quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Filosofo Romântico


 “A Inglaterra passou a apresar os navios negreiros que vinham para o Brasil. Ou simplesmente os afundava ou prendia a tripulação submetendo-a a julgamento. Isso só serviu para intensificar o tráfico, pois, com o aumento dos riscos, o preço dos escravos subiu e a atividade ficou mais lucrativa.” [para-ingles-ver]
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Gostosa, gostosa, ela é gostosa!

  Todo homem tem seu preço?

 Preço |ê|     Priberan
(latim pretium, -ii) 
s. m.
1. Valor pecuniário de uma coisa ou dinheiro que se dá por ela.
2. O que serve de remuneração. = COMPENSAÇÃO
3. Castigo, prêmio.
4. Importância moral, valia, quilate, merecimento.
5. Apreço, estimação.

  Quando pensamos em preço a primeira coisa que vem em nossa mente é dinheiro, alguém se vendendo, se corrompendo.
  Filosoficamente essa frase vai muito alem.
  Lembrei a primeira vez que fui com uma garota ao Motel.
  Como aconteceu foi muito interessante, mas não contarei hoje, talvez amanhã.
  A parte que nos interessa hoje é que como era primeira vez utilizando o serviço de um motel eu não tinha muita noção de como funcionava.
  A garota de certo tinha, pois estava chateada com o fim de um namoro que foi “digamos” bem aproveitado.
  Eu não podia deixar ela saber que era a primeira vez que eu ia em um motel e aqui nós já temos uma das formas do “preço” o ORGULHO.
  Para alguém não descobrir alguma deficiência nossa, ou que vemos como deficiência, somos capazes de pagar um alto preço.
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  A moça era um espetáculo fisicamente, lembro dela ser uma garota muito legal, mas sabem como é, tem uma certa idade que a personalidade de uma garota não é importante, ela poderia ser a pior das mulheres mesmo assim ela estava disposta a me proporcionar algo tão maravilhoso que naquele momento não dava para pensar em mais nada, ela era a rainha e eu seu mais fiel súdito.

  Aqui chegamos a outra forma do preço, algo que queremos  muito, o DESEJO. [não se limite ao sexo]

  Observem que essa é uma situação que eu não tenho como ganhar DINHEIRO.
  A garota saiu comigo porque me achava interessante, logo, o que a moveu de certo não foi dinheiro, com aquele “material” todo e disposta ao sexo de certo não lhe faltaria pretendentes mais abonados.
  As mulheres eram um grande enigma para mim e eu sentia que se não encontrasse respostas satisfatórias minha vida seria um tanto abaixo das expectativas.
  Obviamente eu não estava satisfeito com os resultados no campo sexual/amoroso e depois de muito meditar sobre o tema resolvi aplicar processos mais lógicos de acordo com a realidade observada.
  Não, nada a ver com o que eu faço hoje... ou melhor tinha um pouco a ver, mas nada tão estruturado quanto tenho hoje.

Eu digo "oi" ela nem nada
Passa na minha calçada
Dou bom dia ela nem liga
Se ela chega eu paro tudo

  De qualquer forma aquela garota foi o inicio de uma experiência que deu muito certo, tão certo que quase me pegou desprevenido.
 Meditando muito eu cheguei a resposta satisfatória que mulheres tem o mesmo fogo sexual que os homens, mas uma coisa é chegar a conclusão outra é experimenta-la na pratica.
 Na minha cabeça de filosofo romântico a mulher fazia sexo com o homem só por amor, sexo era quase um favor que a mulher fazia para o homem, um sacrifício em nome do amor.

  “No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.”  [Jonathan Swift]

  Então até eu conseguir ir para cama com uma mulher eu tinha que me demonstrar um grande cavalheiro, mostrar todo o meu “valor”, ser amigo, companheiro, ombro amigo... não pensar em sexo, cavalheiros não fazem isso...
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  Alguns de meus amigos mortos me falavam em muitos pensamentos sobre o fogo sexual das mulheres, em paralelo eu ouvia algumas conversas femininas sobre como elas subiam nas nuvens na hora do sexo, eu via colegas meus mais atrevidos que se davam muito bem com as mulheres.

  “O dinheiro acabei por descobrir, era exatamente como o sexo: quando não se tem não se pensa noutra coisa, e quando se tem pensa-se noutras coisas.” [James Baldwin]

  Nesse tempo eu já tinha contato com o amigo Nelson Rodrigues e ele me foi de bastante ajuda, amanhã escreverei sobre a “experiência” e se os deuses da lógica nos ajudar chegaremos ao entendimento maior do Capitalismo onde o dinheiro é só um meio que infelizmente muitos confundem com objetivo...
  Nós somos movidos a desejos que aqui no Abismo também tem o nome de INTERESSES.

  EU QUERO...
 Tô fóris...HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAH!




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