sábado, 21 de janeiro de 2012

DRUGS

 "Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane, minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais:" [Carta aos Jovens]
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  Um colega imprimiu este e-mail "corrente" e me entregou pedindo que eu comentasse no Blog, então vamos lá!
  O texto é muito vago me parece mais uma daquelas lendas da Internet, ela descobriu que tinha AIDS em 1997 [em outras mensagens aparecem outras datas, mais um sinal que é lenda].
  Nesta data já tínhamos ótimos remédios para combater os sintomas da AIDS. Se ela tivesse com 17 anos nesta descoberta e vivesse por mais uns 3 anos seria mais lógico, no entanto ela diz que morreu com 17 anos então ela adquiriu a doença bem antes e só descobriu quando estava em estado terminal, vindo a morrer no mesmo ano da descoberta.


  Comentar uma lenda não me provoca muito, mas vamos tornar isto interessante, suponhamos que seja tudo verdade, vem comigo!


  É aquela historinha batida de jovem que se perde no mundo das drogas [ou do crime] e antes de morrer quer deixar um grande exemplo para a humanidade.
  "Não façam o que eu fiz!"
  Se procurarmos nos jornais encontraremos todos os dias o caso triste de alguém que se deixou destruir pelo prazer que se tornou um vicio.
  A Patrícia sugere que em 1994 tinha 14 anos [forçando a barra para o texto fazer sentido] e em um passeio na Oktoberfest começou a consumir bebidas e drogas.
  Como sempre a culpa é dos pais que lhe deram muita liberdade, como se álcool e drogas só existissem na Oktoberfest.
  Outros culpados são os amigos, as companhias, como se ela fosse obrigada a andar com aquelas pessoas sem nenhuma possibilidade de escolha.
  Com certeza a Patrícia assim como eu e você teve acesso a inúmeros depoimentos sobre todo mal que a droga pode provocar, como são produzidas de maneira clandestina se tornam ainda mais letais, pois livre de fiscalização sanitária ou de algum controle qualidade por parte da sociedade podem ser misturadas a qualquer substancia mais barata.


 
Se a Patrícia não deu atenção a tantas advertências como ela pode esperar que a historia dela vá surtir algum efeito em pessoas que vibram na mesma frequência de pouca esperteza dela?


  Bom, acho que esta advertência do auto conhecimento é a única coisa aproveitável em sua "Carta aos Jovens".

  Então você jovem que é meio fraquinho das idéias é melhor verificar logo no inicio se não esta sendo consumido por um prazer que pode trazer muita falta de eficiência a sua vida.
  Os sinais do vicio são fáceis de reconhecer até para uma mente pouco esperta, que filosofa pouco.
  A Patrícia fala no texto sobre o anuncio de seu assassino e diz que foram as Drogas!!!
   Quer dizer, para esta gente eles proprios são um objeto inanimado ou no máximo anjinhos indefesos e a Droga é uma entidade com grande inteligência que raptou os anjinhos.
  Uma característica interessante nesta mentes como a da Patrícia é que depois que se ferram querem ser tratados como doentes, vitimas da entidade Droga e a maior parte da sociedade compartilha esta estrutura de pensamento.
  Eu observo que se a Patrícia não tivesse morrido possivelmente iria continuar se Drogando vivendo a vida como ela acha que deve ser vivida e chamando pessoas como eu de otário, careta.
  Porque este tipo de gente se acham o máximo, os descolados, senhores e controladores de tudo, começam tiranizando a própria casa dizendo que ninguém os entende e só eles sabem o que é melhor para vida deles.
  Depois quando estão no fundo do poço vem com este jeitinho de cachorro sem dono abanando o rabinho querendo se passar por uma pessoa maravilhosa incompreendida pela sociedade...


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  Sinto muito por todos os pais cujo filho tem problemas com droga, é muito difícil cuidar de uma criança com todo amor e vê-la OPTAR por caminhos tão destrutivos.

 
Quanto a pessoas como a Patrícia e suas historinhas...não me causam comoção.


  Sou até a favor da regulamentação do comércio e produção de drogas para estas pessoas que só conseguem suportar a vida com o uso da química.

  Acredito que eles mereçam um produto de alta qualidade, isto inclusive lhes daria mais tempo e manteria seus cérebros em melhores condições para buscar uma saída, se não acabar com o vicio pelo menos mante-lo "realmente" sob controle, algo que fosse usado mais como lazer e não complicasse tanto suas vidas e de todos a sua volta. 

  O dinheiro dos impostos poderiam manter excelentes clinicas para ajuda-los a carregar este fardo.
  Vejam o meu caso, eu poderia passar o dia todo escrevendo, mas mantenho este prazer sob controle, não sei bem porque gosto de escrever, não sei de ninguém de minha família que tenha esta compulsão.
  No entanto trabalho, cuido da minha família, não sou um peso para a sociedade.
  Se por um motivo eu fosse proibido de escrever acredito que a loucura me alcançaria, escrever torna a vida suportável, dá até para ser alegre, "curtir a vida."


 
Tá, você vai dizer que muitos escritores enlouqueceram e eu te digo que isto só reforça o meu pensamento, É IMPOSSÍVEL SALVAR A TODOS!


  Apesar de toda nossa coerência ao lidar com as mentes que utilizam drogas ou se perdem em outro vicio qualquer, muitos indivíduos se destruirão no vicio, quanto a isto nossa tecnologia atual não nos deixa muitas escolhas, temos que conviver com isso.

  O importante neste momento é entendermos que a maior responsável pela vida da Patrícia foi ela mesma, nós podemos ser inteligentes, não tínhamos como obrigar que ela tivesse bom senso.
  Os drogados têm um bom motivo para ficarem paranoicos,  na "nóia", afinal eles abusam do uso da química.
  O difícil é entender porque as pessoas que não são consumidoras de entorpecentes tem esta paranoia que existe um ser assassino e demoníaco chamado "DRUGS".
  Um ser tipo deus que sabe tudo, vê tudo e sequestra da vida "normal" anjinhos indefesos.

  O e-mail termina com a seguinte frase:

"Se esta carta chegou a sua mão não foi por acaso! Significa que você foi escolhido para ajudar alguém!"

  Bom, eu não sei de nenhum drogado em minha família, também não tenho vontade de sair por aí procurando anjinhos para ajudar, se por acaso eu fui escolhido para ser amigo desta gente, por acaso prefiro declinar do convite.
  Eu sou careta, as drogas na minha mente são substancias químicas sem vida ou consciência,  não sou paranoico o suficiente como a sociedade Freudiana que trata as drogas como se fossem uma entidade, uma "inteligencia" dominadora de indivíduos indefesos.



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