sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Maxwell Esperto

 “O interesse fala todas as línguas e desempenha todos os papéis, mesmo o de desinteressado.” [Rochefoucauld]

  São infantis as pessoas que fingem desinteresse.

  Você pergunta se ela quer uma coisa ou outra e ela diz “tanto faz”.
  Você escolhe o que é melhor para você e ela fica chateada.
  Tem aquele dogma de que só usamos 10% do cérebro, não é algo que eu observo.
  Para tudo usamos o cérebro inclusive para sermos infantis.

  Observo que 10% da humanidade usa o cérebro de maneira eficiente notamos um padrão lógico na maior parte do tempo, 20% de maneira satisfatória e 70% da humanidade usa o cérebro deficitariamente, raciocinam pouco, na maior parte do tempo agem de acordo com o costume [tradição] ou instintivamente.
  Não entendeu?
  Para fingir desinteresse você está usando seu cérebro.
  O cérebro exerce N funções em nosso organismo, ele regula a respiração, a temperatura, a digestão, se nós usássemos 100% do cérebro só para o raciocínio teríamos que desliga-lo do corpo.
  Outro fato complicador é que a estrutura cerebral que controla nossa coordenação motora [por exemplo] talvez só tenha esta utilidade, se pararmos de usa-la para o que foi desenhada é mais provável que atrofie que ser convertida em uma unidade de raciocínio.
  Quero dizer que se você tirar um pulmão não irá aumentar a capacidade do seu coração, são estruturas diferentes.
  Não sei depois de cuidar do funcionamento do organismo quanto sobra efetivamente para usarmos com o raciocínio, mas entendam que usamos quase toda capacidade de nosso cérebro, se usamos mal é outra história, mas que usamos, usamos.

  Um torcedor fanático usa o cérebro para acompanhar os jogos do seu time, um religioso usa o cérebro para se aprofundar na doutrina, um Livre Pensador usa o cérebro para filosofar.
  Todos este indivíduos apesar de seu hobbies podem ser muito racionais ou pouco racionais.
  Quanto mais racional um indivíduo é, melhor proveito ele tira do cérebro, melhor equaciona as situações que a vida lhe apresenta.
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   Setenta por cento dos indivíduos são pouco racionais, não raciocinam logicamente, são a “massa”.
  A massa torna-se útil socialmente através do TALENTO.

  Um grande pintor pode ser pouco racional na vida em geral, mas na arte de pintar é muito talentoso e isso faz toda diferença na vida dele e de quem é grande apreciador de obras de arte.
  Quem não conhece aquela pessoa fraquinha das idéias, mas faz uma ou duas coisas muito bem, um bom vendedor de carros, por exemplo ou alguém muito bom em informática.
  Se você não consegue ou não tem INTERESSE em deixar a lógica entrar em sua mente tente ao menos descobrir qual é o seu talento.
  Eu espero que seja algo útil a sociedade e que lhe traga paz e prosperidade.

  Se tem interesse em trazer mais racionalidade em sua vida, ter uma vida mais eficiente, um bom começo é: Se deseja algo DEMONSTRE!
  Diga o que quer.
  Ninguém é obrigado a ler sua mente.
  Você quer um cargo na Empresa, fale com seu superior, se prepare, corra atrás.
  Você mulher acha que seria legal sair com aquele cara que esta te paquerando?
  Se não tem nenhum impedimento maior...saia!
  Fazer um pouco de charme nas relações amorosas tem seu atrativo para alguns, mas se você exagera pode perder um cara ou uma garota legal.
  Quem não conhece a história do cara que se interessou por uma moça e ela o esnobou tanto que ele acabou se envolvendo com outra e se apaixonando, quando a moça quis retomar o controle da situação já era tarde demais.
  Isso acontece com homens, mulheres... homossexuais.

  Um bom começo para tornar o uso do seu cérebro mais eficiente é descobrir seus interesses/talentos e demonstra-los.

  Fingir desinteresse não tem nada a ver com boa educação.
  Em relacionamentos amorosos “sem exagerar” pode ser um charme inicial, nas demais situações é infantilidade.
  Setenta por cento da humanidade é extremamente infantil, essa porcentagem pode ser diminuída porque todos temos inteligência, podemos mudar o modo como a usamos.
  Podemos questionar as tradições e analisar os instintos, podemos ser mais RACIONAIS.

  Lembrei agora de um seriado antigo muito bom, “Agente 86”, quando o bandido levava a pior um dos bordões de Maxwell Smart era:
  “Se ele usasse sua inteligência para o bem e não para o mal.”
  Se você usa seu cérebro para fingir desinteresse, dogmas, tradições e nem sabe qual é seu talento...está usando o cérebro muito mal.

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