sábado, 15 de julho de 2017

Moral da História

  “Se ficarmos debatendo eternamente, as gerações passam e continuaremos subdesenvolvidos, deitados eternamente em berço esplêndido.”
[William Robson]





  Na adolescência me encantei com um livro que emprestei da biblioteca municipal o nome era Contos da Carochinha.
  Eram narrativas que me absorviam e no final tinha uma moral da história.
  Vou resumir uma do jeito que lembro.

  Estavam conversando na beira do lago o peixe, coelho e corvo.
  Cada um exaltava sua principal habilidade. ​​
  O peixe falava de como nadava bem, o coelho de como corria e o corvo de como voava.
  Um pato estava por ali e botou a maior banca.

  “Eu corro, nado e voo.”

  Nesse momento eles percebem que um urso faminto avança velozmente.
  O peixe afunda no lago, o coelho corre, o corvo voa.
  O pato demora a decidir o que fazer; é melhor nadar, voar ou correr?
  O pato morreu, o urso o pegou.

  Moral da história:

  É melhor ficar muito bom em uma coisa que mediano em várias.

  A vida não é exata, nada garante o sucesso ou “fracasso”.
  No caso do colega pato ele é mais eficiente voando, deveria ter feito isso.
  Aplicando essa “lição de moral” na vida real podemos pensar em profissão.
 Se ficar muito bom em uma profissão pode se destacar nela, ganhar bem, comandar.
 Se ficar mediano em várias vai ganhar mediano e será comandado por alguém que se destaque.

 A provocação vem agora:

  Em um Blog de Filosofia estou apontando como falha alguém pensar antes de agir!?
 (Foi o que o pato fez.)
 
“Os vícios são o enlouquecimento das virtudes.”

  Pensar/meditar sem dúvida é uma virtude, mas em excesso vira um vício danoso.
  Existem situações de grande risco que a melhor resposta é o instinto ... mas esse texto é para falar do “urso” indecisão.

  Esse conto da carochinha me voltou a mente durante os debates da reforma trabalhista em nosso Congresso Nacional.
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  Sempre que surge um tema importante no Congresso tem a turma que nunca está satisfeita com quanto o projeto já foi discutido.

  O projeto de lei está no Congresso há anos, passou por várias comissões e nunca é o bastante.
  O caso da reforma trabalhista deve nos servir de exemplo para reforma da previdência e outras.

  Muitos parlamentares sempre querem mais debate.
  O tempo vai passando e nada é aprovado, concordam que precisa de mudança, mas por excesso de zelo não mudam nada.

  Eu admiro o indivíduo que tem um posicionamento e durante o debate muda de opinião diante de um argumento melhor.

  Admiro igualmente o que tem uma boa opinião/sugestão e defende bem seus argumentos.

  O indivíduo desagradável é aquele que não se posiciona, fica em uma eterna dúvida sempre querendo mais debate, mais estudos, mais análises ...

  Concordamos que nosso IDH é baixo, que com a riqueza que temos vivemos muito aquém de nossas possibilidades, concordamos que há muito o que melhorar então ... VAMOS ÀS REFORMAS!
  Se posicione nesse sentido.
  Lembremos que em “termos de legislação” nada é definitivo.
  As leis servem por um tempo, por uma situação, se a situação muda ... mudamos a lei.

  Para não virar zona, uma permanente insegurança jurídica, temos que pensar bastante em cada projeto de lei, mas não indefinidamente.
 
  Um exemplo prático.

  Quais as consequências do projeto de terceirização do jeito que está atualmente?

  Na teoria esperamos uma melhora acentuada da empregabilidade.
  Se reduzirmos em 50% nossa alta taxa de informalidade será um grande feito.
  Por outro lado temos que acompanhar se não haverá uma grande precarização do trabalho.

  Quero dizer que se houver necessidade de aperfeiçoamento na lei pode ser feito.
  Há pessoas (empresário ou funcionário) que sempre estão procurando brechas para burlar a lei e ter alguma vantagem, combater isso é uma luta constante.

  Pagamos bem aos Congressistas para isso mesmo, adequar às leis as nossas necessidades e possibilidades.

  “Direito” não é uma palavra mágica que faz dinheiro surgir do nada.

  Você quer dar o DIREITO de pessoas com mais de 60 anos NÃO pagar Imposto de Renda?
  Você entende que quem paga IR é porque tem uma boa renda?

  Esse projeto beneficia funcionários públicos estatutários que se aposentam com salário integral, mais um belo benefício para eles.
  Beneficia também aquele profissional bem sucedido que se deu bem financeiramente na vida.
  Nada contra essas pessoas, todos somos povo, se conquistaram uma boa posição na vida parabéns a elas!

  O fato é que iremos isentar do pagamento de impostos pessoas que continuarão a usar toda infraestrutura do Estado, podem pagar impostos, mas simplesmente porque completaram 60 anos concedemos esse “direito”.

 Depois dos 60 a vida continua, o pagamento de impostos também.

  Isenção só para quem tem BAIXA RENDA.

  (Não importa idade, sexo, cor, preferência sexual, se é servidor público ou funcionário da iniciativa privada)


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  Para não virar zona, uma permanente “insegurança jurídica”, temos que pensar bastante em cada projeto de lei mas NÃO indefinidamente.

  Quando engenheiros pensam em um novo carro, mesmo usando os mais sofisticados programas de computadores, é preciso fazer um protótipo físico, não dá para apostar tudo no virtual.
  Mesmo depois de tudo testado e aprovado sempre temos notícias de Recall/defeitos de fabricação/falhas no projeto.
  Os carros modernos tem avanços espetaculares alguns nem precisam de motoristas.
  Já pensou se os engenheiros ficassem debatendo eternamente sem fazer protótipos, sem colocar o modelo no mercado?

  Com nossas necessárias reformas o processo é semelhante.
  Debatemos bastante, NÃO para sempre.
  Chegamos a um bom termo aplicamos a lei, depois tem os Recalls.

  A grande vantagem do nosso tempo é a INTERNET.
  As redes sociais sem dúvida são nosso melhor instrumento de debates.
  Quem não se inteirou das principais propostas da reforma trabalhista é porque não quer ... e tem esse direito.

  O Brasil precisa de reformas, vamos faze-las, olhar o que está dando certo em outros países.
  Nunca iremos conseguir sistemas perfeitos.

  Se ficarmos debatendo eternamente, as gerações passam e continuaremos subdesenvolvidos, deitados eternamente em berço esplêndido.

(Desperdício de um território tão maravilhoso 😩)

  



  Podemos ser uma Austrália Latina, precisamos caminhar para Direita.

  A Austrália 😆 é o 5º país com maior Liberalismo Econômico o Brasil é o 118


Austrália caminha para novo recorde de 25 anos sem recessão.

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