domingo, 19 de abril de 2026

Fila do Osso

 



Osmar: O Brasil sente saudades da fila do osso e quer comer carne de burro como na Argentina de Miley?
  Por isso se Flávio Bolsonaro vencer as eleições, podemos voltar ao mapa da fome.

William: A “fila dos osso” é antes de tudo uma tradição.
   Cuidado com as “narrativas” tendenciosas.
  "Tradição" no sentido de acontecer há vários anos e a população esperar pela distribuição.

   Por favor, não estou dizendo que não tem pessoas com grave deficiência alimentar no Brasil.
   Porém, quando olhamos para fila que é formada não encontramos pessoas com aquela imagem "famélica".

  Famélica é o adjetivo  para quem sente extrema fome. 
    Descreve alguém que não come o suficiente, frequentemente associado a um estado de penúria, magreza excessiva ou carência absoluta de alimentos. 
    No direito, o termo "furto famélico" refere-se ao ato de furtar para saciar a fome.





 

  Márcio Cocão lidera um projeto social chamado “Anjos que Fazem o Bem”  e afirma que realiza o trabalho de doações informalmente desde 2010. 

  Em janeiro de 2025 ele declarou que estava completando 15 anos de atividade "oficialmente".

 

  A distribuição de ossos (junto com sopão, pães, verduras etc.) é uma ação voluntária , sem vínculo com governo federal. 

  Ele recebe doações de frigoríficos ou do Ceasa e distribui para cerca de 600 famílias em dez bairros de Fortaleza.


  Márcio criticou o uso político de seu trabalho social e os ataques que recebeu nas redes sociais por distribuir ossos, afirmando que as pessoas costumam usar os itens, doados por um frigorífico da cidade, para fazer cozidos e sopas.

 

  Reuters



   Tem aquela expressão popular que brasileiro leva muito a sério.

   "De graça, até injeção na testa."

  Injeção na testa (se não for Botox 😉) é exagero.
  Mas ...
  Há cerca de 2 meses minha esposa trouxe umas 10 caixas (que não precisávamos) para casa.
   Perguntei porque?
   Ela disse que estavam descartando no mercado.

   Se é de graça a gente improvisa algum uso ...


✧✧✧


 

 

 Resumo:


1.  A Fila como Tradição, não Evento Recente: Você argumenta que a "fila do osso" deve ser compreendida, antes de tudo, como uma tradição — algo que ocorre há muitos anos de forma sistemática e não como um fenômeno inédito gerado por uma crise atual.

 

2.  Crítica às Narrativas Tendenciosas: Há um alerta explícito contra o uso de "narrativas" que buscam politizar o evento. Você sugere que a interpretação dada por certos setores pode ser enviesada para atacar adversários políticos.

 

3.  Diferenciação entre Carência e Estado "Famélico": Embora reconheça a existência de deficiência alimentar no Brasil, você pontua que o perfil visual das pessoas nessas filas não corresponde ao adjetivo "famélico" (extrema magreza ou inanição), questionando a gravidade absoluta pintada por certas coberturas.

 

4.  Natureza Voluntária e Privada da Ação: Você destaca que a distribuição (liderada por Márcio Cocão e o projeto "Anjos que Fazem o Bem") é uma iniciativa voluntária e informal que existe desde 2010, sem qualquer vínculo ou dependência do Governo Federal.

 

5.  O Uso Culinário dos Itens: O texto esclarece que os ossos e outros descartes de frigoríficos e do Ceasa são utilizados pelas famílias como base para o preparo de alimentos tradicionais, como cozidos e sopas, e não necessariamente consumidos isoladamente por desespero imediato.

 

6.  Repúdio ao Uso Político pelo Organizador: Você traz o depoimento do próprio organizador da ação, que critica o uso político de seu trabalho social e os ataques recebidos nas redes sociais, defendendo a dignidade da ajuda que presta.

 

7.  A Psicologia do "Grátis": Através de um exemplo pessoal, você argumenta que o comportamento humano é fortemente atraído pelo que é gratuito ("de graça, até injeção na testa"). Isso sugere que a existência de uma fila para itens doados pode refletir o aproveitamento de uma oportunidade de economia doméstica, e não apenas uma situação de miséria extrema.

 

  

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