terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Senso Crítico

  “O governo não quer uma população capaz de fazer pensamentos crítico.”

  É surpreendente o quanto as pessoas esperam do Governo!

  Esperam tanto do Governo quanto esperam de Deus a diferença é que de Deus não cobram nada, tudo está bom e se não está bom é para nosso bem, Deus está “provando a nossa Fé.”

  No Governo tudo é perverso, tudo é para nos ferrar!

  

  Um dos principais objetivos desse Blog é questionar o radicalismo/fanatismo.

  *Se eu questiono o Deus Bíblicos é para fazer um contraponto sobre o fanatismo religioso.

  *Se eu demonstro como o ateísmo se mostrou ineficiente é para combater o fanatismo de que as religiões são um grande mal para a humanidade.
   Ateus nunca fizeram bons Governos.

  *Se eu defendo o Governo [independente de quem esteja nele] é para fazer um contraponto quanto ao fanatismo de sua "demonização".

  Veja o que o intelectual George Carlin teoriza:

   “É função do Governo desenvolver o senso crítico das pessoas.”

  Vamos primeiro tentar conceituar o que é senso crítico.
  Em sua forma mais curta e objetiva é a capacidade de criticar.
  Não sei quanto a vocês, mas eu nunca conheci alguém que não criticasse nada nem ninguém.
  Logo, senso crítico, capacidade de crítica, TODOS TEMOS.

  Aqui entramos na chave desse texto, preste atenção: 

  Para muitos "intelectuais" senso crítico é quando suas críticas coincidem com a deles.

  Eu apresento aqui no Blog muitas opiniões, se escrevo algo que o sujeito gosta eu tenho senso crítico se ele não gosta me taxa de alienado, louco, imbecil... "sem noção".
  Vamos ao motivo desse texto, o que me provocou a escreve-lo.

  Como o Estado pode desenvolver o senso crítico dos cidadãos?

  Olha, eu não faço a mínima idéia!
  Eu sei como o Estado pode dificultar e muito o senso crítico, basta olhar para países comunistas e ver como eles controlam o acesso à informação.
  Em países Comunistas a TV é do Estado, os jornais são do Estado e qualquer crítica ao poderoso Governante pode ser punida com prisão e morte.
  Os livros de histórias são modificados ao gosto do “democrata” de plantão, democracia na visão deles é sempre concordar com o Governo, só o Partidão sabe o que é bom para você...simplesmente aceite sua incapacidade de cuidar da própria vida!

  No Brasil reconheço que temos uma certa “doutrinação marxista”, mas não identifico isso como “política de governo”.
  Certos comportamentos culturais acontecem e é difícil identificar exatamente o motivo.
  Por que brasileiros passaram a admirar Cuba/Fidel/Guevara?
  Por que começamos acreditar que a URSS era o futuro e o USA a perdição?

  O fato é que as pessoas que elegeram o Capitalismo como grande inimigo passaram a ditar os rumos da nossa educação escolar, isso se intensificou no regime militar.
  Os militares foram estatizantes e seus opositores eram mais estatizantes ainda!

  Por outro lado ... gostamos de televisão e Cinema.
  Na década de 70 os aparelhos de TV ficaram populares no Brasil.
  Nosso regime militar não se opunha a produções de outros países e nesse quesito os americanos foram imbatíveis em seu custo benefício.
  Artistas brasileiros criticavam a “permissividade” do Governo com o que eles chamavam de “enlatados”.
  Antigamente os filmes eram feitos em rolos de fitas magnéticas e essas vinham em “latas”.
  Séries e filmes estrangeiros eram os “enlatados” que recebíamos prontos em “detrimento” dos artistas nacionais.
  [Vixe, estou perdendo o foco ...]
  Entenda que embora tivéssemos desenvolvido uma cultura “pró Cuba” nossa janela para o mundo tinha vista basicamente para os Estados Unidos.

  Quem nasceu depois de 1960 de certo assistiu muita TV.      
  Puxe por sua memória os filmes e séries que te marcaram e dificilmente encontrará um que não seja americano.
  Meu nome vem de uma série americana, “Perdidos no Espaço”.
  Meu pai gostava do garotinho “Will Robson” e aqui tô eu

  Tanto quanto todos os livros que li, filmes como Jornada nas Estrelas, Star Wars, Exterminador do Futuro e Matrix e Watchman influenciaram muito minha maneira de pensar a vida.
  Matrix e Watchman por serem mais recentes foi mais como olhar no espelho minha filosofia.


  Em resumo:
  O Brasil não ter caminhado para uma esquerda mais radical, se transformado em uma grande Cuba, devemos primeiro aos militares que apesar dos pesares mantiveram um esquerdismo moderado, tão moderado que não proibiram os “enlatados” americanos.

  Nossos intelectuais sonhavam Cuba.
  Mas a TV nos mostrava o “modo americano de vida”.

  O Brasil virou esse “capitalismo mambembe”.
  Vamos alimentando (votando) nosso sonho Socialista até que o Estado emperre.
  Quando isso acontece aplicamos um pouco de liberalismo econômico”, assim que as coisas melhoram um pouco voltamos aos ideais socialistas ... e assim vamos ficando eternamente deitados em berço esplêndido ... pobres em uma território riquíssimo.

  Depois dessa viagem não programada...
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  Para muitos "intelectuais" senso crítico é quando suas críticas coincidem com a deles.

  Como o Estado pode desenvolver o senso crítico dos cidadãos?

  Não acredito que isso seja uma função do Estado.

  Na escola você será alfabetizado, o professor vai lhe recomendar livros, mas você tem que se interessar em ler.

  Observo que as crianças nos primeiros anos gostam de imitar os pais.
  Se a criança vê seus pais lendo lhe desperta o interesse, se os pais oferecem leituras agradáveis “A ELAS” o interesse pela leitura tem grande chance de acontecer.
  Que importa que sua filha goste de ler o gibi da Mônica?
  Ler é ler, porque sapecar na menina um Guimarães Rosa?
  Quando ela estiver lendo bem pode encontrar um livro de Clarice Lispector e se identificar muito com essa escritora ou Paulo Coelho...porque não?

  Por qual tipo de leitura seus filhos irão se interessar é algo muito particular o importante/básico é que aprendam ler e interpretar textos.

  Na escola caíam em prova livros muito chatos e olhe que desde cedo eu já lia livros bastante complexos, mas gosto é gosto “não escolhemos o que sentir.”

  Aqui em casa minhas filhas me viram lendo muito, eu e minha esposa nunca impomos um livro a elas, as meninas escolhiam o que queriam ler.
  A Ellen pediu “O Diário de um Banana” e fiquei surpreso com a velocidade que devorou o livro.
  Será que se minha esposa não comprasse o tal livro e a obrigasse ler Monteiro Lobato o PRAZER de minha filha seria o mesmo?
  [Nada contra Monteiro só quis citar um nome conhecido]

  


  Minha outra filha Aléxia também escolheu seus livros e tem boa capacidade de leitura e interpretação de textos, definitivamente não é uma analfabeta funcional.

  Como já estão cansados de saber não acredito/observo que as crianças nascem folha em branco, logo, há crianças que se interessam por leitura independente de seus pais não se interessarem, enquanto outras mesmo tendo ótimo exemplo em casa, simplesmente não gostam de ler...não escolhemos o que sentir.

  No MEU caso o senso crítico [digamos] mais abrangente veio do meu interesse em adquirir conhecimento e debater muito.

  Como você fica um bom lutador?
  Estudando e exercitando muito as técnicas da luta que escolheu, mas se não lutar contra alguém não tem como ficar bom.

  Para ser um bom Filosofo [pensador eficiente] podemos fundamentar em 4 coisas ... são sugestões não regra de conduta:

  Dom de nascença: interesse natural em conhecer, questionar e elaborar teorias.

  Família: Pai ou mãe com boa capacidade de pensamento e que compartilhe isso com a criança sendo um exemplo a ser copiado.

  Escola: Boa alfabetização, transmissão de conhecimentos básicos geografia, matemática, ciências, história, português.

  Professores: Podem ser uma boa referência para seus alunos quando gostam da sua profissão, tem prazer em ensinar a matéria que lecionam.

  Eu não sou professor, mas gosto de Filosofia, compartilho com muito prazer meus conhecimentos com as pessoas, ganhando ou não ganhando bem não consigo me enxergar falando de Filosofia com alguém sem ser com muita PAIXÃO.
  Por vezes sinto calafrios, minha pele fica toda arrepiada é como se por alguns instantes a “alma” tentasse se separar do corpo que de alguma forma limita meu entendimento...

   Mas claro, como Capitalista eu prefiro ser um professor muito bem remunerado.
  Se eu fosse um escritor de sucesso e ganhasse muito dinheiro para filosofar ... eu iria gostar

  No próximo texto vou me aprofundar mais sobre o tema cultura e educação.

  Por hora analise essa manchete:




1 - Você sabe ler o que está escrito?
2 - Procura entender o contexto?
3 - É uma boa piada?
4 - É um sensacionalismo de mal gosto?

  Se você disse sim nas duas primeiras perguntas, não importa o que respondeu nas duas últimas, você tem senso crítico.

  Eu acho uma boa piada, ri quando li, você não concorda comigo?
  Tudo bem, ainda defendo que você TEM senso crítico ... apenas NÃO concorda comigo.


“Para muitos intelectuais senso crítico é quando suas críticas coincidem com a deles.”

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  EMBORA TIVÉSSEMOS DESENVOLVIDO UMA CULTURA “PRÓ CUBA” NOSSA JANELA PARA O MUNDO TINHA VISTA BASICAMENTE PARA OS ESTADOS UNIDOS.

  Quem nasceu depois de 1960 de certo assistiu muita TV.     
  Puxe por sua memória os filmes e séries que te marcaram e dificilmente encontrará um que não seja americano.
  Meu nome vem de uma série americana, “Perdidos no Espaço”.
  Meu pai gostava do garotinho “Will Robson” e aqui tô eu

  Tanto quanto todos os livros que li, filmes como Jornada nas Estrelas, Star Wars, Exterminador do Futuro e Matrix e Watchman influenciaram muito minha maneira de pensar a vida.
  Matrix e Watchman por serem mais recentes foi mais como olhar no espelho minha filosofia.


  Em resumo:
  O Brasil não ter caminhado para uma esquerda mais radical, se transformado em uma grande Cuba, devemos primeiro aos militares que apesar dos pesares mantiveram um esquerdismo moderado, tão moderado que não proibiram os “enlatados” americanos.

  Nossos intelectuais sonhavam Cuba.
  Mas a TV nos mostrava o “modo americano de vida”.

  O Brasil virou esse “capitalismo mambembe”.
  Vamos alimentando (votando) nosso sonho Socialista até que o Estado emperre.
  Quando isso acontece aplicamos um pouco de “liberalismo econômico”, assim que as coisas melhoram um pouco voltamos aos ideais socialistas ... e assim vamos ficando eternamente deitados em berço esplêndido ... pobres em uma território riquíssimo.


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