é mentira.”

  Sei lá! Eu confio mais na “grande mídia” que em imaginações e boatos.
  Um Estadão tem responsabilidade com seus clientes e além disso é uma Empresa que pode ser processada e ter grande prejuízo caso publique calunia e difamação.
  Quero dizer que eu posso falar que a inflação é trocentos por cento, o Estadão vai escrever dados técnicos mostrando a inflação real provável.
  Entre o meu achometro e os dados técnicos do Estadão, se você quiser tomar uma decisão econômica mais eficiente a opção é óbvia.
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  Mas claro que devemos ser críticos com relação a tudo.
  Na internet e revistas sempre aparece algum estudo dito cientifico apontando alguma coisa.
  Se é publicação respeitável eu levo em consideração, espero que o veículo tenha feito pesquisa sobre a idoneidade da fonte.

  Li uma matéria sugerindo que o uso da Internet [tabletes e smartphones] está reduzindo a emotividade das pessoas.
 
   Fazia críticas sobre isso.
  Eu gosto de tecnologia, quanto mais melhor.
  Não participo desse tipo de debate porque eu primeiro teria que defender a tecnologia para só depois desenvolver o pensamento.
  Aqui no Blog eu posso pular a etapa de defesa da tecnologia, posso começar de um plano de pensamento que eu nem conseguiria chegar naquele ambiente onde li a reportagem.

  Porque reduzir a emotividade das pessoas é algo ruim?

  Nessa época em que vivemos onde o acesso a informação é tão facilitado reduzir a emotividade e aumentar a racionalidade me parece algo espetacular.
  Se a tecnologia está tornando nossas criança e adolescentes menos emotivos vislumbro uma grande chance de melhora rápida da humanidade.
  A emoção é inata em nossa espécie e não imagino uma situação em que acabemos com ela, mas a emoção é um grande entrave para que as pessoas melhorem suas opiniões.
  Pense bem.

  O que impede você mudar de opinião diante de uma argumentação melhor?

A EMOÇÃO.

  Você tem uma opinião por tanto tempo que se apegou emocionalmente a ela.

  “Deus é perfeito, nenhum político presta, o freguês tem sempre razão, empresário é escoria, empregado é sempre explorado, socialismo é o futuro, liberalismo é decadência...precisamos de menos tecnologia e mais humanização”

  Você defende essas convicções com unhas e dentes, fecha sua menta para qualquer argumentação contraria.
  Eu não atribuo nenhuma propriedade magica a tabletes e smartphones.
  Eu defendo que o próprio acesso a informações, imagens e até a conceitos surreais reduzem nossa emocionalidade.
  Darei um exemplo bem simples e é só expandir para todo resto.
  Ir ao circo já deve ter sido muito emocionante.
  De família pobre não tive oportunidade de ir muito a circos me lembro apenas de duas vezes, uma excursão escolar ao circo Thiany e outra ida a um circo bem mambembe acho que chamava Guaraciaba não tinha muitas atrações era mais um circo teatro.
  Quando comecei a trabalhar e ter meu dinheiro não me interessei em ir a circos, porquê?
  Informações sobre a qualidade de vida precária dos animais tirava o encanto de qualquer apresentação com eles.
  Vendo tanto malabarismo pela rua porque ir ao circo?

  Note que o que provocava muita emoção no passado hoje atende a um nicho bem restrito.
  Imagine há cem anos atrás quando não tínhamos TVs e tantas opções de lazer como temos hoje.
  Atualmente com nossos modernos meios de transportes, mesmo morando longe do litoral em poucas horas você chega a uma praia, antes eram viagens de dias.
  Qualquer cidade de médio porte tem um Shopping Center repleto de lojas, antigamente você precisava se deslocar a grandes capitais.
  A chegada de um circo na cidade era sem dúvida um grande acontecimento, hoje nossa emoção com esse tipo de espetáculo foi bastante...digamos... “diluída”.
  Atrações circenses continuam gerando muito dinheiro, há grandes espetáculos como o Circo de Soleil, continuamos indo ao circo em busca de emoções, mas de uma maneira menos ansiosa e mais racional.

  Se a tecnologia está diluindo nossa emotividade de forma que a razão tenha um peso maior em nossas vidas... acho isso MARAVILHOSO!      
 

 Se a reportagem considera isso ruim, é a opinião da revista [ou repórter] que não precisa ser a minha. Essa lógica entra em sua mente?




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