sábado, 16 de junho de 2012

Funcionário Pródigo

  “Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos”.  [Albert Einstein]
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  Para falar de Trabalho terei que passar para vocês um conceito básico de Física, não se assustem.

  Trabalho = Força X Deslocamento

  Lembram-se das regrinhas da multiplicação?
  A ordem dos fatores não alteram o produto.
  Se a Força ou o Deslocamento for igual a zero, o trabalho é igual a zero.

  Quer dizer, Na Física se não foi aplicado uma força, uma energia, um “esforço”, não houve Trabalho.
  Se foi gasta uma energia mas ela não atingiu o objetivo esperado (deslocamento), não houve Trabalho.

  Vou tentar clarear as coisas.
  Se você empurra um carro está aplicando energia nele, mas se ele não sair do lugar o deslocamento é zero então você não realizou Trabalho.

  “Ah, mas eu ralei pra caramba, me esforcei, me esgoelei.”

  Não importa, você não trabalhou, não discuta com a Física que você irá perder, quer ver?
  Seu objetivo ao empurrar o carro era faze-lo pegar no tranco, este iria ser o PRODUTO do seu gasto de energia, o objetivo não foi alcançado, o carro não foi movimentado, logo, você gastou energia, mas não realizou trabalho.
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  Vamos para outra situação, se você no mesmo espaço de tempo e consumo de energia empurrou o carro por 20 metros enquanto seu colega empurrou o carro por 10 metros você trabalhou mais que ele; qual seu segredo?
  Suponhamos que você tinha um carro com melhores rolamentos, melhor lubrificado.
  O aumento da produtividade vem nos detalhes, uma boa manutenção da máquina pode fazer a diferença.

  Mas lembrem-se que o objetivo era fazer o carro pegar no tranco, suponhamos que seu colega conseguiu empurrando 10 metros enquanto você só conseguiu com 20... é melhor pegar uns conselhos com seu colega ou trocar de carro porque ele foi mais produtivo, mais eficiente que você.

  Ele alcançou o objetivo TRABALHANDO MENOS.

  Vamos direto para os finalmentes.

  A produtividade está muito ligada a capacidade de um povo ser lógico, saber se organizar socialmente.

  Melhorar nosso ensino de Matemática pode ser um ótimo caminho.
  Não que a área de humanas não seja importante, mas nossas escolas priorizam muito esta área de tornar a criança cidadã, aceitar a diversidade, lutar por direitos contra o sistema Capitalista burguês...
  A Filosofia Matemática sugere que deveríamos priorizar nas escolas a área de exatas, ciências.
  Deixar a cidadania e a cultura como foco dos familiares.
  Não, nossas crianças ficando mais lógicas não se transformariam em robôs, vamos a um exemplo Filosófico Matemático.
  No Google+ tinha uma mensagem mais ou menos assim:

  “Nunca decepcione uma pessoa que faz tudo por você.”

  Bem, se a pessoa faz tudo por mim deve me perdoar facilmente sempre que eu a decepcionar, se ela não sabe me perdoar então não faz “tudo” por mim!
  Porque para eu nunca a decepcionar eu teria que ser perfeito em todos os momentos, uma pessoa com uma mente lógica entende que a perfeição humana não existe, logo esperar que alguém nunca te decepcione é ILÓGICO, não deveríamos contar com isso.

  Percebem que “matematicamente” a postagem é medíocre, sem noção? Só emoção e nenhuma lógica.
  A pessoa promete o impossível que é fazer tudo por mim, e espera que eu lhe prometa o impossível sendo perfeito!
  Claro que eu já me decepcionei com minha esposa, com meus familiares, é evidente que já os decepcionei, mas continuamos numa boa porque nenhum espera a perfeição do outro.
  Eu tenho dó destas pessoas que esperam a perfeição dos outros, elas sofrem muito.

  Mas e se a decepção se tornar uma constante?
  Mais uma vez a Matemática nos traz uma resposta satisfatória.
  Se você é masoquista, está tendo algum prazer sendo vítima, logo se o prazer compensa a dor deixe como esta... depois posso caminhar mais por esta brecha em outro texto.

  Agora, se por N motivos a decepção é uma constante que você não consegue mudar...corte o relacionamento ou o diminua o máximo possível.
  Isso é Matemática pura, mas quem pode dizer que não envolve muita emoção?
  São sempre decisões difíceis porquê somos humanos, não corremos o risco de virarmos robôs usando um pouco mais a lógica, mas sem a lógica na maior parte do tempo nos comportamos como bebes chorões.
“- Assim eu não brinco mais!”

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  Sabem porque temos que caminhar neste paralelo entre emoção e números?
  Porque onde há gente há emoção e as emoções tem um enorme poder de influenciar os números.
  De repente um colega não faz o que deveria fazer no Trabalho e você também não faz porque ele não faz.
  Oras, o melhor é tentar entender porque ele não faz do que simplesmente, emocionalmente, não fazer também, afinal assinamos um contrato de trabalho, prometemos assumir nossas responsabilidade.

  Como Filosofo você tem que entender esses processos, mas te adianto que na maioria das vezes você só terá o entendimento, permanecerá impotente diante da situação.

  De que serve o entendimento então?
  Oras, seja lógico, nem sempre estará impotente diante da situação principalmente se ocupar um cargo de direção.
  Mesmo que o poder de decisão não seja seu ao menos saberá como se posicionar, auxiliando a decisão da chefia, influenciando a opinião de seus colegas, na direção mais lógica, mais eficiente HOLISTICAMENTE.

  Lembram da parábola do filho pródigo? Lembram quando falei de Meritocracia?

  O ineficiente é exaltado por sua ineficiência [coitadinho] e o eficiente... não faz mais que sua obrigação [contamos com você].  

  Essa história do filho pródigo é um bom exemplo do que não devemos fazer, vai contra os princípios básicos da Meritocracia.

  O pai receber o filho pródigo, lhe dar apoio...tudo bem.
  Colocá-lo no mesmo nível de mérito do filho ajuizado que sempre esteve ao seu lado... não tem lógica?
  É difícil um povo ser produtivo sem desenvolver o habito da MERITOCRACIA!

To be continued...


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