Esse pessoal é muito dramático.
Trabalhar faz parte da vida.
Encontrei muita gente legal, conheci minha esposa no trabalho.
Quanto a pizza ... tem o trabalho de muita gente envolvido.
A farinha não surge do nada, nem o gás ou eletricidade do forno, cada ingrediente tem toda uma cadeia de produção.
O trabalho do pizzaiolo (e os gastos da pizzaria) é a última etapa de um longo processo.
Por eu ficar muito em casa, conhecidos falam que eu "não vivo".
Quem vive é meu irmão (só um exemplo) que viaja para belos lugares.
Primeiro, a situação financeira do meu irmão é bem melhor que a minha, se eu me meter a ter os mesmos gastos que ele ficarei terrivelmente endividado.
Ficar em divida com Bancos ou pessoas não é o tipo de vida que quero ter.
Segundo, mesmo que minha situação financeira fosse muito melhor que a do meu irmão ... EU NÃO GOSTO DE VIAJAR.
Não tenho a mínima vontade de conhecer novas pessoas, as que eu conheço já são mais do que suficientes.
Meu ponto é que a noção do que é "viver", difere muito de pessoa para pessoa.
Minha vida no trabalho sempre foi intensa.
Boa parte das pessoas que me adicionaram no Face são colegas de trabalho.
O ambiente de trabalho depende muito da gente e de quem busca nossos serviços, mas as pessoas preferem "demonizar a empresa".
Exemplo:
A companheira é pobre lascada, esta desempregada há meses.
Consegue vaga de balconista na padaria.
Você já sabe tudo que envolve esse tipo de serviço, sabe o horário e o salário.
Se preferir continuar desempregada, continue.
Se aceitou o trampo, faça sua parte com profissionalismo, o cliente ficará satisfeito.
Você CLIENTE, facilite o trabalho da balconista o máximo possível, ela ficará satisfeita.
Observem que muitos dos perrengues do dia a dia somos nós mesmos que provocamos.
Consegue entender a obviedade de que enquanto estiver vivo estará vivendo não importa o que esteja fazendo?
Pode estar até dormindo.
Uma vida mais CIVILIZADA depende de cada um de nós.
Essa lógica entra em sua mente?
A CIVILIDADE não se limita a:
"Seu direito termina onde começa o dos outros".
Ela vai além:
"O que eu posso fazer para melhorar ou pelo menos
NÃO ATRAPALHAR a vida das pessoas a minha volta?"
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Resumo:
1. O trabalho como parte indissociável da
vida: Você rebate o "drama" comum de separar vida e trabalho,
argumentando que, em qualquer ocupação, você continua vivo e que o trabalho é
uma esfera onde se criam laços reais, como amizades e até relacionamentos
familiares.
2. A valorização da cadeia produtiva: Ao usar
o exemplo da pizza, você destaca que nenhum produto surge do nada. O trabalho é
um processo longo e coletivo (farinha, gás, logística) e o produto final é apenas
a última etapa de um esforço humano imenso que merece ser reconhecido.
3. A subjetividade do "viver": Você
critica a ideia impositiva de que "viver" significa viajar ou ter
experiências luxuosas. Para você, a noção de vida de qualidade é individual e
não deve ser medida pelo padrão financeiro ou pelos gostos de terceiros.
4. Responsabilidade financeira e paz de
espírito: Um argumento forte no seu texto é que a verdadeira vida não combina
com o endividamento. Você prefere a simplicidade e a estabilidade de não dever
a bancos ou pessoas a ter que ostentar um estilo de vida que não cabe no seu
bolso ou não condiz com seus desejos.
5. A "demonização" das empresas vs.
Atitude Pessoal: Você argumenta que o ambiente de trabalho depende muito da
postura do indivíduo e de quem consome os serviços. Critica quem aceita um
emprego conhecendo as condições e depois não atua com profissionalismo,
prejudicando o fluxo do trabalho.
6. A reciprocidade entre profissional e
cliente: Você defende que a satisfação no dia a dia é uma via de mão dupla: o
profissional deve ser eficiente, mas o cliente tem o dever de facilitar o
trabalho do outro. Muitos problemas cotidianos são provocados pela falta de
colaboração das próprias pessoas.
7. Conceito ampliado de Civilidade: O seu
ponto final e talvez o mais profundo é que ser civilizado não é apenas
respeitar o limite do direito alheio, mas agir proativamente para melhorar — ou
ao menos não atrapalhar — a vida de quem está ao redor.
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