sábado, 7 de janeiro de 2012

Ciência Sensacional

 "Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade."   [Estadão]
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  Certas matérias que leio me parecem tão sensacionalistas.
  Uma redução de 10% na velocidade de raciocínio não me parece grande coisa.
  Geralmente uma pessoa de 60 anos já esta perto de se aposentar, tem sua casa, seus filhos já estão criados, não tem necessidade de ser muito competitiva, não tem muitos desafios profissionais a não ser que vá atrás disto.
  Quando uma pessoa vai atrás de um desafio é porque algo a motivou e o cérebro reage de forma a atender a nova demanda, neste caso a perda mental seria [imagino] de meros 5%.
  Por ser curioso a respeito das coisas eu com uns 20 anos tinha mais conhecimento que muitas pessoas, de forma que se eu perdesse 20% de minha capacidade aos 25 ainda assim estaria a frente de muita gente.
  Da mesma forma encontrei pessoas inteligentíssimas que tiravam nota máxima nas provas sem grande esforço, se elas perdessem 30% de sua capacidade de raciocínio e memorização ainda assim se manteriam a minha frente em qualquer avaliação se a "dedicação fosse equivalente".


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  De certo, nossa fisionomia e capacidade física deteriora a índices bem mais alarmantes que nossa capacidade mental e convivemos com isto, portanto perder 10% da capacidade cognitiva com o avançar da idade não me parece nem ao menos motivo para pessoa deixar de fumar ou beber.
  Se você nunca exercitou satisfatoriamente seu cérebro nem vai perceber que perdeu 10 % de sua capacidade. 

  Se já não nasceu com uma inteligência razoável, não tem jeito, nem com toda vida puritana do mundo chegará a ser um Einstein.
  Vejam o caso da Vera Fisher, acho que ela sente mais falta da sua exuberância física do que de neurônios.
  Viver não é fácil não, francamente, diante de nos permitirmos alguns prazeres [sem exageros] que tornam a vida mais interessante, perder 10% de nossa capacidade de raciocínio lá pelos 70 anos... acho um preço pequeno a pagar, puro sensacionalismo.


  Como eu não tenho muita beleza e nem excelentes neurônios...dane-se!


  O diacho é que eu não bebo, não fumo, faço exercícios, tenho uma alimentação saudável. Eu não me esforço para ser assim, eu simplesmente sou assim.
  Bom, o que me provocou a escrever este texto é que muitas pessoas ao lerem notícias como esta ficam meio neuróticas, com um enorme sentimento de culpa, por vezes até cobrando atitudes enérgicas e leis severas do Governo contra o sedentarismo, bebida e cigarros.
  Gente, gente, gente! São só 10% lá pelos 70 anos, o Estado, a Sociedade não podem querer me proteger de mim mesmo com um argumento tão tosco.


  Faça o que conseguir fazer, faça o que sente prazer em fazer, seja simplesmente você, ninguém vive para sempre.


  Não sei o que é pior, se arrepender do que fez ou se arrepender do que não fez, tudo depende muito da situação e suas conseqüências.
  Como escrevi ontem, a maioria de nós será acometido por alguma doença que nos debilitará muito e nos trará bastante sofrimento, não importa se teve uma vida puritana, isto "talvez" só irá retardar por poucos anos sua situação de debilidade.
  House em uma de suas frases disse que não importa o que façamos, no final tudo desmorona, viver sem prazer não vale a pena.
  Se não for acometido por uma doença a situação pode até ser mais dramática, morrerá em um acidente de carro ou assalto mesmo gozando de uma boa saúde, o importante é entender o ÓBVIO inevitavelmente você irá morrer.
  Não é inteligente ou civilizado se deixar ser destruído pelo prazer, bebendo até cair ou fumando mais de um maço de cigarro por dia [matematicamente eu limitaria a 10 cigarros].
  Eu faço exercícios porque os benefícios são realmente muito bons, mas é um saco principalmente começar a fazer, o primeiro quilometro da caminhada é o mais difícil, por isto entendo perfeitamente quem não gosta de fazer exercícios.
  Eu gosto de adquirir conhecimentos, mas que são do meu interesse, estudar é um saco porque tenho que colocar em minha mente coisa pelas quais não tenho o mínimo interesse, portanto entendo quem abre mão de uma possibilidade de sucesso se isto lhe custar muitas horas diante de livros maçantes para ela, se o sucesso fosse garantido ainda valeria o sacrifício, mas tudo sempre é uma possibilidade.
  Uma das poucas certezas que temos é que vamos morrer e mesmo esta é uma "certeza" parcial que só pode ser aplicada ao corpo biológico uma vez que ainda não dá para ter certeza que não há uma vida espiritual.
  Diante do sensacionalismo da ciência, da mídia, ou dos dois...simplesmente viva, o BOM SENSO lhe basta, amém?



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