Comentarista: O Brasil só precisava de três coisas pra dar certo:
Memória histórica.
Interpretação de texto.
Consciência de classe.
William:
"Consciência de classe, na esquerda atual (especialmente na tradição marxista), é a percepção clara de que a sociedade é dividida em classes antagônicas (exploradores × explorados), de que você pertence à classe trabalhadora e de que seus interesses são opostos aos da burguesia/capital.
Vai além do sofrimento individual: reconhece a exploração estrutural, rejeita a ideologia dominante ("todo mundo pode subir") e entende a necessidade de organização coletiva e luta política para superar o capitalismo."
Grok
Eu nasci em situação bem precária.
Aquela situação de passar fome mesmo.
Fui tocando minha vidinha honestamente, estudando em escola publica, tentando trabalhar direito nas vagas que conseguia.
Comecei com salário mínimo.
Depois consegui salario mínimo e meio, só disso acontecer, fome eu já não passava.
Trabalhando direito cheguei a encarregado, ganhava uns 3 salários.
Consegui até comprar uma moto usada.
Infelizmente a empresa fechou, minha situação financeira regrediu.
De certo meu patrão não queria o fim da empresa, persistiu o quanto pode.
Seria muito bom para mim e pra ele que a empresa tivesse resistido.
Melhor ainda se tivesse progredido.
Nem todo mundo que é "assalariado" ganha mal.
A empresa variou bastante, vamos dizer que em média tinha 50 empregados.
Fui encarregado por cerca de 15 anos, muita gente foi admitida por mim. (e demitida claro)
Contratamos muita gente vinda do Nordeste e Minas Gerais.
A empresa nos últimos anos ficava em Indaiatuba SP.
Não tínhamos condições de pagar grandes salários, mas foi muito importante para locais e "imigrantes" que vinham tentar a vida em São Paulo.
Enfim.
Essa história de "luta de classes" deveria ser repensada.
Sou muito grato ao Sérgio Elias pela oportunidade que me deu em sua empresa.
Acho que nunca chorei tanto como no último dia.
Ainda bem que consegui quitar antes meu apartamento, pelo menos isso.
Minhas dificuldades na infância e adolescência foram mais fruto da irresponsabilidade dos meus pais que de algum "sistema capitalista".
Eu e minha esposa somos pais responsáveis, nossas duas filhas tiveram uma infância muito boa.
Minha filha Aléxia conseguiu estagio na IBM.
Foi efetivada.
Tem uma vida tranquila com bom salário para idade dela.
(Esta numa subsidiaria da IBM)
Quem diria que aquele garoto "morto de fome" teria uma filha burguesinha 😂...
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Resumo
1. A definição clássica de consciência de classe (marxista) entende a sociedade como dividida em classes antagônicas (exploradores × explorados), com interesses fundamentalmente opostos entre trabalhadores e burguesia/capital.
2. Essa consciência vai além do sofrimento individual: reconhece a exploração estrutural do sistema, rejeita a ideologia dominante do "todo mundo pode subir" e defende a necessidade de organização coletiva e luta política para superar o capitalismo.
3. A narrativa tradicional da luta de classes precisa ser repensada.
Nem todo assalariado vive em situação precária, e as condições de trabalho variam muito (o autor cita sua própria trajetória de salário mínimo até encarregado por 15 anos).
4. As dificuldades da infância e adolescência do autor foram causadas principalmente pela irresponsabilidade dos pais, e não pelo sistema capitalista em si.
5. Existe mobilidade social real dentro do capitalismo: o autor saiu da miséria, comprou apartamento, moto, e viu a filha alcançar uma posição confortável (estágio → efetivação na IBM, com bom salário).
6. Há uma relação de parceria possível (e até afetiva) entre empregador e empregado — o autor expressa profunda gratidão ao patrão Sérgio Elias pela oportunidade recebida, chegando a chorar muito no último dia de trabalho.
7. O sucesso de uma empresa beneficia tanto patrão quanto funcionários — o fechamento da empresa foi ruim para todos, e o autor destaca que persistir e progredir seria bom para as duas partes (contraponto à visão de antagonismo inevitável).
Seu texto basicamente apresenta a definição marxista clássica e depois a desconstrói a partir da experiência concreta de vida, mostrando que a realidade é mais complexa e menos maniqueísta do que a teoria sugere.
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