terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Especialistas

 

Sofia: Tem uma frase do Schopenhauer que eu li num livro dele chamado “A arte de escrever”, que eu sempre lembro, e é mais ou menos assim: 



 “Se quiser refletir sobre algo, reflita sobre a coisa em si, e não sobre o que disseram sobre a coisa.”

 



William: Eu faço as duas coisas.
  Reflito sobre a ideia em si e sobre o que estão falando sobre ela.
  De repente meu entendimento pode estar errado e do outro certo.

Sofia: Na minha opinião eu acho que a humanidade está ficando muito dependente de “especialistas”.

William: Humm ... desculpe a sinceridade, sou assim mesmo.
  Mas suas analises me parecem atrasadas uns 20 anos, pelo menos.
   Com tanta informação trazida pela Internet de maneira tão acessível, os “especialistas” nunca foram tão questionados.
   Não basta dar uma “carteirada” de PHD em alguma coisa.
   Tem que trazer bons argumentos, fundamentado em fatos e análises lógicas obviamente.

Sofia: Para você perceber o quanto dependemos de especialistas, comece a observar o que as pessoas dizem e se perguntam apenas duas coisas:

1- Dentre tudo o que elas dizem você consegue perceber alguma ideia, ou reflexão, que veio a partir dela mesma?

2- Por que tanta gente parece dizer a mesma coisa?

  Mas isso aqui é só minha opinião, e é só uma conversa informal aqui. 
  E não precisa pedir desculpas pela sinceridade. rs . 
  Afinal, ela é uma virtude, não é? 

William: Então uma provocação...
  Porque ficar analisando os outros se podemos analisar nós mesmos?
  Você citou a frase de um “especialista em filosofia”.
   Eu analisei o pensamento em si e emiti minha opinião e argumentação.
   Percebeu que você está se apegando ao especialista?😂😂
  “Vê o cisco no olho do vizinho e não vês a trave em seu próprio olho”

Sofia: E como acha que devemos lidar com as pessoas que não buscam um melhor entendimento das coisas?

William: Faço minhas as palavras do “especialista” Sócrates:


            “Não posso ensinar nada a ninguém, só posso fazê-lo pensar”.

 


   Enquanto livre pensador é a parte que me cabe ... nunca tive a pretensão de “salvar o mundo dele mesmo”...

   Cada povo é responsável pelo ambiente que mantém.
   Não tem povo inocente, tem inocentes em meio ao povo.


✧✧✧

 

 

Resumo:


1. Você reflete tanto sobre a ideia em si quanto sobre o que dizem sobre ela — reconhecendo a possibilidade de erro próprio e acerto alheio, o que mostra uma abordagem equilibrada e humilde, em contraste com uma leitura puramente "da coisa em si" sem contexto.

 

2. A análise de dependência excessiva de especialistas está atrasada uns 20 anos — com a internet democratizando o acesso à informação, os especialistas nunca foram tão questionados quanto hoje.

 

3. Credenciais sozinhas não bastam ("carteirada" de PhD) — o que importa são bons argumentos fundamentados em fatos, análises lógicas e evidências concretas, não apenas títulos.

 

4. Provocação sobre hipocrisia na análise alheia — em vez de focar nos outros (como a dependência geral da humanidade), é mais produtivo analisar a si mesmo; você aponta que Sofia cita um "especialista" (Schopenhauer) enquanto critica a dependência de especialistas.

 

5. Uso irônico da citação bíblica — "Vê o cisco no olho do vizinho e não vês a trave em seu próprio olho" — para destacar que criticar a dependência alheia pode ignorar o próprio apego a autoridades (no caso, citar Schopenhauer como autoridade).

 

6. Adesão ao método socrático como postura ideal — "Não posso ensinar nada a ninguém, só posso fazê-lo pensar" (citando Sócrates, ironicamente um "especialista") — seu papel é promover o livre pensamento, não impor verdades ou "salvar o mundo".

 

7. Responsabilidade individual e coletiva — cada um/povo é responsável pelo ambiente que mantém; "Não tem povo inocente, tem inocentes em meio ao povo" — rejeitando vitimismo generalizado e enfatizando que a mudança começa pela reflexão própria, sem pretensão de converter ou resgatar massas passivas.

 

   Esses pontos capturam o cerne da sua posição: defesa do pensamento independente, questionamento saudável da autoridade baseada apenas em credenciais, ironia contra incoerências alheias e foco na auto-responsabilização em vez de culpar "os outros" ou o sistema. O texto é uma defesa vigorosa do livre pensador prático e cético em relação a autoridades automáticas.


  

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