quarta-feira, 29 de março de 2017

Luta de Classes

Trabalhador Empresa Privada X Servidor Público

  Atualmente essa é a única “luta de classes” que eu defendo.
  Não para destruir o funcionalismo, mas para iguala-lo aos demais trabalhadores.

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  "Eu de vez em quando falo que as pessoas achincalham muito a política, mas a posição mais honesta é a do político, sabe por quê?
  Por que todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir voto.
  O concursado não.
  Se forma na universidade, faz um concurso e tá com um emprego garantido para o resto da vida".
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  Concordo com Lula em chamar a atenção para a extrema estabilidade no serviço público.

 Cada 4 anos podemos trocar Vereador, Deputado, Prefeito, Governador, Presidente ... mas o mau servidor público é quase “imexível”.

  No entanto sou contra “revoluções” prefiro “evoluções”.

  Revolução é uma mudança radical de “tudo que está aí”.
  Evolução é melhorar o que dá para melhorar.

  Você que é concursado, jogou pelas regras do jogo, não deve perder seus direitos.

  Mas deveria se juntar ao resto da Sociedade e exigir uma mudança de regras para as novas contratações. ​​

  Se queremos que o Brasil melhore não é mais possível a Sociedade bancar tantas regalias para o funcionalismo.

  Quando converso com pessoas sobre os gastos excessivos com funcionalismo público noto algo interessante por parte de muitos.
  Eles querem que os privilégios continuem.

  Não querem o fim de certas regalias porque tem esperança de consegui-las.

  Parei de prestar concursos, não tenho mais paciência para estudar coisas chatíssimas.
  O último que prestei serve de bom exemplo nesse texto.
  Nem lembro direito o título.
  Cargo administrativo para o INSS.

  Era um concurso a nível nacional foram mais de 900 mil inscritos.
  Não lembro a taxa, vamos chutar baixo, 40 reais.
  Foram faturados incríveis 36 Milhões de reais!

  É evidente que as despesas para organizar um concurso desse porte devem ser enormes, mas é difícil acreditar que não gerou um grande lucro.

  Como prestei muitos concursos vou expor alguns fatos.

  Fato 1
  Concursos geram bastante dinheiro para Prefeituras, Estados e União.
  No Banco do Brasil (e outras estatais) você presta concurso para vagas que nem existem é o famoso “cadastro de reserva”.
  Você paga a taxa, estuda pra dedéu, e “se” conseguir uma boa colocação fica na “expectativa” que surja uma vaga em até 2 anos.
  A estatal não te dá nenhuma garantia que surja alguma vaga, garantido mesmo é que ela ficará com seu dinheiro.
  Ela cobrou pela realização do concurso e este foi realizado ... perdeu play boy. 😄

  Fato 2
  Fraudes.
  Nem vou considerar nesse texto esquemas internos, um jogo de cartas marcadas para legalizar a contratação de alguém com “amigos importantes.”

  Existe quadrilhas especializadas em fraudar concursos seja por meios eletrônicos ou obtenção ilegal de gabaritos.
  Pense bem.
  Você paga 50 mil e recebe o gabarito.
  Decora apenas o que de fato vai cair.
  Para um salário de 4500 ... em 1 ano você recupera o “investimento” nada mal para um emprego com estabilidade e algumas ou muitas regalias.

  Mas vamos esquecer as falcatruas, somos brasileiros e essas coisas raramente acontecem, esses esquemas antiéticos são hábitos culturais de suíços e japoneses. 😄

  Fato 3
  Você vai competir sempre com feras.
  Tá, a maioria presta concurso meio de bobo alegre.
  Se prepara mal e fica a espera de um milagre.
  No entanto tem uns 20 ou 30% que estudam pra dedéu.
  Portanto, você que não se reconhece como alguém com ótima capacidade de se dedicar aos estudos praticamente não tem chance de conseguir um cargo nem mediano no Governo.

  Você só serve para dar lucro aos concursos e pagar as regalias de quem passou.

  Não sou contra concursos públicos embora obviamente defenda muito mais fiscalização.

  O que proponho é:

   Funcionários públicos ganharem salários e benefícios de acordo com o Mercado.

  Ser tratado como qualquer outro trabalhador.
  Inclusive ser tirado essa extrema estabilidade.
  Reuniões com a chefia deveriam ser filmadas, a tecnologia evoluiu muito, é fácil guardar esse tipo de arquivo.
  Funcionários “problemas” seriam analisados por uma banca que decidiria através de vídeos e detalhes da repreensão se o funcionário ainda merece estar ligado a empresa.

  Mas por favor, sem “listas negras” ... ups ... “Listas afrodescendentes”. 😄

  Se o cidadão não se adaptou bem a Unicamp pode tentar se adaptar a outra estatal qualquer.

  Com salários equivalentes a iniciativa privada e tratamento idem... ser funcionário público não atrairia tanto interesse.
  Trabalhar para o Estado ou para uma empresa privada não faria muita diferença o importante seria estar empregado.

  A luta por bons salários e condições de trabalho ... continua companheiros.

  A empresa privada ou estatal que quer ter um eficiente quadro de funcionários tem que trata-los da melhor maneira “possível”.

  Não se esqueça que em um país Democrático, com Capitalismo de boa qualidade qualquer um pode abrir uma empresa ou formar uma cooperativa.

  Essa luta da “Classe operaria” contra a “Classe empresarial” é bem estranha para mim, uma vez que muitos operários sonham em ter um negócio próprio.
  Você quer se transformar em algo que odeia!?

  “Decifre-se” ou vá a ... ups!  😄




  Quer ser funcionário público da “Justiça” do Trabalho?
  Difícil hein!
  Por enquanto só pague a conta ... de tanta “eficiência”.

  NÃO VAMOS TRANSFORMAR NOSSO JUDICIÁRIO EM POÇO DE SABEDORIA E HONESTIDADE PORQUE ELE NÃO É:

  “Aconteceu numa sessão qualquer de uma dessas comissões da Câmara dos Deputados em que pouca gente fala, pouca gente escuta e quase ninguém presta atenção, mas nas quais, de vez em quando, é possível ficar sabendo das coisas mais prodigiosas.

  No caso, o deputado Nelson Marchezan Júnior, do Rio Grande do Sul, tomou a palavra a certa altura dos procedimentos e revelou o seguinte:

  A Justiça do Trabalho deu aos trabalhadores brasileiros que recorreram a ela no ano passado um total de R$ 8 bilhões em benefícios.
  No decorrer desse mesmo ano, gastou R$ 17 bilhões COM SUAS PRÓPRIAS DESPESAS DE FUNCIONAMENTO.

  É isso mesmo que está escrito aí.
  A Justiça do Trabalho brasileira custa em um ano, entre salários, custeio e outros gastos, o dobro do que concede em ganhos de causa à classe trabalhadora deste país.
   Pela aritmética elementar, calculou então o deputado, o melhor seria a Justiça do Trabalho não existir mais, pura e simplesmente.
  Se o poder público tirasse a cada ano R$ 8 bilhões do Orçamento e entregasse essa soma diretamente aos trabalhadores que apresentam queixas na Justiça trabalhista, todos eles ficariam tão satisfeitos quanto estão hoje, as empresas reduziriam a zero os seus custos nesse item e o Erário gastaria metade do que está gastando no momento.
  Que tal?

  Não existe nada de parecido em país algum deste mundo, ou de qualquer outro mundo.
  Como seria possível, numa sociedade racional, consumir duas unidades para produzir uma — e achar que está tudo bem?

  Você pode querer que nenhuma mudança seja feita nisso aí.
  Também pode achar que esse sistema, tal como está, é uma conquista social.  

  SÓ NÃO PODE QUERER QUE UM NEGÓCIO DESSES FUNCIONE.”





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