terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Teorias X Realidade

  "Uma freira fala para House: A Irmã Anne acredita em coisas que não são reais! House responde: Pensei que essa fosse uma exigência para sua atividade? "  [House]
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  Deveria ser uma exigência para a humanidade analisar até que ponto algumas teorias são reais.
  Flutuando pelo Abismo percebemos que tudo se apresenta em diferentes níveis e a realidade se torna reflexo disto.
  Dependendo do plano de pensamento que estamos a realidade não é tão real quanto imaginamos que fosse e isto nos induz a erros, é difícil tomar um remédio apropriado se não identificamos qual é a doença, onde esta o mal.
  Sei, sei, você deve estar pensando que não existe uma "semi-realidade", uma coisa é real ou irreal, mas aqui no Abismo os pensamentos acontecem em 3D, com ilusões tão nítidas, tão bem construídas que é difícil definir onde acaba a realidade e começa a ilusão, no Mundo dos Pensamentos nada é exatamente o que parece ser, um exemplo:


  No breve tempo que fui Freudiano existia a "realidade" do libido, a energia sexual moldando toda sociedade.


  Para o homem, no final das contas, tudo gira em torno da mulher.
  Se o homem tenta se manter belo e buscar o poder é para conseguir mais mulheres.
  No final das contas para a mulher tudo gira em torno do homem, se ela tenta se manter bela e buscar o poder é para ter acesso aos melhores homens.
  É a sexualidade, o instinto de procriação da espécie movimentando toda uma sociedade e ditando seus relacionamentos, esta era uma realidade observável, Freud me convenceu que tudo girava em torno do desejo sexual, o domínio dos genes simplesmente querendo a proliferação deles mesmos.

  Eu William nada mais sou que o subproduto de uma determinação genética influenciada pelo meio, pela sociedade a minha volta.

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  Não sei ao certo quantos anos eu tinha, vamos dizer que eram 19 e nesta idade não havia nada de mais magnifico que mulher pelada, eu vivia a realidade do libido Freudiano.
  Quando assisto um filme, leio livros, se o pensamento exposto me envolve eu vivo aquela fantasia, vivo aquela ilusão como a mais pura realidade.


  Bom, o filme era "Holocausto", um filme muito intenso, não me lembro exatamente da historia, mas lembro do sentimento que construiu em minha mente uma nova realidade diferente da Freudiana. 


  A câmera passou por uma fila enorme e nela havia muitas mulheres nuas, no entanto aquela imagem não me despertou o menor desejo, nenhuma excitação, aquelas mulheres estavam sendo conduzidas para câmara de gás.
  Aquelas pessoas não sabiam que iriam morrer, acreditavam que era apenas uma ducha para limpeza e descontaminação.
  Descobrimos que estamos diante de uma realidade maior quando a atual é ofuscada pela nova realidade, diante daquele monte de mulheres peladas o libido não era nada para mim, fiquei realmente entristecido, preocupado, com a situação daquelas almas.
  Meu "amor", meu respeito pela vida é uma realidade muito maior que o libido Freudiano, e se há mais pessoas como eu, a presença deste respeito a vida ou ausência deste sentimento, desta consciência, é o que move o mundo e organiza os relacionamentos.
  

  A nova realidade é que eu realmente desejava que elas estivessem indo para uma simples ducha, mas era para câmara de gás, nem de longe havia alguma conotação sexual nesta nova realidade...libido onde esta seu poder sobre mim!?

  Na outra cena já aparece centenas de cadáveres sendo enterrados em valas, minha dor foi enorme, me faltava o chão, horror, horror!

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  Sim, existe esta realidade de homens e mulheres, existe esta energia sexual que move muita coisa no mundo.
  Mas existe esta realidade maior de almas que respeitam a vida e outras que não conseguem nem por um segundo se colocar no lugar de uma outra vida a respeitando.
  Os homens bons são em maior quantidade, felizmente nesta parte eu faço parte da maioria, mas os maus também existem em grande numero.


  O grande problema é que homens bons acreditam em coisas que não são reais.

  Que com psicologia ou orações os homens maus ficam bons, que todos nascemos bons e a maldade é influencia do meio.
  Eu não entendo, se todos nascemos bons o meio necessariamente deveria ser bom e como um meio bom pode gerar um indivíduo mau!? 
  Construíram esta realidade de tal forma que qualquer um que insinuar que ela não é real é tido como um desajustado, um indivíduo frio, sem amor no coração.
  Com o discurso da ressocialização a qualquer preço, pensam que estamos indo para uma sociedade mais civilizada.
  Não se iludam, nosso nível de violência são dignos de uma câmara de gás.
  Se todos nascemos uma folha em branco e todos somos naturalmente bons, como explicar a existência de pessoas más se excluirmos a possibilidade de que elas já nasceram assim?

"Decifra-me ou te Devoro!"



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