Paulo >> Sem Petrobras, ninguém aprende o pré-sal.
Sem BNDES, a Embraer não decola.
Sem crédito estatal, a indústria não escala.
O mercado brasileiro joga num campo que o
Estado construiu, e cobra ingresso.
William >> Conheçam a verdade, que a verdade os liberte...
A primeira refinaria de petróleo do país foi a Destilaria Riograndense de Petróleo (que deu origem à Refinaria Ipiranga), inaugurada em 1932 em Uruguaiana/RS e transferida em 1937 para Rio Grande/RS.
Trata-se de uma INICIATIVA PRIVADA fundada por empresários brasileiros e argentinos.
A primeira refinaria estatal veio quase duas décadas depois: a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), criada pelo governo federal em 1950 na Bahia, antes mesmo do surgimento da Petrobras em 1953.
Tendo demanda e o Estado não sufocando a empresa privada, geralmente aparece interessados em produzir.
Se o gigantismo do Estado torna o ambiente hostil a investimentos, daí só o Estado mesmo para construir grandes obras, claro arrecadando impostos escorchantes dos cidadãos.
Em nações corruptas como a nossa, o contribuinte acaba pagando duas obras e ficando apenas com uma, por vezes nem isso...
Antes do PT o Brasil tinha construído 11 grandes refinarias até a década de 1980.
Depois mais nenhuma.
Entre 2003 e 2016 (Governos Lula e Dilma), os gastos "destinados" em refino superaram R$ 100 bilhões.
Nenhuma das novas refinarias planejadas foi entregue 100% concluída conforme o projeto original no período.
Se você brasileiro ou estrangeiro visse a necessidade de novas refinarias no Brasil e olhasse para isso como uma grande oportunidade de investimento se arriscaria nessa empreitada?
Uma legislação ambiental de um preciosismo inacreditável, nem a poderosa Petrobras consegue licenças de exploração sem passar por uma burocracia enorme, aja visto o que ocorre com as descobertas de petróleo no Amapá.
A Guiana ali do lado já extrai há tempos.
Mão de obra cara, não a parte que vai para o bolso do trabalhador, e sim os demais encargos.
O resultado é que a empresa gasta uma fabula na folha de pagamento e o funcionário continua insatisfeito como o que chega até ele.
Funcionário insatisfeito e produtividade são dois conceitos que não combinam.
Insegurança jurídica total.
Um juiz de primeira instância pode embargar a obra sempre que "interpretar" que pode.
O caso chega a Suprema Corte e tem decisão favorável se você tiver bons contato$, contratar os escritórios certos.
Depois de tudo funcionando ... a luta continua companheiro.
O governo Lula tem expressado a intenção de recomprar refinarias privatizadas durante a gestão Bolsonaro, em vez de expropriá-las sem indenização.
O principal alvo é a Refinaria de Mataripe (antiga Rlam), na Bahia, vendida ao fundo Mubadala em 2021.
O presidente e a gestão da Petrobras negociam parcerias e a recompragem do controle acionário da planta.
O principal alvo é a Refinaria de Mataripe (antiga Rlam), na Bahia, vendida ao fundo Mubadala em 2021.
O presidente e a gestão da Petrobras negociam parcerias e a recompragem do controle acionário da planta.
O objetivo declarado é ampliar a capacidade estatal de refino e influenciar os preços dos combustíveis no país.
Correio Braziliense – Março 2026
Correio Braziliense – Março 2026
Observem que a expropriação é uma possibilidade.
O Estado com seus tentáculos consegue facilmente dificultar a operação da empresa.
Vimos isso recentemente no caso do "Sabão Ypê".
Uma punição exagerada que poderia quebrar a empresa.
Felizmente para eles houve uma comoção nacional.
O Fundo Mubadala não vai contar com isso.
O que podem fazer?
a) Se segurar até 2027 na expectativa de uma mudança de governo.
b) Caso não ocorra, pagar propina graúda (ou vender para JBS).
c) Cair fora e nunca mais investir em nações como a nossa.
Enfim.
Quando o Estado faz de tudo para sufocar a iniciativa privada, só resta ao próprio Estado tocar grandes projetos.
Depois de construído o empresário pode até se arriscar na disputa por uma concessão.
Mas começar do zero, gastar bilhões, pagar fortunas em propinas e ficar sempre refém de humores políticos ... aí é pedir demais.
Não dá para você pegar uma Usina Belo Monte e carregar nas costas para outro país.
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Resumo:
1. Pioneirismo da Iniciativa Privada no Refino: A história demonstra que o refino no Brasil começou com a iniciativa privada em 1932 (Refinaria Ipiranga), anos antes da criação da primeira estatal da área (RLAM, em 1950) e da própria Petrobras (1953).
2. Capacidade Natural de Investimento Privado: Onde existe demanda e o Estado não sufoca o setor, surgem empresários dispostos a investir. É o gigantismo e a hostilidade do Estado que acabam tornando a intervenção estatal a única alternativa viável — financiada por impostos elevados e manchada pela corrupção.
3. Ineficiência dos Gastos Públicos em Infraestrutura: Enquanto 11 grandes refinarias foram construídas até a década de 1980, os governos do PT (2003–2016) aportaram mais de R$ 100 bilhões em refino sem entregar nenhuma nova unidade 100% concluída conforme o projeto original, afugentando o investidor privado.
4. Burocracia e Preciosismo Ambiental: Regulamentações ambientais excessivas paralisam investimentos e atrasam a exploração de riquezas nacionais (como no litoral do Amapá), colocando o Brasil em desvantagem até em relação a vizinhos como a Guiana.
5. Custo do Trabalho e Baixa Produtividade: O alto peso dos encargos trabalhistas — e não o salário recebido pelo trabalhador — infla as folhas de pagamento sem gerar satisfação, comprometendo diretamente a produtividade.
6. Insegurança Jurídica e Risco de Intervenção Estatal: A facilidade de embargos judiciais e as ameaças (veladas ou diretas) de expropriação ou sufocamento operacional criam um ambiente instável, onde grandes investimentos dependem de articulações políticas ou do tamanho da empresa para resistir.
7. Refém do Ambiente Político: Empreendimentos bilionários de infraestrutura não podem ser transferidos para fora do país; portanto, expor um capital colossal a burocracias, propinas e volatilidade política inviabiliza o início de grandes projetos do zero pela iniciativa privada.
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