Postagem: Quando te disserem que o brasileiro é "vagabundo", mostre estes números.
Média de horas trabalhadas por semana:
39h Brasil
37h Japão
34h Estados Unidos
32h França
30h Holanda
O problema nunca foi o trabalhador.
Foi um modelo que desindustrializou o país
e concentrou a riqueza nas mãos de poucos.
A eficiência não mora no cansaço.
É sintomático que o Brasil ostente uma jornada de trabalho média superior à de potências industriais e tecnológicas, como Japão e Holanda, enquanto insistem em rotular o brasileiro de “preguiçoso”.
Essa disparidade brutal, mais que uma questão de tempo, revela o custo humano de um modelo econômico primário-exportador.
Enquanto esses países desenvolvidos usam a tecnologia e a complexidade industrial para produzir mais valor em menos tempo, o que permite jornadas mais curtas e melhores salários, o Brasil, vítima de uma desindustrialização programada que prioriza o agronegócio e a extração mineral, submete sua força de trabalho a uma exploração intensiva de baixa qualificação e baixíssimo valor agregado, onde a única forma de aumentar a “produtividade” é arrancar mais horas de suor do povo.
Nós defendemos a redução imediata da jornada sem corte salarial, combinada a um projeto soberano de reindustrialização do país que supere a dependência econômica e garanta vida digna, tempo livre e desenvolvimento social para quem trabalha e produz.
William >> Horas trabalhadas e produtividade NÃO são a mesma coisa.
Trabalhar mais horas apenas aumenta o tempo de serviço; produtividade mede quanto valor ou riqueza é gerado por hora trabalhada.
Um país pode ter jornadas longas e baixa produtividade, assim como outro pode trabalhar menos e produzir muito mais graças à tecnologia, educação, gestão eficiente, infraestrutura e maior investimento em capital.
Comparar apenas a carga horária entre países é insuficiente para explicar desempenho econômico ou qualidade de vida.
Se horas fossem sinônimo de produtividade, os países com as maiores jornadas seriam os mais ricos, o que os dados internacionais não confirmam.
"Enquanto esses países desenvolvidos
usam a tecnologia e a complexidade industrial
para produzir mais valor em menos tempo, o que permite jornadas mais curtas e melhores salários,
o Brasil, vítima de uma desindustrialização".
William >> Principalmente a partir da década de 1960, influenciados por pensadores como Paulo Freire, fomos desenvolvendo ojeriza de empresários, os tratando como exploradores.
Nossa cultura mais a esquerda foi buscando estatizar o máximo possível, o regime militar criou centenas de estatais.
Passado o Regime Militar veio a Constituição de 1988 penalizando cada vez mais quem produz no Brasil.
Nossa carga tributária que era cerca de 24% já chega a 32% e nenhum dinheiro é suficiente, o Estado sempre quer mais e sempre gasta mais do que arrecada se endividando com os bancos que naturalmente cobram juros.
Com ojeriza ao "Capitalismo" mantemos um péssimo ambiente de negócios.
Muitas empresas estão indo para o Paraguai.
O Brasil precisa urgente de MENOS ESTADO, mais liberdade econômica.
Sou centro direita, não defendo "Estado Mínimo", defendo o "Estado Suficiente" para ter poder para impor regras sem sufocar a economia, sem gastar mais do que arrecada.
Como se não bastasse a irresponsabilidade fiscal, nosso povo é extremamente tolerante com a corrupção...
O Brasil pode melhorar usando a RAZÃO, se insistirmos em "poesia socialista" ... é ficar deitado eternamente em território esplêndido.
Entenda que todos os benefícios sociais que temos foram fruto natural de negociações entre empregadores e empregados e só foram possíveis com o esplendoroso aumento de PRODUTIVIDADE trazido pelo Capitalismo.
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Resumo:
1. Horas trabalhadas não garantem produtividade: Carga horária longa indica apenas mais tempo em serviço, enquanto a produtividade mede a riqueza gerada por hora. Países mais ricos produzem mais em menos tempo devido a investimentos em tecnologia, infraestrutura, gestão e educação.
2. Impacto da cultura e viés estatizante: A aversão cultural à figura do empresário (tratado historicamente como explorador) e a tendência à estatização — desde os anos 1960 e reforçada durante o Regime Militar — prejudicaram o ambiente produtivo e a visão sobre o capitalismo.
3. Peso do Estado e carga tributária: O crescimento da carga tributária (de ~24% para ~32%) e a irresponsabilidade fiscal de um Estado que gasta mais do que arrecada sufocam quem produz e geram endividamento constante.
4. Fuga de capital e investimentos: O ambiente de negócios desfavorável impele empresas a investirem ou se mudarem para locais mais competitivos e com maior liberdade econômica, como os Estados Unidos e o Paraguai (a exemplo da Gerdau).
5. Defesa do "Estado Suficiente": A solução para o país não é o "Estado Mínimo", mas sim um "Estado Suficiente": uma estrutura com poder para impor regras e garantir equilíbrio fiscal, sem sufocar a economia nem tolerar a corrupção.
6. O papel do Capitalismo na geração de bem-estar: Conquistas e benefícios sociais são resultados do aumento de produtividade gerado pelo desenvolvimento capitalista e por negociações diretas entre empregadores e empregados, e não de promessas estatistas.
7. A comparação Brasil vs. Canadá: Embora ambos tenham PIBs globais equivalentes, a população brasileira é cerca de cinco vezes maior e o país ocupa a 134ª posição em liberdade econômica (contra a 14ª do Canadá). Isso exemplifica como a baixa eficiência e a falta de liberdade econômica tornam longas jornadas de trabalho insuficientes para gerar prosperidade real.
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