domingo, 15 de julho de 2012

O Evangelho segundo William

  “Tenho prazer em ser vencido quando quem me vence é a razão, seja quem for o seu procurador.”  [Fernando Pessoa]

  E AGORA?
  Esse prazer em ser confrontado com um pensamento melhor estruturado que o meu em algum assunto foi vivido tão intensamente que agora infelizmente parece que desapareceu.
  É como aquele viciado que vai cada vez atrás de uma droga mais forte e chega uma hora que não tem droga mais forte.
  Ser “digamos” derrotado em alguma argumentação é algo que não acontece há tanto tempo que nem me lembro mais como é.
  Não sei se isso é ruim ou bom.
  É como chegar na última fase de um jogo e depois só nos resta iniciar tudo novamente.
  Até pouco tempo escrever, participar de debates era caminhar com um objetivo: colocar minhas teorias a prova, melhora-las, desistir de algumas.
  Hoje é uma caminhada apenas para exercitar a mente.

  É como se eu estivesse escrevendo um evangelho e acredito que ele está pronto.

  Literalmente, evangelho significa "boa mensagem", "boa notícia" ou "boas-novas", derivando da palavra grega ευαγγέλιον, euangelion (eu, bom, -angelion, mensagem).

  Evangelho a palavra foi originalmente usada para descrever as “boas novas” da vitória militar trazida de um mensageiro ao seu comandante.
  Em seguida, passou a significar simplesmente uma mensagem “boa”.
  Os escritores do Novo Testamento escolheram esta palavra para descrever as “Boas Novas” de Jesus Cristo e Sua salvação.

  No meu caso há um duplo sentido.
  No Blog eu faço muitos estudos Bíblicos, “analiso racionalmente os evangelhos”, assim como Kardec fez a análise dos evangelhos segundo o espiritismo.
  Então fica uma análise do Evangelho segundo William...tudo que eu já li e meditei sobre o tema.

  O outro sentido é um resgate, uma ressuscitação da FILOSOFIA.
  Observo que as pessoas em contato com os pensamentos expostos no Blog passam a filosofar mais e isso para eu são “Boas Novas”.
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  E agora o que irá acontecer?
  Não sei. Ficar escrevendo por inércia não me agrada.
  Ficar me repetindo não me agrada.
  Em Setembro completa 1 ano de Blogger e pensei em ficar pelo menos 1 mês sem escrever, mas foi tão difícil chegar até aqui, montar esse formato tão satisfatório; deixar este Blog inativo seria uma judiação.
  Ao mesmo tempo prosseguir com a Filosofia Complexa não faz mais sentido.
  Aquele leitor que entendeu o espirito da coisa consegue continuar sozinho decifrando enigmas.
  Os que não entenderam até agora...será perda de tempo flutuar por brechas mais abissais.
 Decidi comentar notícias ou textos de outros Blogs.
 Comentários rápidos e curtos com links para textos já publicados relacionados a Filosofia Complexa.
  Alguns textos ficaram tão bons que acrescentar alguma coisa tiraria sua beleza, sua poesia, como aquela mulher que deixa de ser elegante para ficar “perua” com seus exageros.
  Na próxima semana tenho mais alguns textos Complexos para serem publicados, mas são um encerramento da obra.
  Não me lembro de nenhum assunto interessante que não tenha sido abordado.
  Não devemos esperar muito da vida e neste caso ela foi muito generosa, não pensei que chegaria tão longe na capacidade de tornar inteligível o mundo dos pensamentos.
  Muito, muito grato pela companhia, que tanta Filosofia tenha sido de alguma forma útil para muitas pessoas.
  Agora que meu testamento está pronto, só quero flutuar.
  No tempo que me resta admirar a paisagem... os incontáveis tons de verde e a beleza infinita dos fractais.





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