segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Oscar Negro

  O silêncio que aceita o mérito como a coisa mais natural do mundo constitui o mais retumbante aplauso.”
[Ralph Waldo Emerson]
 
  Todos queremos ser vencedores em tudo, perder é extremamente irritante.
  É difícil sorrir diante de uma derrota, mas se ela foi justa, tenha ao menos a civilidade do silêncio. [William Robson]

  A Motown Records é uma gravadora americana de discos fundada em 12 de janeiro de 1959 por Berry Gordy Jr. na cidade de Detroit.
  Nos anos 60 foi a mais bem sucedida na criação daquilo que se tornou conhecido como O Som da Motown, um estilo de "soul" bem característico com o uso de instrumentos como pandeiros, baterias e instrumentos do "rhythm and blues" além de um estilo de 'canto-e-resposta' (com a repetição, por parte do coral, de frases inteiras ou palavras de alguns versos) originário da música gospel.

  O "som da Motown" também é marcado pelo uso de orquestração e instrumentos de sopro, por harmonias bem arranjadas e outros refinamentos de produção da música pop, é considerado precursor da era Disco dos anos 70.
  Apesar de terem existido músicos negros norte-americanos de grande sucesso antes dos anos 60, incluindo Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, e Chuck Berry, a Motown foi a mais importante lançadora de artistas negros.
  Foi também a primeira a lançar músicas que deixavam de lado o puro e simples lirismo e mergulhavam também em temas sócio-políticos.

  Foi criadora dos chamados 'girl groups', como Martha & the Vandellas e The Supremes.
  Seus artistas eram vestidos, penteados e coreografados de modo impecável, para exibições ao vivo nas tevês e shows.
  Funcionavam como "embaixadores" para outros artistas negros norte-americanos em busca de sucesso.
  De 1961 a 1971 a Motown conseguiu emplacar nada menos que 110 músicas no "Top 10" norte-americano. [Wikipédia]
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    É um prazer divulgar essa história de negros americanos que fizeram acontecer o sucesso.
 
  No Oscar desse ano ocorreu um enorme desprazer em ver a nova geração de negros chorões.

  Pessoas que querem ser indicadas ao Oscar por uma cota de etnia.

  Eu gosto muito de cinema, mas não da safra de filmes atuais.
  É muita história em quadrinhos e efeitos especiais sem conteúdo.
  Dos indicados ao Oscar ainda não assisti nenhum.

  Em 2015 o único filme que fui assistir no cinema foi Star Wars, foi mais uma desculpa para sair com a família, não esperava grande coisa é realmente não foi.

  Sem capacidade de análise perguntei a várias pessoas indignadas, qual negro elas indicariam ao Oscar por seu trabalho em 2015?
  Até agora só um comentarista no Face indicou um artista: The hateful eight - Samuel L. Jackson
  Nesse caso o injustiçado foi o “branco” Quentin Tarantino.
  Se o filme agradasse a crítica, de certo os atores ficariam em destaque e Samuel teria mais chances de ser indicado.
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   Antes de prosseguir é importante eu ressaltar que falarei em “mérito” nesse texto, mas entendam como simbólico, só para efeitos didáticos, é uma tentativa de ser melhor compreendido.

  Cinema é arte e avaliação de arte é sempre subjetiva, depende do gosto.

  No futebol quem marca mais gols é o vencedor, em um desfile de escola de samba depende muito do gosto dos jurados.
  Nós conseguimos perceber quando uma Escola de Samba desfila mal, mas entre as 5 melhores a avaliação fica muito subjetiva.
  Eu por exemplo achei a atuação de Tom Hanks espetacular em Naufrago, eu com certeza lhe daria o Oscar com louvores, no entanto ela não ganhou.
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   O que eu deduzo dos comentários na Internet é que atores negros devem ser indicados ao Oscar independente do mérito, é uma cortesia obrigatória, um sistema de cotas no cinema.
  Não preciso nem dizer o quanto acho isso ridículo.
  Se eu fosse ator e recebesse o Oscar apenas como cortesia pela minha cor de pele eu nem apareceria na premiação.
  Se fosse pelo conjunto da obra, ou por alguma homenagem ... tudo bem, mas por caridade ou obrigação “politicamente correta”, NÃO!

  Mas vamos ao tipo de comentários que me provocou a escrever esse texto, eu reduzi em uma frase:

  “Há um grande preconceito, não dão bons papéis aos atores negros.”

  Vimos no começo desse texto que um negro achou que a música feita por negros não estava sendo bem divulgada no mercado e o que ele fez?
  Exigiu leis protecionistas?
  Organizou passeatas?
  Liderou um movimento pedindo justiça?
  Quis cobrar dividas históricas?

  Nada disso, ele reuniu negros talentosos, iniciou a própria gravadora e partiu para disputar o mercado.
  Com Berry Gordy muitos negros fizeram fama, fortuna e o mundo ganhou músicas inesquecíveis, de excelente qualidade.

  Nos Estados unidos não faltam negros milionários em todas as áreas.

  Há diretores de cinema, profissionais da mídia, jornalistas, apresentadores, atores famosos.
  Will Smith, Denzel Washington,  Halle Berry, Oprah Winfrey, Spike Lee ...
  Vamos analisar só Will Smith. (O mais revoltado e chorão)
  Ele deve receber muitas propostas de roteiro, será que todos são propositadamente horríveis!?
  Mas vamos supor que sejam.
  Will é muito rico, pode garimpar roteiros, pode até produzir filmes.
  Quero dizer que se os atuais negros americanos se acham injustiçados porque não produzem os próprios filmes!?
  Os negros ricos querem guardar o próprio dinheiro, não querem correr nenhum risco?
  Eles defendem que os brancos tem a obrigação “moral” de se arriscar para promover os negros?
  Gente, gente, gente ... Será que só eu observo o ridículo da coisa?
  De repente o Spielberg não pode fazer os filmes que quer fazer, ele tem que se engajar na “causa negra” e produzir pelo menos um filme por ano com negros nos papéis principais.
  Se o filme for sucesso tudo bem, se der prejuízo, se for mal recebido pelo publico ... azar do Spielberg.

  Eu defendo que negros devem se inspirar em pessoas como o fundador da Motow, ser empreendedores.
  Se fizerem isso há possibilidade de ganharem muito dinheiro e o mundo ótimos filmes e novos atores.

  Se a maioria dos negros (e outras ditas minorias) persistirem nesse chororô o futuro ficará preocupante.
  Acredito que mais cedo ou mais tarde as outras etnias vão cansar do sentimento de culpa e o racismo/preconceito será muito intensificado.
  Pense bem, você é um ator branco faz um excelente teste mas é deixado de lado em nome de uma cota para negros.
  Você estuda feito um alucinado, vai bem na prova, mas perde a vaga por não ser negro.
  Aqui no Brasil tem cota para negros até no serviço público, você presta um concurso, vai muito bem, mas não consegue o cargo porque é branco.
  Claro que isso vai alimentar movimentos de conflito racial.

  Entendam que perder uma vaga por mérito a grande maioria de nós aceita bem, eu aceito.
  Lembrei agora que meu irmão Wanderson era muito melhor no jogo de botão do que eu.
  Ele é dois anos mais novo, mas eu não conseguia ganhar dele, claro que era uma situação irritante.
  Você dá o seu melhor e não é suficiente para superar o seu concorrente.
  Mas meu irmão ganhava no talento, ele claramente era mais habilidoso do que eu, se houvesse um campeonato de jogos de botão seria justo que ele fosse escolhido para representar nossa família.
  Eu não sou muito habilidoso em nada, a pessoa para ser melhor que eu em alguma coisa não precisa de muito esforço, obrigado a conviver com isso tive que me adaptar.
  Dou o meu melhor, se não é o suficiente ... paciência, fico na minha.
  A única habilidade que reconheço em mim é uma incrível capacidade filosófica, mas não é uma habilidade objetiva, fica mais no campo da arte.
  Para tornar minha habilidade menos subjetiva eu desenvolvi a Filosofia Matemática.
  Eu apresento um argumento, se você consegue derruba-lo eu “perco”, se ele permanece de pé/coerente depois de ser duramente atacado eu “ganho”.

  Meu argumento nesse texto é o seguinte:

  A vida é um jogo, nos acostumamos com isso desde pequenos.
  Se seu time faz 3 gols e o meu 2 eu perdi o jogo, vou me preparar para próxima partida.
  Agora, só porque meu time tem negros ganho dois gols de brinde.
  O placar muda para 4 a 3 e eu ganho o jogo não por mérito, mas porque alguém arbitrariamente quis assim, por causa de algo que aconteceu em um passado cada vez mais distante.

  Lembremos que a nova geração dispõe de Internet e muita informação.

  Quando essa geração olhar mais atentamente para África perceberá que os principais algozes dos africanos são os próprios africanos.
  Essa história que a África era próspera e pacífica e foi invadida pelo demoníaco homem europeu vai ficar cada vez mais insustentável.

  Já passou da hora de negros construírem uma história melhor sem ficar esperando tudo dos brancos.

  Esse é um roteiro de paz harmonia e prosperidade que todos podemos escrever juntos.
  Deixemos as guerras e perseguições para os filmes estrelados por ótimos atores e atrizes que ganhem o reconhecimento por mérito/talento e não por caridade, culpa ou em nome de algo politicamente correto.

  Will Smith critica falta de diversidade do Oscar e diz que não vai à cerimônia. [Globo]



  O argumento de Will Smith é priorizar a “diversidade”.
  Quem pode dizer que não há diversidade no Cinema?
  O Oscar é uma competição.
  Pensem na Copa do mundo.
  Quem pode argumentar que no futebol não há diversidade?
  A Copa é uma competição, não lembro de nenhum país asiático ter ganho a Copa, gosto do Japão, se eles ganhassem uma Copa eu ficaria muito alegre.
  Mas acredito que “entregar” os jogos para os japoneses em nome de uma diversidade não é bem o objetivo de uma competição.

  Os alemães ganharam a Copa no Brasil, foi uma Copa racista!?

  2016 está aí, ao invés de ficarem chorando, os ricaços negros deveriam escolher bons roteiros, revelar bons artistas negros e nos presentear com ótimos filmes.

  É hora de separar os “homens dos meninos chorões.”



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