quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Desmatamento Zero


  “Alguns de meus amigos mortos me falavam em muitos pensamentos sobre o fogo sexual das mulheres, em paralelo eu ouvia algumas conversas femininas sobre como elas subiam nas nuvens na hora do sexo, eu via colegas meus mais atrevidos que se davam muito bem com as mulheres.”  [Filosofo Romântico]
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  Vixe! Isso exigiria uma quase total mudança de rumo, mas eu precisava fazer essa experiência.
  No primeiro encontro tínhamos ido ao cinema eu já havia coletado as principais informações sobre ela.
  O segundo encontro seria um singelo passeio na Lagoa do Taquaral pelo meu histórico “se” eu conseguisse que ela saísse comigo até o quinto ou sexto encontro aí “talvez” eu fosse um pouco mais incisivo.
  A experiência era muito ousada, passei o dia inteiro planejando logicamente cada ação, eu não acreditava que daria certo, mas já conhecem a teoria do 50%, eu pensava em todas as ações para o “sim” e para o “não”.
  Eu não tinha carro na hipótese do sim eu precisaria estar próximo a um ponto de taxi.
  Iria ficar caro, mas eu “pagaria o preço.”
  Na hipótese do sim para onde ir?
  Fiz o levantamento de um bom motel não muito distante, ficaria caro, mas “eu pagaria o preço.”

  Observem como o dinheiro é um meio o fim é o PRAZER.
  [ e no meu caso uma grande NECESSIDADE...HAHAHAHAHAHAHAHAHAH!]

  No planejamento eu já suava frio, o coração parecia que sairia pela boca, na hora eu não teria coragem...
 Eu pensava: Você é um homem ou um rato?... não era fácil responder.
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  Minha amiga Dialética veio me socorrer.
  No primeiro encontro ela não disse, mas dava para perceber que ela transava com o antigo namorado.
  Ela tinha 17 anos uma idade que os hormônios estão a mil. 

  “E se” meus amigos mortos mais libidinosos estivessem certos “e se” ela estivesse tão sedenta de sexo quanto eu.

  Só havia um jeito de descobrir.
 “ Um homem tem que fazer o que um homem tem que fazer.”
  Eu estava lá no lugar marcado e vi ela chegando ao longe, minha cabeça estava a mil, queria desistir de tudo, mas depois de tanto planejamento o que eu tinha a perder?
  O máximo era ela se sentir ofendida e não querer me ver mais.
  Eu não estava apaixonado, seria só um encontro perdido, não seria o fim do mundo.
  Eu a recebi de maneira bem “quente”, falei no seu ouvido que nós não iríamos para a Lagoa, iríamos para um motel.
  Ela olhou no meus olhos um tanto assustada e antes que dissesse alguma coisa peguei em sua mão e fomos nos conduzindo para o táxi.
  Era uns 50 metros onde ela poderia dizer não, mas para meu espanto não disse nada.
  Eu simplesmente não acreditava no que estava acontecendo, será que era sonho?
  Aquela garota tão linda, com certeza desejada por muitos, acho que até o motorista do táxi estava se rasgando de inveja.
  Sentados ali no banco de trás fomos conversando amenidades como se estivéssemos indo para  igreja.
  Depois desse dia meu relacionamento com mulheres atingiu um patamar muito superior que eu nem imaginava ser possível.
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  Todos temos INTERESSES eles mudam no decorrer do tempo, mudam de pessoa para pessoa.
 Coisas muito importantes para eu com 18 anos não eram importantes quando eu tinha 10 anos.
  Hoje sou casado, tenho filhos, não é do meu interesse ficar alimentando fantasias sexuais com outras mulheres, o “preço” a pagar seria muito alto.
  A Inglaterra descobriu um novo mundo de grandes possibilidades com a Revolução Industrial, a capacidade de produção foi elevada a um patamar que o mundo nem imaginava ser possível.
  Se a escravidão foi interessante um dia, DEIXOU DE SER.
  Quando você pensar nas engrenagens do Capitalismo entenda que o dinheiro é só o lubrificante, as engrenagens de fato são NOSSOS INTERESSES.
  Eu poderia ter ficado com  meu dinheiro guardadinho, ter um mês tranqüilo, mas meu objetivo era o PRAZER, a EXPERIÊNCIA, o CONHECIMENTO.
  O dinheiro foi só um meio de atingir meus interesses.
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  O Capitalismo não é bom nem mau ele apenas é NATURAL em nós, algo como o fogo que se bem usado é muito útil e se mal usado ou “compreendido” pode ser destruidor.

  É natural buscarmos situações que temos interesse e o Comunismo não da certo porque ele prega que temos que ter todos os mesmos interesses, INTERESSES EM COMUM.

  Claro que o Capitalismo incorpora também o desejo coletivo, mas o que é o desejo coletivo senão a somatória dos interesses individuais?
  E os interesses individuais podem ser “incomuns”.
  Um indivíduo pode ter grande prazer em caçar jacarés enquanto outro considera crime matar qualquer animal, notem que limitar o debate dessa situação simplesmente ao aspecto financeiro é de uma mediocridade inominável, mas é o que mais acontece.
  Vejamos um exemplo rápido que talvez eu continue amanhã.
  Para Camila Pitanga defender o desmatamento zero é muito tranqüilo, ela tem bela casa, belos moveis, tem uma vida cercada de “modernidades”, aliás se não fosse a modernidade da TV e suas novelas a Camila precisaria arrumar outra forma de ganhar capital.
  Mas a Camila tem o interesse de salvar o mundo protegendo a natureza e não importa que outras pessoas precisem de moveis, casas, empregos...
  Veja o meu caso, eu não assisto novela e faz tempo que não vou ao teatro é muito fácil eu defender o fim dessas coisas, não são do meu interesse.
  Acho um absurdo tantas isenções de impostos para projetos culturais.
  As pessoas falam dos políticos, mas artistas são outros que adoram mamar nas tetas do governo.

  “Uma das coisas que me incomodam no meio artístico é que quando eles ficam milionários o dinheiro é só deles quando a arte deles não dá muito dinheiro toda sociedade tem OBRIGAÇÃO de bancar.”  [Viver é um Risco]

  Como podem perceber entender a dinâmica do Capitalismo é entender a dinâmica dos interesses individuais e coletivos.
  É um defender seus interesses sem deixar de se colocar no lugar dos outros.
  Quanto mais racionais formos nessa dinâmica, melhor a qualidade do Capitalismo, melhor nossa QUALIDADE DE VIDA!
  To be continued...

O fim da Lei Rouanet?




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