João Carlos >> Para mim, não existe direita real na política, só variadas esquerdas que oprimem a normalidade e vivem nas trevas.
William >> Primeiro é preciso definir o que seria uma "direita real"!? 😉
Até onde vai o limite da intromissão do Estado na nossa vida?
Muitos discutem rótulos políticos abstratos, mas a verdadeira questão prática é simples: o cidadão precisa analisar cada projeto de lei e decidir se ele representa uma intromissão excessiva do Estado.
Um exemplo prático: sou contra a obrigatoriedade do uso de capacetes para dirigir motos.
Embora eu use e nunca deixe de usar, considero uma escolha pessoal.
O Estado deve fazer campanhas de conscientização, mas se o indivíduo quer assumir o risco da própria escolha, a vida é dele.
O Estado deve proibir quando a conduta coloca em risco a vida de terceiros, como dirigir alcoolizado.
Fora isso, tentar proibir comportamentos individuais porque alguns abusam é intervenção excessiva.
O principal guardião da sua vida é você mesmo.
Fora isso, tentar proibir comportamentos individuais porque alguns abusam é intervenção excessiva.
O principal guardião da sua vida é você mesmo.
E, para quem tenta buscar respostas rígidas em pensadores antigos como se fossem dogmas intocáveis:
As ideias evoluem, se transformam e se adaptam ao tempo.
Soluções para a sociedade moderna não estão presas a teorias de antes de 1900.
É uma medida mais à esquerda ou mais à direita?
A direita defende mais responsabilidade do cidadão sobre seus próprios atos.
O adolescente de 14 anos sabe que roubar, matar é errado, se faz isso a revelia dos pais merece ser punido como adulto (em presídios específicos).
Ele decidiu se "emancipar".
A esquerda defende a tutela do Estado até os 18 anos, os atos desse cidadão são responsabilidade prioritária do Estado (Sociedade), alguma falha de "todos" que levou o individuo a praticar crimes.
O eleitor escolhe em qual candidato politico votar.
A maioria dos políticos escolhidos no Brasil preferem que o cidadão menor de 18 anos fique sob a tutela do Estado seja quais forem as circunstâncias.
Os políticos fazem a vontade do povo.
Comentarista >> "William, o Marxismo não tem predominado na nossa cultura, visto que grande parte dos cidadãos nem sabe o que é Comunismo.
Eu sei disso porque já fiz pesquisa de campo quando estava na escola.
Cara, você tem uma crítica política, e ok, não acredito que esteja totalmente errado, entretanto, a culpa (do nosso atraso) não é da "cultura esquerdista".
William>> A pessoa não precisa saber o significado de "sádico" (só um exemplo) para agir como tal.
A cultura de se sentir "sempre" explorado, oprimido, e ter raiva de empresas é característica do pensamento de esquerda ou direita?
O indivíduo acreditar que o Estado é o principal responsável pela vida dele e não o próprio cidadão é característica de qual linha de pensamento?
Decifra-me ou te devoro!
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Resumo:
O critério prático contra a intromissão do Estado: A verdadeira questão política não são rótulos abstratos, mas sim definir o limite da intervenção estatal na vida privada. O Estado deve agir (por exemplo) para impedir que uma conduta coloque em risco a vida de terceiros (ex: dirigir alcoolizado), e não para tutelar escolhas individuais (ex: o uso pessoal de capacete, que deve ser focado em conscientização).
O cidadão como guardião de si mesmo: A defesa da liberdade individual pressupõe que o principal responsável pela própria vida é o próprio indivíduo, rejeitando o paternalismo estatal.
Evolução das ideias: Ideias e soluções para a sociedade moderna não devem ser tratadas como dogmas rígidos presos a teorias anteriores a 1900; elas precisam evoluir com o tempo.
A responsabilidade penal e a visão de Direita vs. Esquerda:
A direita defende a responsabilidade individual: se um jovem de 14 anos tem discernimento para cometer crimes graves, ele deve ser punido como adulto, tendo decidido se "emancipar" das regras tradicionais.
A esquerda defende a tutela do Estado até os 18 anos, eximindo o indivíduo da culpa sob o pretexto de falha social.
O reflexo da vontade popular nos políticos: Os políticos em uma democracia satisfatória refletem o que a maioria da sociedade deseja. Se a maioria prefere a tutela estatal (tratando crimes graves de menores como meros "atos infracionais"), os eleitos seguirão esse caminho.
A influência cultural do pensamento de esquerda independentemente de rótulos: Não é necessário que o cidadão conheça teorias complexas ou saiba definir o comunismo para reproduzir uma cultura esquerdista.
O sintoma da dependência estatal: Comportamentos enraizados — como a cultura de se sentir eternamente oprimido, ter raiva de empresas ou creditar ao Estado a responsabilidade pela própria vida — são subprodutos diretos dessa mentalidade assistencialista.
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