quinta-feira, 10 de abril de 2014

Financiamento Público de Campanha

  “O mais tolo de todos os erros ocorre quando jovens inteligentes acreditam perder a originalidade ao reconhecer a verdade já reconhecida por outros.”  [Johann Goethe]
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  Já fui muito criticado por esse meu intenso contato com meus amigos mortos, não sei quantas vezes fui taxado de louco, mas suas histórias e pensamentos sempre foram minha melhor companhia.


  Os persas eram sedentários e agricultores, viviam em conflito e oprimidos pelos vizinhos, os Medos. A partir de 559 a.C, surge um nobre chamado Ciro, este se tornou o fundador do Império Persa. Ele primeiramente dominou os Medos, mas foi ao conquistar a Lídia que Ciro se transformou em o grande rei Ciro.
  O reino da Lídia era comandado pelo rei Creso, que era considerado o homem mais rico do mundo, pois tinha muitos tesouros em ouro, prata e pedras preciosas. O rei lídio ao ser ameaçado pelos exércitos de Ciro, tentou inutilmente enfrenta-los, porém os medos e persas invadiram e dominaram a Lídia.
  Quando Creso iria ser executado, Ciro mudou de idéia e mandou liberta-lo.

  Livre, Creso indagou Ciro: “O que faz os teus soldados com tanta pressa?”  
  Ciro respondeu: “Estão saqueando a tua cidade.”

  Creso então explicou para Ciro que ele nada mais tinha, e que todo o tesouro que estava sendo saqueado, a cidade que estava sendo destruída e os povos que estavam sendo massacrados, agora pertenciam ao grande rei Ciro.
  Ciro ordenou imediatamente que cessasse os saques e os massacres.   
  Assim nasceu uma nova política, que faria do Império Persa, único e que tornaria seus reis temidos e admirados por todas as nações da terra.” Clique Aqui
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  Se Ciro não mudasse sua visão das coisas será que o Império Persa chegaria a ser tão grandioso?
  Isso não dá para saber, mas sem dúvida nenhuma ocorreu uma mudança fascinante.

  Se você sabe que sua vila será invadida e o exército invasor irá matar a todos sua única alternativa é lutar até morrer.
  No entanto se vai ocorrer apenas uma substituição do atual governo você tem a opção de não colocar a sua vida e de sua família em risco.
  Trazendo para os dias atuais:
  Claro que queremos ter nossa soberania, mas imagine que a Alemanha estivesse na eminencia de invadir o Brasil.
  Se sabemos que os alemães nos matarão ou escravizarão nossa única opção passa ser lutar até a morte, no entanto toda América Latina se sentiria ameaçada pensando em qual nação seria a próxima a ser exterminada.
  Fica fácil projetar que toda América Latina se envolveria no conflito e o exército alemão por mais poderoso que fosse poderia não sair vitorioso ou ter baixas além do aceitável.
  Vamos mudar o paradigma como fez Ciro:
  A Alemanha só vai atirar em quem se opor a ocupação, ela destituirá todo o congresso brasileiro e assumirá o controle de tudo.
  Sei lá, a administração alemão pode ser até melhor que a administração atual que temos.
  Percebam que fica bem mais fácil manter um império com esse novo paradigma.
  Vou deixar essa história por aqui, isso foi só para aquecer sobre o assunto de meu real interesse MUDANÇA DE PARADIGMA
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  Paradigma é um padrão que foi estabelecido por N motivos.
  No tempo de Ciro o padrão era invadir outros povos saquear tudo, matar ou escravizar homens, mulheres e crianças.
  Ciro mudou o padrão, dominava a região sem mais carnificina além da guerra, respeitava as crenças e tradições e cobrava impostos do povo dominado o qual passava a governar.
   Hoje em dia dispomos de ferramenta tecnológicas que nos permitem grandes mudanças de paradigmas.
  Um deles é o financiamento público de campanha sem ter o Estado como intermediário, apenas como agente regulador.

  O Estado deve garantir recursos mínimos para que o candidato tenha condições de competir, basicamente seria tempo de rádio e tv nada muito além disso.
  O candidato estaria livre para conseguir mais recursos financeiros para sua campanha tirando do próprio bolso ou pedindo doações.
  Essas doações só podem ser feitas por pessoas físicas através do CPF.
  O indivíduo ao ter o registro de sua candidatura aceito abre uma conta no banco exclusiva para doações de campanha, essa conta de alguma forma será controlada pelo TSE, quero dizer que o TSE terá acesso a visualização de entradas e saídas.

  Uma das habilidades do candidato deve ser "legalmente" arrecadar dinheiro uma espécie de seleção natural dos mais aptos.

  Hoje em dia a maioria das pessoas tem celular com acesso à Internet, contribuir com a campanha de qualquer candidato é acessível a todos.
  Eu não me importo de contribuir financeiramente com o candidato da minha preferência.
  Por enquanto estou optando por Eduardo Campos (10 de Abril de 2014) e se tivesse em seu Face um meio fácil de contribuir com 50 reais para sua campanha via cartão de credito eu faria isso.
  Caso ele fosse para o segundo turno poderia contribuir com mais uns 100 reais.
   Individualmente não é muito, mas pense em 500 mil pessoas fazendo esse tipo de doação, é um bom financiamento público de campanha aos moldes de um Liberalismo Econômico.
  Cada um é livre para contribuir com quem e quanto quiser e a interferência mínima do Estado.
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  Sim senhoras e senhores é uma grande mudança de paradigma do que seria “financiamento público de campanha”, mas lembrem-se que estamos em 2014, com a tecnologia que dispomos isso é totalmente possível.

  Como há pessoas muito ricas talvez tenhamos que impor um limite para contribuições, sei lá, o indivíduo não poderia doar mais que 1 milhão por turno. [Só uma sugestão sem nenhuma análise técnica]
  Perceba que se o político quer doações para sua campanha terá que ter boas propostas "viáveis" para fazer ao povo, terá que agradar ao povo e não ficar refém de uma empresa ou grupo econômico.
  Qualquer arrecadação fora da conta disponibilizada pelo TSE será crime eleitoral com duras punições além do cancelamento da candidatura, chega de "receitas não contabilizadas".

  E se o cidadão consegue poucos recursos?
  Vai ter que se virar com o que conseguir é a seleção natural de um bom administrador.
  No passado a grande dificuldade era o cidadão poder divulgar suas ideias, mas hoje a Internet resolveu esse problema de maneira barata.
  Vejam meu caso, eu divulgo a custos bem baixos meus pensamentos a nível nacional, claro que sou um zero à esquerda em termos de popularidade, mas não posso dizer que minha liberdade de expressão esta sendo cerceada ou que minhas propostas não estão sendo divulgadas.

  O que me preocupa é a situação oposta em conseguir poucas doações.
  O cidadão ficar milionário apenas se candidatando.
  Sim isso é possível, aqui em Campinas o segundo colocado na disputa para prefeito obteve 231.420 votos se cada eleitor contribuísse em média com 10 reais seriam arrecadados 2.314.200.
  Supondo que os gastos fossem de 1.314.200 ocorreria uma sobra de campanha de 1 milhão o que fazer com esse dinheiro?

  As sobras de campanha deveriam ter uma destinação prevista em lei como acontece com a arrecadação das loterias.

  Uma parcela pode ir para um fundo partidário o restante para área de saúde. [Só uma sugestão sem nenhum estudo técnico]
   Antes de você ficar resmungando que isso não daria certo lembre-se mais uma vez que temos tecnologia para isso e que igrejas sobrevivem até nababescamente com doações de fiéis.
  A maioria das instituições de caridade sobrevivem com doações.
  Se você acredita na capacidade e boas intenções de um candidato porque não fazer doações para sua campanha?
  Uma cidade, um Estado, um país bem administrado é bom para todos.
  É meio inevitável não falar de religião, se o tempo que você passa esperando tanto de algum deus fosse dedicado mais a escolher bons políticos a vida aqui na Terra seria bem melhor.
  Quando você fica doente é o sistema de saúde que pode te dar algum alivio e não o padre ou pastor.
  Por mais que seu filho leia a Bíblia ou qualquer outro livro sagrado o que vai prepara-lo para uma boa vida profissional é a ESCOLA.
  Uma igreja a mais no seu bairro não vai fazer muita diferença, em muitos casos só barulho, mas um posto policial é bem útil.
  A religião pode ser muito importante para outro mundo...se ele existir.
  Nesse mundo o importante mesmo é a POLÍTICA.
    Essa lógica entra em sua mente?



  “Nos organizamos politicamente para termos bens públicos e não para que o Governo seja nossa mãe, nosso PAIZÃO.
  Até no caso de pai e mãe depois dos 18 anos somos legalmente independentes, não podemos ficar sobre a responsabilidade de nossos pais para sempre a não ser que tenhamos alguma grave debilidade.
  Iluminação, rede de esgoto, hospitais... não surgem como obra do Espirito Santo.

  Se tem asfalto na sua rua é porque alguém direcionou o dinheiro dos impostos para que isso acontecesse, não foram duendes que asfaltaram sua rua enquanto você dormia.”  Clique Aqui



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