domingo, 18 de dezembro de 2011

Abnegação

Era uma criança diferente
Com um olhar brilhoso,
Falava sozinha todo o tempo
cuidava de um irmão e de um cachorro,
Os amigos pareciam milenares
Suas palavras rimavam sem querer
Ela aspirava a "não sei o que",
cantava no alto de casa,à tarde,
Nostalgia,
Quem eram esses, em sua melancolia?
A bonecas Cléia e Páti
eram boas companhias.
Com um turbilhão de águas
sonhava
e também com uma praia negra
como sua alma,
_o que esperar de si?
um dia, começaria as horas, chorando
Sherlock fôra para outra casa
menos pobre,com mais acolhida,
Ela era a única que podia
brincar com ele-na família
os vizinhos eram alguns números a mais
e sabiam agradar,
Às vezes,o amigão os visitava
até um dia,morrer no jardim,
a menina não entendia
porque amar era assim,
... perder e sofrer,
Os entes queridos nunca ficavam,
se agradeciam
eram tão raros,
e se ficavam
emotivamente "se fechavam",
Tantos se foram
tantos morreram
tantos nem aconteceram
e a menina,sempre foi devolvida
a si mesma,
_amar idem,pode ser gostar de si.
Atualmente,
no telhado do sótão
uma mãe de asas
cuida dos seus rebentos
ela não sabe
o que a menina aprendeu,com o tempo,
_amar
é ter em nós
os que só falam por si mesmos,
aos que não falam-
e os refletirmos.
°°°° Enviado por: NIHIL