quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Crescimento X Dívida

  "A idéia de que o crescimento só pode ocorrer com mais divida é uma idéia errada." [Angela Merkel]
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  Minha memória não é boa, mas certas frases que ouço fixam na minha cabeça.
  Algumas porque abrem um novo olhar para muitas coisas como "só sei que nada sei" ou "pague o mal com a justiça."
  Outras porque não entendo, medito, medito e continuo não entendendo, então as

coloco na categoria de idéias que não fazem sentido. 
  Algumas até consigo esquecer, tem outras que mesmo não fazendo o menor sentido para mim, fazem todo sentido para milhões de pessoas que as repetem como um grande verdade sempre que podem, é impressionante.
  Por exemplo, lá na minha adolescência um colega disse a seguinte frase:


  "Se você não se endividar não consegue nada."


  A principio é um pensamento de fácil aceitação, "parece" lógico.
  Para coisas mais baratas como um sorvete eu não preciso contrair uma divida [se bem que ele comprava fiado até do sorveteiro], compro o produto, pago seu valor e não se falai mais nisto, mas e para produtos mais caros, até que ponto compensa contrair uma divida?
  Eu preciso de uma bicicleta que custa 1000 reais, pago 200 e contraio uma divida de 800 a ser paga em 4 parcelas de 200.
  O banco que irá me emprestar 800 reais cobra 100 reais para financiar o produto então eu pagarei 4 parcelas de 225.
  No final das contas eu paguei 1100 por um produto que valia 1000 porque tinha certa urgência ou não tinha paciência para esperar.
  Até aí tudo mais ou menos bem.


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  Acontece que este meu amigo tinha vários carnês e estava sempre renegociando dividas com juros altíssimos embutidos, ficava imaginando o quanto ele pagava a mais pelos produtos e serviços.
  Oras, se o produto vale 1000 e eu paguei 1100, na minha cabeça, eu desperdicei 100 reais, paguei mais que o produto valia. 

  Logo o endividamento de meu colega o levava a comprar menos produtos do que poderia comprar. 
  Seu salário rendia bem menos do que poderia render a isto eu posso chamar "toscamente" de perda de produtividade.

  Na minha cabeça a melhor maneira de adquirir bens é POUPAR e comprar pelo preço justo.


  Se eu compro uma carro que vale 20 mil e com financiamento acabo pagando 40 mil é como se eu pagasse 2 carros e levasse 1, não tem lógica, não faz sentido.
  Eu falo muito em carros porque são as maiores loucuras familiares que observo, no caso especifico das mulheres fico impressionado com o endividamento em roupas e sapatos.
  Nos outros países eu não sei, mas aqui as pessoas parecem não ter a menor noção do que são juros.
  E eu não tenho a menor noção de como explicar-lhes porque elas não querem entender, preferem curtir um momento mesmo que acabem pagando 2 e levando 1.


  Como se já não bastasse a insanidade dos cidadãos, observo a insanidade dos Governos confundindo endividamento com investimentos.


 Construir uma estrada que vai desafogar o transito, melhorar o transporte aumentando nossa PRODUTIVIDADE é um investimento.
  Fazer um Trem Bala que nunca irá se pagar é um endividamento.
  Construir uma Belo Monte é um investimento, onerar ainda mais a folha de pagamento é uma medida que só diminui nossa produtividade, no final das contas acabamos pagando mais que um produto vale, podemos dizer que estamos provocando um endividamento.
  No caso da Europa como eles sabem o que é juros aproveitaram que eles eram bem baixos e compraram mais produtos do que poderiam pagar, com o excesso de procura muitos produtos como imóveis começaram ter seu valor inflacionados e ninguém ligava de pagar, afinal os financiamentos eram longos e os juros baixos.
  Os Governantes Europeus de olho só em serem eleitos concediam benefícios sociais cada vez mais impagáveis, de certo se baseavam na "máxima" que só se endividando podemos conseguir coisas... 


  " A idéia de que o crescimento só pode ocorrer com mais dividas esta errada"


  Ainda bem que a Angela Merkel pensa igual eu, sorte dos alemães.
  Juízo, Dilma e companhia...


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